sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Como se sente culpado

As crianças aprendem que:-Todos são igualmente insignificantes e sem merecimento diante de Deus.-Você nasceu em pecado e é pecaminoso por natureza.-Não pense, não pergunte. Acredite.-Quem é você para questionar o padre, o pastor, o rabino?-Se você tem algum valor, não é por causa de alguma coisa que você fez ou fará, mas porque Deus te ama.-Submissão ao que você não pode compreender é o fundamento da moralidade.-Não tenha vontade própria. Auto-afirmação é o pecado do orgulho.-Nunca pense que você se pertence.-Em caso de conflito entre sua opinião e a das autoridades religiosas, é nas autoridades que você deveacreditar. Que auto-estima elas terão? Que tipo de sociedade pode resultar disto? (Nathaniel Branden,_The Six Pillars of Self-Esteem_,Bantam Books, (New York, 1994), p. 295-296)

domingo, 12 de outubro de 2008

Incógnita.

A indagação inquieta minha própria essência, meu próprio ser, o pior que de alguma maneira de repente comecei a interessar por ela, as respostas nunca chegam, cada vez mais busco soluções para o grande enigma que é a vida, ora o que é a vida? Por que eu sou eu? Como consegui chegar até aqui e por que cheguei? Por que continuo aqui? Até quando vou ficar? Não sei! Só sei que ontem ao acordar deste sono eterno, eterno? Sim eterno! Algo em meu subconsciente não aceita o momento de minha origem como começo. Como se fosse brumas que aos poucos vai se formado e aqui estou sem saber por que e em razão de quê. E finalmente as brumas desvanecem, surge então o hoje, a consciência que norteia todas as minhas aflições e interrogações, mas agora apenas uma certeza se faz presente, qual certeza? Não adivinhou? Como? Seu ser não é apenas a repetição do meu? Claro que não! Como não havia pensado? Cada um de nós absorveu informações e conceitos totalmente difusos, não há como concatenar nossas vivências, cada uma é única e consecutiva. E a certeza? A certeza que somos uma entidade pensante, cujo resultado se confunde no emaranhado da própria existência, e não importada o que fomos ou somos, o que importa é apenas aquilo que deixamos ser. O que importa é que amanhã, certamente, nem mais ser serei.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

DEVANEIO

Hoje, num canto esquecido, em um mundo perdido num emaranhado complexo, a perplexidade se faz presente na visão que ora se descortina na amplitude dos ermos. Talvez a trilha da esperança não esteja jogada em um canto qualquer? Talvez bloqueada em suas manhas nas manhãs tórridas e faceiras? Lá longe, bem perto de um regato nostálgico e de esperança fugaz tem seus olhos lacrimejantes da dor incontida da solidão. Da amargura de tudo que era nada ou do nada que era tudo, silêncio, seu pensamento extrapola as dimensões da explosão de cores que aumenta e dilacera a própria essência. Como num devaneio perdido na amargura da própria vida. Silêncio, agora as cinzas do que ficou do emaranhado néscio, esplendor da ignorância nata daqueles que pouco importam com o tempo, e com a eterna vigilância de um espaço sem fim. No infinito percorrido eternamente pelos sonhos de cada um, na procura de seus ideais, onde estão perdidos em suas lembranças seus devaneios que não voltam nunca mais Lá perto do faz de conta, lá perto do que nunca existiu. Lá perto da esperança perdida nos devaneios do ontem.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

A grande mentira

Você não pode imaginar o quanto é doloroso quando um dia você acordar e descobrir que toda a sua vida e os princípios de fé que lhe fora ensinado é uma terrível mentira de gerações passadas, que foram mestres, useiros e vezeiros, na arte da mistificação e no ludibriar aqueles despidos de conhecimento, não sei quanto aos outros, passei por um processo semelhante à perda de uma pessoa que muito amamos, alias é bem mais que isto é a perda daquele pai supremo que deu vida a todas nós, daquele que julgávamos reinar no fundo de nossa alma, daquele que foi o princípio e seria o fim de nossa vida. Eh, a perda é incalculável, fica um vazio que pensamos que nunca mais será preenchido, o vazio que alterou nossa própria identidade, o vazio em descobrir que não somos eternos, que não temos alma. Mas o senhor tempo se encarrega de tudo aos poucos o equilíbrio vai sendo recuperado, então começamos a ver o outro lado da moeda, que bom de maneira nenhuma não mais ser ameaçado e nem conviver com este monstro criação do deus filho que é o inferno, pegamos aquele livro de fabulas, que até então nos referíamos respeitosamente como "Bíblia Sagrada", de início já vamos divisando o quanto ele e estéril e ilógico, a leitura continua, um contradição após a outra, finalmente a certeza, estou livre, livre, livre da herança maldita que mais se assemelha a uma história de horror. Sou livre, agora eu sei que as antigas súplicas não foram atendidas por ser eu pessoa não merecedora daqueles créditos, mas por existir nenhum ser sobrenatural para atendê-las, finalmente descobria a inexistência do pecado original, não sou um pecador sou apenas um ser livre, livre, para ser um livre pensador.

domingo, 7 de setembro de 2008

Eterno/infiniito

Será que é muito dificil aceitar a eternitude de tudo que existe? Será que as mentes humanas são incapazes de imaginar alguma coisa sem origem/fim? A duração do tempo e a medida do espaço, são imensuráveis, isto é, sem princípio, sem fim. Portanto, partindo deste pressuposto, tudo que existia, existe e existirá, suponhamos que as quantidades mensuráveis durante a duração de um tempo limitado e num espaço finito, (para efeito de ilustração usemos o átomo) o átomo que existe nele agora é o mesmo que existia e existirá, porém estes átomos são finitos, então suas combinações serão, também, finitas. Ora estes átomos vão combinar e dar ensejo ao nosso universo, agora imagine no espaço infinito, esta combinação é simplesmente infinita e eterna. No momento que você lê essas linhas tudo que existiu, não tem a mesma combinação que tinha quando escrevia, e assim vivemos num espaço infinito e num tempo eterno, em transformações eternas e infinitas.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Tradição Tibetana

Segunda a Sagrada Tradição Tibetana "Um deus-átomo dorme em cada pedra, logo, desperta em cada planta. Move-se em cada animal; pensa em cada homem e ama em cada anjo. Por conseguinte, devemos tratar cada pedra como se fora um vegetal. Cada vegetal como um animal querido. Cada anima como um ser humano e todo ser humano como um anjo.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

SER / DEUS

O PODER DE AGORA - EKHART TOLLE
A palavra DEUS tornou-se vazia de significado ao longo dos milhares de anos de utilização imprópria. Imprópria por pessoas que jamais tiveram a menor idéia do reino sagrado, da infinita imensidão contida nessa palavra, mas que a usam com grande convicção, como se soubessem do que estão falando. Existem ainda aqueles que questionam o termo, como se soubessem o que estão discutindo e uso indevido da origem a crenças e afirmações e delirios absurdos, tais como "o meu ou o nosso deus é o único deus verdadeiro, o seu deus é falso, ou a famosa frase de Nietzsche, 'deus está morto'".
A palavra DEUS tornou-se um conceito fechado. Quando a proniciamos criamos um conceito mental, talvez não mais a de um velhinho de barba branca, mais ainda uma representação mental de alguém ou algo externo a nós e quase inevitavelmente, alguém ou alguma coisa do sexo masculino.
Tanto DEUS quanto SER são palavras que não conseguem definir nem explicar a realidade por trás delas. SER, entretanto, tem a vantagem de sugerir u conceito aberto. Não reduz o invisível infinito a uma entidade finita. É impossível formar uma imagem mental a esse respeito.
Ninguém pode reivindicar a posse exclusiva do SER.