segunda-feira, 4 de maio de 2009
Os versículos bíblicos apenas podem ser entendidos estudando-se o texto original em hebraico - que revela muitas discrepâncias na tradução cristã.
a - Nascimento virgem
A idéia cristã de um nascimento virgem é extraído de um versículo em Yeshayáhu descrevendo uma "alma" que dá à luz. A palavra "alma" sempre significou uma mulher jovem, mas os teólogos cristãos séculos mais tarde traduziram-na como "virgem". Isto relaciona o nascimento de Jesus com a idéia pagã do primeiro século, de mortais sendo impregnados por deuses.
b - Crucifixão
O versículo em Tehilim 22:17 afirma: "Como um leão, eles estão em minhas mãos e pés." A palavra hebraica ka'ari (como um leão) é gramaticalmente semelhante à palavra "ferir muito". Dessa maneira o Cristianismo lê o versículo como uma referência à crucifixão: "Eles furaram minhas mãos e pés."
c - Servo sofredor
Os cristãos afirmam que Yeshayáhu (Isaías) 53 refere-se a Jesus. Na verdade, Yeshayáhu 53 segue diretamente o tema do capítulo 52, descrevendo o exílio e a redenção do povo judeu. As profecias são escritas na forma singular porque os judeus (Israel) são considerados como sendo uma unidade. A Torá está repleta de exemplos de referências à nação judaica com um pronome singular.
Ironicamente, as profecias de perseguição de Yeshayáhu referem-se em parte ao século 11, quando os judeus foram torturados e mortos pelas Cruzadas, que agiram em nome de Jesus.
De onde provêm estas traduções erradas? S. Gregório, Bispo de Nanianzus no século IV, escreveu: "Um certo jargão é necessário para se impor ao povo. Quantos menos compreenderem, mais admirarão."
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5. A CRENÇA JUDAICA É BASEADA NA REVELAÇÃO NACIONAL
Das 15.000 religiões na História Humana, apenas o Judaísmo baseia sua crença na revelação nacional - i.e., D'us falando a toda a nação. Se D'us está para iniciar uma religião, faz sentido que Ele falará a todos, não apenas a uma pessoa.
O Judaísmo,é a única entre todas as grandes religiões do mundo que não confia em "reivindicações de milagres" como base para estabelecer uma religião. De fato, a Torá afirma que D'us às vezes concede o poder de "milagres" a charlatães, para testar a lealdade judaica à Torá (Devarim 13:4).
Maimônides declara (Fundações da Torá, cap. 8):
"Os Judeus não creram em Moshê (Moisés), nosso mestre, por causa dos milagres que realizou. Sempre que a crença de alguém baseia-se na contemplação de milagres, tem dúvidas remanescentes, porque é possível que os milagres tenham sido realizados através de mágica ou feitiçaria. Todos os milagres realizados por Moshê no deserto aconteceram porque eram necessários, e não como prova de sua profecia.
"Qual era então a base da crença judaica? A revelação no Monte Sinai, que vimos com nossos próprios olhos e ouvimos com nossos ouvidos, não dependendo do testemunho de outros... como está escrito: 'Face a face, D'us falou com vocês...' A Torá também declara: 'D'us não fez esta aliança com nossos pais, mas conosco - que hoje estamos todos aqui, vivos.' (Devarim 5:3)."
O Judaísmo não são os milagres. É o testemunho da experiência pessoal de todo homem, mulher e criança.
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6. JUDEUS E GENTIOS
O Judaísmo não exige que todos se convertam à religião. A Torá de Moshê é uma verdade para toda a Humanidade, seja judia ou não. O Rei Salomão pediu a D'us para considerar as preces de não-judeus que vão ao Templo Sagrado (Reis I, 8:41-43). O profeta Yeshayáhu refere-se ao Templo Sagrado como uma "Casa para todas as nações." O serviço no Templo durante Sucot realizava 70 oferendas de touros, correspondendo às 70 nações do mundo. De fato, o Talmud diz que se os Romanos tivessem percebido quantos benefícios estavam conseguindo do Templo, jamais o teriam destruído.
Os judeus nunca buscaram ativamente converter as pessoas ao Judaísmo, porque a Torá prescreve um caminho correto para que os gentios o sigam, conhecido como "As Sete Leis de Nôach." Maimônides explica que qualquer ser humano que observe fielmente estas leis morais básicas recebe um lugar apropriado no céu.
Para um estudo mais completo sobre as Sete leis de Nôach clique aqui.
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7. TRAZENDO O MESSIAS
De fato, o mundo está desesperadamente necessitado da Redenção Messiânica. A guerra e a poluição ameaçam nosso planeta; o ego e a confusão estão erodindo a vida familiar. Na mesma extensão em que estamos conscientes dos problemas da sociedade, é a extensão em que ansiamos pela Redenção. Como declara o Talmud, uma das primeiras perguntas que um judeu recebe no Dia do Julgamento é: "Você ansiou pela vinda do Messias?"
Como podemos apressar a vinda de Mashiach? A melhor maneira é amar generosamente toda a humanidade, cumprir as mitsvot da Torá (da melhor maneira que pudermos) e encorajar outros para que as cumpram também.
O Mashiach pode chegar a qualquer momento e tudo depende de nossas ações. D'us estará pronto quando estivermos. Pois, como disse o Rei David: "A Redenção chegará hoje - se derem atenção à Sua voz."
Por Rabino Shraga Simmons - Aish.com
O que o Messias deveria atingir? A Torá diz que ele:
a - Construirá o terceiro Templo Sagrado (Yechezkel 37:26-28)
b - Levará todos os judeus de volta à Terra de Israel (Yeshayáhu 43:5-6).
c - Introduzirá uma era de paz mundial, e terminará com o ódio, opressão, sofrimento e doenças. Como está escrito: "Nação não erguerá a espada contra nação, nem o homem aprenderá a guerra." (Yeshayáhu 2:4).
d - Divulgará o conhecimento universal sobre o D'us de Israel - unificando toda a raça humana como uma só. Como está escrito: "D'us reinará sobre todo o mundo - naquele dia, D'us será Um e seu nome será Um" (Zecharyá 14:9).
O fato histórico é que Jesus não preencheu nenhuma destas profecias messiânicas.
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2. CRISTIANISMO CONTRADIZ A TEOLOGIA JUDAICA
a - D'us em três?
A idéia cristã da trindade quebra D'us em três seres separados: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (mateus 28:19).
Compare isto com o Shemá, a base da crença judaica: "Ouve, ó Israel, o Eterno nosso D'us, o Senhor é UM" (Devarim 6:4). Os judeus declaram a unicidade de D'us todos os dias, escrevendo-a sobre os batentes das portas (Mezuzá), e atando-a à mão e cabeça (Tefilin). Esta declaração da unicidade de D'us são as primeiras palavras que uma criança judia aprende a falar, e as últimas palavras pronunciadas antes de morrer.
Na Lei Judaica, adorar um deus em três partes é considerado idolatria - um dos três pecados cardeais, que o judeu prefere desistir da vida a transgredir. Isto explica porque durante as Inquisições e através da História, os judeus desistiram da vida para não se converterem.
b - Um homem como deus?
Os cristãos acreditam que D'us veio à terra em forma humana, como disse Jesus: "Eu e o Pai somos um" (João 10:30).
Maimônides devota a maior parte do "Guia para os perplexos" a idéia fundamental que D'us é incorpóreo, significando que Ele não assume forma física. D'us é eterno, acima do tempo. É infinito, além do espaço. Não pode nascer, e não pode morrer. Dizer que D'us assume forma humana torna D'us pequeno, diminuindo tanto Sua Unidade como Sua Divindade. Como diz a Torá: "D'us não é um mortal" (Bamidbar 23:19).
O Judaísmo diz que Messias nascerá de pais humanos, com atributos físicos normais, como qualquer outra pessoa. Não será um semi-deus, e não possuirá qualidades sobrenaturais. De fato, em cada geração vive um indivíduo com a capacidade de tornar-se o Messias. (veja Maimônides - Leis dos Reis 11:3).
c - Um intermediário para a oração?
É uma idéia básica na crença cristã que a prece deve ser dirigida através de um intermediário - i.e., confessando-se os pecados a um padre. O próprio Jesus é um intermediário, pois disse: "Nenhum homem chega ao Pai a não ser através de mim."
No Judaísmo, a prece é assunto totalmente particular, entre cada pessoa e D'us. A Torá diz: "D'us está perto de todos que clamam por Ele" (Tehilim 145:18). Além disso, os Dez Mandamentos declaram: "Não terá outros deuses DIANTE DE MIM," significando que é proibido colocar um mediador entre D'us e o homem. (veja Maimônides - Leis da Idolatria cap. 1).
d - Envolvimento no mundo físico
O Cristianismo freqüentemente trata o mundo físico como um mal a ser evitado. Maria, a mais sagrada mulher cristã, é retratada como uma virgem. Padres e freiras são celibatários. E os mosteiros estão em locais remotos e segregados.
Em contraste, o Judaísmo acredita que D'us criou o mundo físico não para nos frustrar, mas para nosso prazer. A espiritualidade judaica vem através do envolvimento no mundo físico de maneira tal que ascenda e eleve. O sexo no contexto apropriado é um dos atos mais sagrados que podemos realizar.
O Talmud diz que se uma pessoa tem a oportunidade de saborear uma nova fruta e recusa-se a fazê-lo, terá de prestar contas por isso no Mundo Vindouro. As escolas rabínicas ensinam como viver entre o alvoroço da atividade comercial. Os judeus não se afastam da vida, elevam-na.
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3. JESUS NÃO PERSONIFICA AS QUALIFICAÇÕES PESSOAIS DO MESSIAS
a - Messias como profeta
Jesus não foi um profeta. A profecia apenas pode existir em Israel quando a terra for habitada por uma maioridade de judeus. Durante o tempo de Ezra (cerca de 300 AEC), a maioria dos judeus recusou-se a mudar da Babilônia para Israel, e assim a profecia terminou com a morte dos três últimos profetas - Chagai, Zecharyá e Malachi.
Jesus apareceu em cena aproximadamente 350 anos após a profecia ter terminado.
b - Descendente de David
O Messias deve ser descendente do Rei David pelo lado paterno (veja Bereshit 49:10 e Yeshayáhu 11:1). Segundo a reivindicação cristã que Jesus era filho de uma virgem, não tinha pai - e dessa maneira não poderia ter cumprido o requerimento messiânico de ser descendente do Rei David pelo lado paterno!
c - Observância da Torá
O Messias levará o povo judeu à completa observância da Torá. A Torá declara que todas as mitsvot permanecem para sempre, e quem quer que altere a Torá é imediatamente identificado como um falso profeta. (Devarim 13:1-4).
No decorrer de todo o Novo Testamento, Jesus contradiz a Torá e declara que seus mandamentos não se aplicam mais. (veja João 1:45 e 9:16, Atos 3:22 e 7:37).
RESPOSTA:
Por séculos os judeus foram perseguidos por sua fé e prática religiosa. Muitos tentaram impor suas idéias e aniquilar o judaísmo. Nem as cruzadas, nem a inquisição implacável, nem os programas conseguiram manipular nossas almas cumprindo seu intento.
O judaísmo mantém sua chama sempre viva.
A história comprova: os judeus continuam rejeitando o Cristianismo. Por quê?
Porque somos simplesmente judeus, nascemos e vivemos o judaísmo e temos nossas próprias convicções.
Mas quando judeus são seguidamente questionados sobre esta questão e não-judeus frequentemente perguntam: "Por que os judeus não acreditam em Jesus?" Preparamos alguns argumentos com o objetivo, não de depreciar outras religiões, pois respeitamos a todos e por esta razão não fazemos proselitismo, mas sim apenas para esclarecer a posição judaica.
Por que os judeus não acreditam em Jesus? Por que:
1. Jesus não preencheu as profecias messiânicas
2. Cristianismo contradiz a teologia judaica
3. Jesus não personifica as qualificações pessoais do Messias
4. Versículos bíblicos "referindo-se" a Jesus são traduções incorretas
5. A crença judaica é baseada na revelação nacional
Veja também:
6. Judeus e Gentios
7. Trazendo o Messias
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Que razões "morais" o deus abraâmico tem?
Diego Oliveira
Um deus onisciente e onipotente que institui para sua criação algo chamado inferno não seria justo, mas sádico ou louco.
Um pai amoroso só castiga o filho por não ter o poder de intervir dentro da consciência do filho para despertá-la para o caminho correto, nem ter a ciência para saber quais serão exatamente todas as implicações de sua intervenção. Um juiz correto só condena um infrator porque não tem o poder de reverter a índole criminosa do sujeito nem a ciência para ter certeza de que o infrator não prejudicará mais a sociedade.
Mas o hipotético deus seria onisciente e onipotente, e já saberia previamente da fraqueza de suas criaturas em vida ou após a morte, da dificuldade de elas “se enquadrarem na cartilha” e teria a capacidade para pô-las no rumo correto. A onisciência e a onipotência levam portanto a justiça divina a um plano fundamentalmente diferente ao do plano humano. E o que faria este ser todo-poderoso, em sendo também benevolente? O que seria a expressão máxima possível de seu poder e sua bondade em relação ao ser humano? Provavelmente seria agir por trás das consciências humanas (de forma que a auto percepção e a autodeterminação não fossem conscientemente afetadas) para encaminhar, em vida ou após a morte, os humanos progressivamente no caminho que ele estabelece para se chegar à plenitude; e, ainda mais importante, para fazê-los sentir esta plenitude como um triunfo de seu livre-arbítrio e sua consciência mas principalmente de seu criador.
Mas o que o deus abraâmico, com sua onisciência e onipotência, faz? O deus abraâmico julga e condena os que não "estavam nos conformes” à danação eterna. Resumo: limitação de intenção; ou seja, sadismo ou loucura. O julgamento, o juízo de valor sobre méritos não coaduna com uma intenção ilimitada de bondade, que corresponderia levar toda a criação à plenitude do ser. O único mérito a ser julgado seria o fato de existir.
As religiões abraâmicas falham abjetamente ao projetar em um deus o senso de justiça humano, oriundo das limitações ontológicas se poder e ciência do ser humano. Vejo que religiões como o Budismo ou o Espiritismo são muito mais evoluídas neste aspecto.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Há mais de quatro anos dei inicio a catalogação de dados para poder fazer um relato sobre as mais diversas religiões existentes. Até este ponto tudo bem, era teista e meu enfoque principal era poder escrever algo que demonstrasse a bíblia como verdade, acontece que foi naquele exato momento que passei a pensar como agora, no entanto, ainda estou querendo levar adiante o meu propósito, e gostaria imensamente de ouvir o seu lado para tirar as minhas conclusões, pode ser? As minhas indagações serão esparsas e quero formar uma idéia diferente sobre o antigo e novo testamento, darei uma guinada de 180° em relação ao meu pensamento inicial. A título de exemplo gostaria de saber, como deus criou no princípio os céus e a terra? Deus num determinado momento passou existir? Você pode fazer uma síntese sobre a eternidade do tempo e do espaço infinito? O tempo pode ser perpétuo de agora e para sempre, e o contrário também é verdadeiro, quero crer. Olha se estiver causando transtorno, simplesmente esqueça.
Um fortíssimo abraço meu querido.
domingo, 1 de março de 2009
domingo, 25 de janeiro de 2009
or Alenônimo em 12 de janeiro de 2007
“Plano Divino” é como os cristãos geralmente explicam coisas como amputações, câncer, tornados e acidentes de carro. Por exemplo, se um cristão morrer dolorosamente e tragicamente por causa de um câncer, ele morre como parte do plano de Deus. Sua morte teve um propósito. Deus a chamou para si por uma razão. Mesmo que aconteça algo mal a um cristão, na verdade é algo bom, pois é parte do plano divino.
Você pode ver o quão permeável é o “Plano Divino” vendo a literatura inspiracional cristã. Por exemplo, se olharmos no livro The Purpose Driven Life, de Rick Warren, encontramos este parágrafo notável no Capítulo 2:
Porque Deus fez você com um propósito, ele também decidiu quando você nasceria e por quanto tempo você viveria. Ele planejou os dias da sua vida adiantados, escolhendo a exata hora do seu nascimento e da sua morte. A Bíblia diz: “Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles.” Salmos 139:16
Tem também isto:
Independente das circunstâncias de seu nascimento ou de quem são seus pais, Deus fez um plano ao criar você.
Sob este ponto de vista, Deus planeja tudo.
Pare um momento e pense sobre o que Rick Warren disse. “Ele planejou os dias da sua vida adiantado, escolhendo a hora exata do seu nascimento e da sua morte.” Vamos examinar uma simples implicação desta declaração. O que ela diz é que Deus já pré-planejou cada aborto que já ocorreu no nosso planeta.
Se pensar sobre essa implicação por alguns instantes, irá perceber como o “Plano Divino” é impossível. Se o conceito de “Plano Divino” é verdade, você primeiro verá que Deus nos quer abortando crianças. Cada um dos abortos é planejado por Deus, então Deus deve estar fazendo isso por uma razão. Segundo, verá que tanto a mãe que pratica o aborto quanto o médico que o faz não podem ser responsabilizados. Já que foi Deus quem planejou o aborto da criança (Deus escolhe a exata hora do seu nascimento e da sua morte, de acordo com Rick Warren), a mãe e o doutor são simples marionetes que estão cumprindo o plano de Deus. Verá também que todos os cristãos que estão lutando contra abortos estão, na verdade, lutando contra o plano de Deus, e suas lutas serão completamente em vão. Deus é o todo-poderoso governador do universo, e seu plano é que milhões de crianças morram por ano nos Estados Unidos através do aborto. ref
Se você é um cristão, o que está pensando é “Deus não quer que façamos abortos!” Mas se acreditar no que Rick está dizendo, então estará obviamente errado. Deus é, na verdade, a causa direta de cada aborto da face da Terra. Se achar que esse conceito não lhe agrada, eu concordaria com você. Infelizmente, isto é o resultado da lógica do “Plano Divino”.
Pense em Adolph Hitler. Ele era o mal encarnado, e Hitler é bem conhecido pelas atrocidades que cometeu. O que eu irei pedir agora é que considere esta declaração: “Hitler fez parte do Plano Divino.” Pense no que Rick disse:
Ele planejou os dias da sua vida adiantado, escolhendo a hora exata do seu nascimento e da sua morte. A Bíblia diz: “Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles.” Salmos 139:16
Rick também diz:
Deus nunca faz nada acidentalmente, e ele nunca comete enganos. Ele tem uma razão para tudo o que cria. Cada planta e cada animal foram planejados por Deus, e cada pessoa foi definida com um propósito em mente.
Se Deus tinha um plano divino para cada um de nós, então ele tinha um plano divino para Hitler também. E é parando para pensar nisso profundamente que as contradições aparecem.
Agora imaginemos que você faça uma oração neste tipo de universo. Que diferença fará? Deus tem um plano e esse plano está descendo a ladeira feito um bonde desgovernado. Se Deus tem um plano, então cada pessoa que morreu no Holocausto morreu por uma razão. Eles tiveram que morrer e cada morte tinham seu significado. Portanto, as vítimas do Holocausto poderiam rezar o dia todo, que iriam morrer do mesmo jeito. A idéia de um “plano” faz a idéia de um “relacionamento de atendimento de preces por Deus” virar uma piada. Ainda assim, cristãos acreditam em ambas as idéias, apesar da contradição insolucionável.
Pense sobre o que significa o plano de Deus para você pessoalmente. Se o seu plano for o de que amanhã será atropelado por um ônibus, ou que terroristas irão explodi-lo, ou que será baleado na cabeça quatro vezes, então é o que irá acontecer. O mesmo vale para enfermidades. Se você contrair câncer esta tarde e morrer daqui a três meses, este é o plano de Deus para você. Rezar para curar o câncer é inútil. Deus planejou que você morresse então você morrerá. Ele pré-programou o exato momento da sua morte. Não há nada que possa fazer para mudar o plano — nenhuma quantidade de orações irá ajudar — porque sua morte teve um propósito e sua morte causará efeitos colaterais que também fazem parte do plano.
Com quem irá casar? Você na verdade não tem escolha nesta questão. Deus já pré-planejou seu casamento nos mínimos detalhes. Rick Warren diz “Deus sabia que aqueles dois indivíduos (seus pais) possuíam exatamente a composição genética certa para criar o “você” personalizado que ele tinha em mente. Eles tinham o DNA que Deus queria para fazer você.” Portanto, seu cônjuge foi pré-escolhido por Deus para você — Deus pré-planejou as gestações.
Além do mais, este tipo de universo significa que Hitler não teve culpa. Hitler não era “malvado” porque Hitler não tinha livre arbítrio nenhum. Hitler simplesmente foi um ator forçado a contracenar sua parte no plano divino. Deus planejou a morte de milhões de pessoas no Holocausto — planejou suas mortes nos mínimos detalhes de acordo com Rick Warren. Hitler teve que matar essas pessoas. Hitler era uma marionete de Deus para que esses milhões de mortes acontecessem na hora marcada.
Da mesma maneira, nenhum assassinato é culpa de alguém. Já que Deus planejou cada uma de nossas mortes nos mínimos detalhes, assassinos são, na verdade, essenciais para o plano divino. Por que puni-los? Nós deveríamos era recompensá-los por cumprirem duas obrigações com o plano de Deus. E se você for estuprada amanhã e ficar grávida? Deus fez isso porque ele planejou a hora exata do nascimento e da morte dessa criança. Deus na verdade agendou seu estupro, e o estuprador foi uma marionete de Deus. Ao invés de odiar o estuprador, deveríamos celebrar o plano de Deus.
Você acredita que assassinos e estupradores deveriam ser recompensados? Acredita que Hitler foi enviado por Deus para matar milhões de pessoas no holocausto? Acredita que Deus é a causa direta de cada aborto do planeta? Acredita que você não tenha escolha nenhuma sobre com quem irá viver e sobre as gestações de seus filhos? Se você é um indivíduo são, então provavelmente não. Mas é isso que você está dizendo: que Hitler ou o câncer ou qualquer coisa mais faz parte do “Plano Divino”
A declaração “Faz parte do Plano Divino” é um desses paliativos que, quando se pára para pensar usando o bom senso, não faz sentido algum. Essa falta de senso mostra que Deus não existe.
Página original: Proof #6 - Ponder God’s PlanTraduzido por: AlenônimoRevisado por: Fernando Silva
Publicado em Deus não Existe Tags: God is Imaginary, Plano Divino Prova 06: Reflita sobre o “Plano Divino”
