segunda-feira, 10 de outubro de 2011

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domingo, 9 de outubro de 2011

Um Mundo Sem Dinheiro

DOMINGO, 10 DE JANEIRO DE 2010


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MOVIMENTO DE RECONCILIAÇÃO COM A NATUREZA


As sucessivas crises financeiras e o acelerado desfazimento
do ambiente natural do planeta são na verdade as
duas faces de uma única realidade:
O esgotamento do modelo evolutivo "pós-natural"
trilhado pela espécie humana.





INTRODUÇÃO


Tudo que existe se justifica na matéria e se desenvolve segundo as leis universais.
Newton desvendou um universo material, determinista e previsível, onde as mesmas equações da física devem ser consideradas em um sistema solar assim como na construção de aeronaves ou de montanhas russas sobre o Planeta.

Darwin desmistificou o surgimento da vida no planeta, trazendo à compreensão humana um universo vivo onde as leis naturais reinam soberanas.
Mas ao Sistema Econômico ainda não foi dado o reconhecimento de Sistema de Origem Natural, seus atributos são particularizados como que relacionados exclusivamente à Civilização Humana.
É sob esse conceito que a Ciência vem tratando o modo de sustentação humana, como que moldado em prol de um Sistema Financeiro Articulado pelos Poderosos da Civilização, à revelia das Leis Naturais.
Esse Equívoco Fatal merece ser revisto.
Não podemos deixar de considerar que a Espécie Humana evoluiu em meio a um sistema primário, parte de um sistema maior que é a Biosfera Terrestre, resultado da interação de todos sistemas vivos do Planeta Terra.
Neste contexto natural estava inserida a espécie Homo Sapiens até 10.000 anos atrás, a reposição da nossa energia animal, a base do consumo de alimentos, era feita sob um regime harmonioso, extrativista/nômade, sendo simples então compreender a existência de um sistema "econômico" natural anterior à Civilização Humana.
Entretanto, a partir daquela época a Espécie Humana incorporou à sua evolução "Ferramentas" de comunicação verbal e de entendimento matemático que permitiram ao homem fixar-se à terra, passando a desenvolver técnicas agrícolas, pecuárias e artesanais que proporcionaram uma vantagem evolutiva dissociada do sistema natural. Surge então o EXCESSO na produção de alimentos e artefatos.
Desde então esse EXCESSO passa a gerar uma energia extra à Marcha Evolutiva Humana, dando origem, por volta de 5.000 anos atrás, às cidades, ao mercado, ao escambo, ao lucro , ao acúmulo, etc.
A administração e o intercâmbio desse EXCESSO marca o fim da era natural da Espécie Homo Sapiens e o surgimento de diversos sistemas não previstos na ordem original.
Inicia-se então MODELO EVOLUTIVO "PÓS-NATURAL", alavancado por um Sistema Financeiro embrionário, dando origem ao "MUNDO" humano, ou, em outras palavras, ao surgimento da Civilização Humana sobre o Planeta.
Se por um lado devemos creditar ao Modelo Econômico Pós-Natural (e ao Sistema Financeiro) a imensa vantagem evolutiva de nossa espécie, por outro lado devemos entendê-lo como um grave desvirtuamento do sistema original da Biosfera Terrestre, permitindo que a raça humana ultrapassasse em muito a cota destinada à sua espécie na malha viva do Planeta.

Nos 5.000 anos da Evolução do "MUNDO" Civilizado expandimos progressivamente uma trilha de despojamento e contaminação do meio natural, promovendo um inchaço populacional desproporcional, conjunto de ocorrências que certamente pode ser classificado como uma Doença da Biosfera, sendo levado em nossa era, em ritmo acelerado, à fase terminal, rumo ao esgotamento definitivo da estrutura viva que encontramos no Planeta.
Nossa proposta não é o retorno da raça humana à natureza primária de 10.000 anos atrás nem em abrir mão das conquista evolutivas, nada disso, mas sim do RESTABELECIMENTO DAS COTAS DAS ESPÉCIES NATURAIS DO PLANETA.
Nesta altura da Evolução Civilizada alcançamos meios tecnológicos, materiais e intelectuais que permitem uma transição segura do atual modelo para um Sistema Econômico harmonioso, realmente sustentável, sem que haja perdas significativas das atuais condições econômicas individuais e coletivas.

O trabalho que veremos a seguir propõe o Debate e Divulgação da Necessidade do FIM DA ERA FINANCEIRA e o início de uma nova era, da RECONCILIAÇÃO DA ESPÉCIE HUMANA COM A ORDEM NATURAL DO PLANETA TERRA.


DA CRIAÇÃO DO "MUNDO"


No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele" (João 1:1-3).

A palavra grega "logos", traduzida na bíblia como "verbo", significava originalmente a PALAVRA FALADA.

E o Princípio - o surgimento da PALAVRA FALADA - quando Todas as coisas foram criadas, aconteceu há aproximadamente 30.000 anos, percebida mais claramente a partir dos últimos 10.000 anos.

Iniciou-se ai uma nova era para a espécie humana, a era da "CRIAÇÃO DO MUNDO", que vem a ser o Universo Verbalizado Humano.

A “existência”, a partir de então, não poderia mais ser simplesmente vivenciada, precisava agora ser contemplada e explicada pela PALAVRA.

O homem se depara então com uma realidade maior, a da EXISTÊNCIA DO PRÓPRIO UNIVERSO, onde tudo está contido e de onde tudo origina. Este é o PAI.

Existiam realidades decorrentes, ligadas à Natureza Terrestre. Estes eram seus Filhos e Filhas.

E assim a PALAVRA "Criou o Mundo", habitado por Deuses e Semi-Deuses. 



A CAVERNA MÍSTICA


A conclusão que chegamos é que a "Criação do Mundo” por meio do verbo há 10.000 anos é de fato a descrição literal de um acontecimento.

A palavra DE FATO criou o “Mundo”, que vem a ser o Universo Verbalizado Humano, e "Todas as coisas (desse Mundo) foram feitas por meio dela".

Antes da "Criação do Mundo" o cérebro da Espécie Natural Homos Sapiens funcionava da mesma forma que o cérebro de todo e qualquer mamífero, processando informações em apenas dois planos de existência - um objetivo e outro abstrato - estando desta forma integrado ao meio como agente passivo, respondendo e interagindo aos extímulos recebidos.

O advento da PALAVRA fez emegir no cérebro da Espécie Humana um novo plano - o plano consciente - e passa a espécie a transitar, por meio da palavra, como agente ativo no seu plano abstrato, criando para si um universo metafísico (microcosmo), uma "nova realidade" sobreposta à realidade natural.

Ao se transformar em agente ativo e consciente, passa a Espécie Humana a interferir e modificar o meio físico que o circunda, modificando, por consequência, também a correspondente estrutura física cerebral, acrescentando as interações neurais que passaram a dar suporte ao plano subjetivo consciente, UMA FORMIDAVEL CONQUISTA EVOLUTIVA DA ESPÉCIE.

Da "criação do Mundo" até os dias de hoje (pouquíssimo tempo evolutivo passado) muito se avançou na transformação física do Planeta e no aproveitamento das interações neurais que dão suporte ao plano subjetivo consciente, proporcionando o acúmulo de conhecimento científico que nos conduziu a importante era tecnológica que vivenciamos em nossos tempos.

Por outro lado, pouquíssima coisa se avançou no que diz respeito ao auto-conhecimento humano. Já fazem 400 anos que se encerrou uma era de tirania religiosa no "Mundo" Ocidental, mas ainda hoje para quase totalidade de indivíduos, a nossa origem, existência e destino ainda encontram explicações na mística religiosa.

Para o conjunto da humanidade a nossa civilização é percebida como um “Mundo Mágico” administrado por elementos "não materiais" de difícil acesso à nossa cognição, e passamos a buscar as verdades do Universo no "Mundo das Representações".

E assim, de toda forma, mesmo para os mais intelectualizados, a Palavra (ainda) é Deus, antes da Palavra nada existia e COM ELA TUDO PODEMOS.


MAS QUEM REALMENTE SOMOS ?


Como vimos, somos Seres Naturais levados a um "Plano Consciente" pela Palavra, devemos, pois, descartar qualquer possibilidade de existência "não natural" que não seja a que veio ocorrer com o advento da "Criação do Mundo" (civilização humana) e do Homem Civilizado (homo sapiens pós-natural).

Devemos entender a vida como uma das possibilidades do universo, uma propriedade física/química da matéria sob determinadas condições, e que todos seres vivos são feitos da Matéria do Universo, produto de uma evolução bilhenar.

Trataremos então de estabelecer como se deu a linha evolutiva da Espécie Humana no Planeta.

Vamos entender o Homem como uma Espécie Natural, inserido dentre as diversas Espécies Naturais, onde até algumas poucas dezenas de milhares anos atrás fazia parte da malha de competição, sendo hora alimento, hora predador, concorrendo para o equilíbrio do Sistema Vivo do Planeta, que resulta, em última análise, na Biosfera Terrestre.

Admitida a origem natural da Espécie Humana, somos levados a admitir um Processo de Hominização, qual seja, da passagem do ser natural inserido no ambiente natural, para o ser pós-natural, inserido no que viemos a chamar de Civilização Humana.

Mas antes temos que compreender que a trilha evolutiva das espécies naturais sobre o Planeta foi longa, se produzindo gradativamente no transcurso de milhares de milhões de anos, e, assim sendo, a caminhada evolutiva dos ancestrais Humanos galgou etapas de partilhas evolutivas com as espécies que se fixaram em estruturas mais simples, como veremos a seguir.


EVOLUÇÃO PRIMÁRIA


O surgimento da vida no Planeta Terra data de 3.5 Bilhões de anos. Nos primeiros 3 bilhões de anos só existia vida unicelular no Planeta, portanto, somente nos últimos 500 milhões de anos, após a era da explosão cambriana, passa a evoluir na Terra a matéria viva multicelular.

Num primeiro momento evolutivo desses 500 milhões de anos nossos ancestrais nadaram e rastejaram pelo Planeta, dividindo espaço com os peixes, anfíbrios e répteis que se estabeleceram nesta etapa evolutiva.

Inicia-se nesta era o ciclo da evolução sensitiva, que resultou na formação de um centro nervoso cerebral nas espécies vertebradas, funcionando sob o circuito básico de "estímulo-processamento-resposta" onde atuam dois componentes fundamentais; um objetivo (o meio), outro subjetivo (as sensações).

Neste esquema se estabelece o "Tronco Cerebral", a estrutura mais antiga do cérebro dos animais vertebrados, e, até hoje, a única estrutura cerebral existente nos peixes, anfíbios e répteis.

Essa estrutura cerebral primária, também conhecida como Complexo Reptiliano, é responsável pelas funções neurais básicas, de comportamentos involuntários (não acessíveis à mente consciente) tais como a auto preservação, a reprodução e perpetuação da espécie, regulação cardiovascular e respiratória, o comportamento agressivo, de luta ou fuga, a demarcação territorial, etc.

Há aproximadamente 130 milhões de anos distinguem-se os ancestrais comuns às espécies mamíferas.

Nesta época, adicionado à estrutura primária do tronco cerebral já poderia ser observado no cérebro mamífero o sistema límbico, correspondente a expressão de comportamentos e emoções primárias, tais como medo, raiva, prazer e outros.

Por fim, sobreposta as duas primeiras partes vem o neurocortéx, relacionado a regulação de noções e comportamentos mais refinados, tais como noções espaciais e outras funções complexas, como da memória e as ligadas aos sentidos.

Essa estrutura cerebral, denominada "Cérebro Trino" ou "Tri-único", formulada pelo Neurocientista Paul MacLean, é preservada em funcionamento e é comum a todas espécies mamíferas, tornando-se progressivamente mais desenvolvida nos mamíferos mais evoluídos, como nos chipanzés, golfinhos e, especialmente, nos Humanos.



EVOLUÇÃO HOMINÍDEA


No que diz respeito a espécie humana, podemos estabelecer alguns marcos evolutivos importantes que gradativamente concorreram para o processo de hominização.

O primeiro marco a ser destacado se da há aproximadamente 20 milhões de anos. Nesta fase nossos ancestrais primatas passaram de uma vida arbórea e quadrúpede nas florestas, para uma vida terrestre e bípede nas savanas africanas, livrando as mãos para outras tarefas.

Nesta época distinguem-se diversas espécies hominídeas, caçadores e guerreiros implacáveis, das quais, de conflito em conflito, prevaleceu a espécie hominídea dos humanos modernos.

A alteração biológica seguinte se dá há aproximadamente 5 milhões de anos exatamente como consequência do bipedalismo aliado ao clima quente da savana africana, que levaram a linhagem Humana a aumentar o tamanho do cérebro.

Isso porque, além da complexidade motora, a postura ereta e o bipedalismo não são fisiologicamente muito eficientes já que necessitam de maior gasto de energia gerando perigo do aquecimento do cérebro, obrigando a estrutura cerebral Humana criar circuitos suplementares para se proteger de calor excessivo.

Adicionada a condição de cérebro aumentado à privilegiada visão humana estereoscópica (a habilidade para ver em três dimensões), temos concluída, há cerca de 120.000 anos a evolução natural da espécie humana.

A estrutura física Humana a partir desta época seria a mesma que conhecemos hoje. A evolução física, a partir de então, se relaciona apenas ao processo das interações neurais provocadas pelo desenvolvimento de aspectos sócio-culturais.


O PROCESSO DE HOMINIZAÇÃO


Há cerca de 30.000 anos surgem os primeiros registros fósseis do homo sapiens (sapiens) classificação definitiva de nossa espécie ancestral.

Nesta fase a estrutura cerebral do ser humano já apresentava um sistema altamente complexo e extremamente bem sucedido.

O grupo humano começa então a dar soluções às fragilidades surgidas em sua trilha evolutiva, em especial quanto ao retardo no processo de maturação de suas crias, incorporando ao grupo diversos aspectos sociais que seriam emblemáticos no ser civilizado, tais como a distribuição de tarefas, a confecção de ferramentas, a partilha de alimentos, etc.

Sem nenhuma dúvida, entretanto, o maior avanço no processo de hominização acontecido nesta época se dá devido a posição da laringe associada à emissão de sons. Surge então o Instrumento Evolutivo que iria revolucionar a trilha humana, a - PALAVRA - possibilitando a verbalização do "Universo Subjetivo" e o aprimoramento das habilidades cognitivas naturais.

A partir de então o processo evolutivo torna-se célere.

O divisor claro da passagem do ser natural para condição de Homem Moderno se dá há 10.000 anos, quando a espécie humana passa a administrar um sistema de comunicação verbal mais evoluído e um entendimento matemático básico que permitiram ao homem fixar-se à terra, passando a desenvolver técnicas agrícolas, pecuárias e artesanais, gerando Excedentes Produtivos.


O CONTRATO SOCIAL


Por volta de 5.000 anos atrás, como consequência da troca desses Excedentes, surgem os mercados, Embrionários do Sistema Financeiro.

Sendo bem sucedido esse Sistema de trocas (escambo), surgem as primeiras cidades, gerando a necessidade de organização social, dando origem a Civilização Humana propriamente dita.

Isso por que uma Civilização precisa de organização política formal, onde o governante é investido de um poder outorgado pelo interesse do grupo, assumindo a obrigação de coagir e aplicar sanções aos marginais, perturbadores do sistema.

Ao renunciar aos seus instintos básicos de auto-defesa, agressão e luta, outorgando esse poder a um Governo Centralizado, transforma-se o homem natural em homem civilizado, partícipe de um CONTRATO SOCIAL.

Assim sendo, o Sistema Financeiro Incipiente foi a condição básica para surgimento das Civilizações e do estabelecimento de um CONTRATO SOCIAL, que se contrapunha, exatamente, ao ESTADO NATURAL anterior.

A partir de então o CONTRATO SOCIAL marca o fim da era da EVOLUÇÃO NATURAL, e determina o início da era da EVOLUÇÃO PÓS-NATURAL (ou Civilizada) Humana.



O SISTEMA FINANCEIRO


Com a organização social e o crescimento das cidades o homem passa a eleger alguns produtos, aceito por todos, como referencial para o comércio de mercadorias, com destaque para o boi, o sal, tecidos, metais preciosos, dentre outros.

O comércio intermediado por produtos funcionou até a idade média, época em que o principal bem econômico era a posse de terras e da produção agrícola.

No século XVII os metais preciosos assumiram importante papel no comércio de mercadorias, mas a sua guarda preocupava a população.

Surge então a classe dos ourives, mercadores de ouro e prata que guardavam os metais nobres para não serem roubados, emitindo em troca um "Recibo de Custódia" que passou a ser aceito como moeda de troca nos mercados.

Da estirpe desses comerciantes originou-se a classe dos banqueiros, e com o tempo o recibo de custódia daquela época deu lugar à emissão do dinheiro de papel que temos hoje.

Temos então que o sistema econômico "pós-natural" é decorrente produção de excedentes, que o dinheiro surge como instrumento na troca de mercadorias e que até a idade média o “dinheiro era a própria mercadoria", havendo, portanto, rígida paridade entre os produtos trocados.

Entretanto, através do “comércio” do dinheiro com cobrança de juros passa o dinheiro a ser produto do próprio dinheiro, instala-se no Planeta uma verdadeira "roda da fortuna" invertendo a situação natural, passando agora o Sistema de Produção, a Sociedade e os Estados a funcionar como instrumento de um todo poderoso MERCADO FINANCEIRO.

Logo o comércio do dinheiro se alastra pelo Planeta na forma de Empréstimos Internacionais escravizando nações inteiras, gerando a paranóia desenvolvimentista da corrida pelo crescimento dos negócios e dos PIBs das nações.


A EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA


Temos em decorrência que a partir da Expansão Marítima e da Revolução Industrial iniciada há 200 anos na Europa, dá-se início a era da "EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA", impulsionada no contexto do aproveitamento de farta mão de obra barata nos Paises mais pobres e de grandes mercados consumidores nos Paises ricos.

Atualmente os sistemas informatizados possibilitam a circulação e transferência de "Valores Virtuais" quase em tempo real. A Globalização do Poderoso Mercado Financeiro forneceu condições para o surgimento nos últimos 50 anos de Grandes Corporações que produzem e fornecem seus produtos nas mais diversas partes do Planeta, aí incluídas as Corporações Religiosas.

A população mundial que já era de 1.5 bilhões de pessoas no ano de 1.900, dobrou em apenas 60 anos, em 1980 subiu para 4.5 bilhões e no ano de 2.000 já passava de 6 bilhões de pessoas sobre o Planeta.

O levantamento "Foresight Report on Food and Farming Futures", concluído em 2011, prevê que nos próximos 20 anos a população Mundial chegará perto dos 8.5 bilhões de pessoas, havendo a necessidade que a produção global de alimentos cresça em 40%, o fornecimento de água potável em 30% e de energia em 50%.

Para evitar o “aumento da fome” o estudo recomenda a interferência Humana no meio ambiente, em diversas frentes, com implemento de técnicas exóticas, tais como modificações genéticas, clonagem e nanotecnologia.

Não foi divulgada a solução encontrada para o aumento em mais 30% da água potável existente no Planeta, produto muito mais escasso e de difícil distribuição.

Mas o número mais alarmante continua sendo o referente ao ritmo acelerado de crescimento da população mundial, trazendo como consequência não só o "aumento da fome", mas também da pobreza, do desemprego, da marginalidade e demais tragédias humanas.

Considerando que o crescimento da população continuará em ritmo acelerado indefinidamente fica claro que algo tem que ser feito DE IMEDIATO, pois o atual Modelo Econômico tende a não se sustentar sequer a curto prazo.



MOMENTO DE REFLEXÃO

Neste pondo devemos recordar a origem Humana como espécie natural do Planeta, inserida dentre as diversas outras espécies naturais, partícipe da malha de competição natural, concorrendo para o equilíbrio da Biosfera Terrestre.

Entretanto, conforme se pôde ver na sequência evolutiva, o Sistema Humano começa a deixar de apresentar conformidade com a realidade material do planeta a partir de sua Fase "Pós-Natural", ficando seriamente comprometido com o incremento do MERCADO FINANCEIRO há aproximadamente 300 anos, fato que vem se agravando de forma exponencial nos últimos 50 anos, trazendo previsões sombrias para os próximos 20 anos.

Deve ser considerada então ambiguidade da evolução da Espécie Humana que envolve dois momentos distintos, o natural e o pós-natural.

Mas a memória da nossa civilização não se reporta a fase natural da espécie, e desta forma desconsideramos que a passagem da Espécie Homo Sapiens - predador e guerreiro implacável - para Era Civilizada, foi pacificada por meio de um CONTRATO SOCIAL estabelecido a partir do EXCESSO DE PRODUÇÃO, em nosso tempo lastreado justamente pelo Mercado Financeiro em Questão.

Qualquer ruptura da Ordem Econômica em vigor equivaleria a RUPTURA DO PRÓPRIO CONTRATO SOCIAL, levando o grupo humano ao retrocesso de comportamentos de consequências imprevisíveis.

O grande desafio, desta forma, será o de nos anteciparmos ao desastre iminente, eliminando esse Modelo Comprometido sem que seja dada Solução de Continuidade à Gigantesca Ordem Econômica Vigente, principalmente no que diz respeito à produção e distribuição de alimentos que sustenta perto de 7 bilhões de indivíduos sobre o Planeta.



UM MUNDO SEM DINHEIRO


Recapitulando, temos que a economia natural da espécie humana imediatamente anterior a sua civilização era coletora/extrativista, ou seja, já existia um modelo econômico, mas não existia o sistema financeiro.

Modelo econômico é basicamente um sistema de produção, armazenamento, distribuição, consumo ... produção, armazenamento, distribuição, consumo .... tudo de novo, de novo e de novo, num ciclo permanente.

Esse sistema não é exclusivo da espécie humana, toda a natureza ao nosso redor pratica sistemas análogos e complementares, e a interação dos diversos sistemas vivos resultam no Sistema Maior, da BIOSFERA TERRESTRE.

Entretanto, o modelo "econômico" da espécie natural humana se artificializa com a fixação do homem a terra ao agregar como instrumento um SISTEMA FINANCEIRO surgido na forma do escambo proporcionado pelo Excesso da Produção.

Esse Novo Modelo possui o defeito original de não estar Inserido na Malha de Cooperação e Competição dos Sistemas Vivos do Planeta, é um SISTEMA AUTÔNOMO, de crescimento linear em um Planeta finito, trazendo como consequência a inevitável exaustão de seu suporte material.

Na atual etapa evolutiva nos encontramos no limite do esgotamento dos recursos naturais do Planeta, não há mais espaço nem para a desproporcional quantidade de “Seres da Espécie Humana”, nem para extração natural, produção industrial, descarte de resíduos, etc.

É chegada a hora, então, de dar solução a esse Modo Econômico Artificial cujo combustível é o aumento da produção, da taxa de natalidade, do consumo, do desenvolvimento industrial, mercados futuros, juros, financiamentos, etc., ou seja, um sistema que é incapaz de sobreviver sem a constante produção de EXCESSOS.

Só não conseguimos conceber um "Mundo" sem "Dinheiro" por que os dois surgiram ao mesmo tempo e a memória humana não retroage a fase anterior ao verbo, ou seja, o “Mundo” e o "Sistema Financeiro" foram "CRIADOS" ao mesmo tempo - por meio do "VERBO" - há 10.000 anos atrás.

Assim sendo, quando nascemos já encontramos um “MUNDO” pronto, em funcionamento, somos então adaptados, treinados, enquadrados, catequizados, etc., o que nos leva a acreditar que não exista outro modo de vida ou alternativa para o colapso para o qual estamos nos encaminhando.

A pergunta que se repete é a seguinte:

Ainda existe possibilidade da Reconciliação da Espécie Humana com o Sistema Natural do Planeta Terra ? Ainda existe a possibilidade do Restabelecimento das Cotas das Espécies Naturais do Planeta ?

O objetivo do presente documento é DIVULGAR A IDÉIA DA NECESSIDADE (e possibilidade) da alteração racional do Sistema Econômico vigente aproveitando a atual estrutura em funcionamento, preservando o glamour da existência humana, usufruindo das conquista tecnológicas, otimizando a justiça social e o bem estar geral.

Diversas crises financeiras já vieram e - se nada for feito - outras etapas ainda virão até que chegue a crise financeira definitiva.

Está cada vez mais claro que o foco do problema não é o Sistema Econômico propriamente dito, mas sim do Sistema Econômico atrelado a um MERCADO FINANCEIRO "SOCIOPATA", dependente de "excessos", da ganância capitalista visando lucro a qualquer custo em completo descaso com as Tragédias Sociais e Ambientais inerentes ao sistema.

De qualquer forma, não pode mais existir dúvidas de que o MUNDO SEM DINHEIRO VIRÁ, seja para o bem - ainda existem meios para que seja assim – ou para o mal, pelo próprio processo do desenvolvimento das sucessivas Crises Financeiras.

Conforme procuramos demonstrar o Sistema Econômico é NATURAL e NECESSÁRIO, devendo ser apartado desse Mercado Financeiro Doentio e redimensionado (regredido) para uma condição harmônica à estrutura primordial do planeta - aí incluída a espécie humana como partícipe ORIGINAL.

Concluimos reafirmando que UM MUNDO SEM DINHEIRO pode ser concebido e posto em prática pela racionalidade humana, não devemos permitir que a IRRACIONALIDADE do Sistema Vigente continue a tomar as rédeas da nossa Civilização, nos conduzindo para a tragédia que se anuncia.


IMAGINE O APOCALIPSE


Historicamente problemas econômicos internacionais e escassez de recursos são resolvidos pelo conflito armado entre as nações, mas, diante do quadro que se apresenta, imaginemos o desfecho sob o aspecto do desenvolvimento natural das sucessivas Crises Financeiras:

-Uma crise de confiança em relação ao MERCADO FINANCEIRO começa a tomar vulto nas economias das diversas nações do Planeta;

-Inicia-se um processo inflacionário fora do controle das Autoridades Econômicas dos Governos das diversas nações em todos os Continentes;

-Os mais ricos passam a direcionar seu dinheiro para o armazenamento de suprimentos, na compra de ouro, prata, jóias e ARMAS;

-O mercado financeiro entra em colapso em sucessivos pontos do Planeta, o dinheiro aos poucos vai perdendo o poder de troca, segue-se uma crise de abastecimento de produtos, principalmente alimentos;

-Com a quebra de contratos os meios produtivos também entram em colopso, mesmo a energia elétrica e os combustíveis não mais são produzidos e fornecidos;

-Os saques e confrontos se generalizam nas ruas e prédios das cidades em todo Planeta, extingue-se o CONTRATO SOCIAL, já não existe autoridade nem Sistemas de Governo. Impera a lei (natural) do mais forte;

-Os ricos, antevendo a situação, se transferem para fazendas no espaço rural na busca de garantir a produção do sustento de seu grupo. Retorna-se, desta forma, ao Sistema FEUDAL defendido por milícias fortemente armadas;

-Milhares, Milhões, por fim Bilhões de pessoas morrem de fome, sede, doença ou de forma violenta em todo o Planeta, os corpos são deixados a "céu aberto", não há mais qualquer possibilidade de contenção das contaminhações. Pandemias alastram-se por todo canto;

-Mesmo as poucas dezenas de milhares de pessoas que sobreviviam nos Feudos e nas áreas rurais dos arredores são aos poucos contaminadas, já não existe acesso a remédios ou vacinas que possam fazer frente à ampla contaminação;

-É o fim da espécie humana, uma nova arrumação em estrutura inferior se desenvolverá na malha viva do Planeta Terra.


IMAGINE O PARAISO


Em nossa era já podemos antever a falência do sistema financeiro pela geração excessiva de meio circulante e valores virtuais em relação ao lastro material existente, assim como se pode prever a impossibilidade da geração de novos lastros em vista da escassez de recursos e a exaustão do meio ambiente, tornando iniviável, a curto prazo, a manutenção da descomunal quantidade de indivíduos da espécie humana sobre o Planeta, indicando necessidade de soluções:

-Um conselho mundial reconhece que é chegada a hora da extinção do mercado financeiro;

-O trauma da transição do atual sistema para um novo modelo deve ser minimizado, preservando as posses individuais e a estratificação social para que o novo sistema econômico seja aceito por todos: Ricos, Classe Média e Pobres;

-As moedas atuais e as escriturações financeiras são de pronto extintas;

-As pessoas passam a ser remuneradas por papel bônus e créditos magnéticos válidos por períodos determinados, digamos, de 60 dias, findo esse período novo bônus é emitido, ou seja, os bônus não podem ser acumulados ou investidos em escriturações;

-Os Gêneros e Serviços de 1ª necessidade serão produzidos e distribuídos pelas administrações sem a necessidade da utilização de bônus;

-O escambo é livre e os bônus podem ser utilizados para aquisição de bens e serviços não essenciais, garantindo o glamour do estilo de vida a que estamos acostumados;

-Na sequência é feito um estudo para redistribuição populacional, prevendo um amplo controle da natalidade humana, com vista implantação de um modo de produção e consumo harmônico, visando preservar e revigorar o meio natural;

-Por fim será feito um projeto para o implemento a médio prazo de um Programa mundial de RECONCILIAÇÃO DA ESPÉCIE HUMANA COM A NATUREZA PRIMÁRIA DO PLANETA.


x-x-x-x-x

O esboço traçado acima é propositalmente simples, praticamente nada muda no atual Sistema Econômico, apenas se extingue o MERCADO FINANCEIRO, não mais havendo a possibilidade da guarda e valorização de "Recibos de Custódias" pelos mais ricos, nem a necessidade da luta pela sobrevivência dos mais pobres.

Muito ainda teria a ser acrescentado, detalhado, etc., mas não é esse o objetivo deste trabalho, consideramos prematuro desenvolver maiores considerações até porque é necessário o engajamento e amplo debate sobre a matéria.

O importante neste momento é que o “Mundo” reconheça que a Civilização Humana transformou a Biosfera Terrestre em um ORGANISMO DOENTE e que O SISTEMA FINANCEIRO É A PRÓPRIA DOENÇA, sendo URGENTE a implantação de um Sistema Econômico LIVRE DA PRODUÇÃO DE EXCESSOS, um sistema que não contenha "palavras de ordem" tais como desenvolvimento, crescimento, acúmulo, etc., trocando todas por duas simples palavras: EQUILÍBRIO NATURAL.



SERIA UTÓPICO ?


Aos que rotularem como UTÓPICO a possibilidade da implantação de um novo sistema, quero lembrar que utopia refere-se a um hipotético sistema de gestão BENÉFICO, porém desprendido das possibilidades reais.

O atual Sistema de gestão da Espécie Humana, conforme visto, é um sistema MALÉFICO, da mesma forma desprendido das possibilidades reais.

Portanto já nos encontramos em situação desprendida das possibilidades reais, o que se pretende é transitar de um sistema artificial para um outro sistema artificial, porém não danoso.

Na verdade, afastada a Mística, é importante reconhecer que o Plano Consciente trazido pela Palavra elevou a espécie humana ao nível “Sobre Natural" do livre gerenciamento do meio físico do Planeta, e que é chegada a hora de direcionar essa supremacia a uma Administração Responsável, Tecnicamente condizente com a Leis Universais.

Afinal, não vivemos em um "Mundo Mágico".



MOVIMENTO DE RECONCILIAÇÃO
COM A NATUREZA


Finalizamos reafirmando nossa convicção de que Todo Sistema deve apresentar conformidade com as Leis Universais, e que o atual modelo de sustentação humana, atrelado a um Sistema Financeiro Dependente de Excessos, encontra-se à revelia da Ordem Natural do Planeta.

Por todo exposto, ALGO TEM QUE SER FEITO DE IMEDIATO, e o nosso trabalho busca engajamento e o amplo debate da matéria, com vistas a conferir visibilidade e credibilidade à proposta de "UM MUNDO SEM DINHEIRO", que será o primeiro passo para um projeto ainda maior, o - MOVIMENTO DE RECONCILIAÇÃO COM A NATUREZA - um Projeto para recuperação e revitalização dos Biomas das diversas regiões ecológicas do Planeta, visando o Restabelecimento das Cotas das Espécies Naturais, resultando no refazimento da estrutura da Biosfera Terrestre para condições próximas da que encontramos há 10.000 anos.

Afinal o “MUNDO” não precisa acabar em alguma CRISE FINANCEIRA dos próximos anos, a vida Humana no Planeta Terra poderá prosperar por Milhares, Milhões, ou quem sabe, Bilhões de anos, visto que o nosso Sol tem “combustível” para manter as condições necessárias à manutenção de uma BIOSFERA SAUDÁVEL por ainda, pelo menos, 4 Bilhões de anos.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Leandro Da Costa
Origem do mito bíblico do diluvio.

Epopeia de Gilgamesh – Wikipédia, a enciclopédia livre
pt.wikipedia.org
A Epopeia de Gilgamesh ou Épico de Gilgamesh é um antigo poema épico da Mesopotâmia (atual Iraque), uma das primeiras obras conhecidas da literatura mundial. Acredita-se que sua origem sejam diversas lendas e poemas sumérios sobre o mitológico deus-heroi Gilgamesh, que foram reunidos e compilados no...
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Leandro Da Costa
Diálogo entre um criacionista e um ateu.

criacionista: qual a sua igreja/religião?
ateu: não tenho. Sou ateu.
criacionista: vai dizer que você acredita na Evolução? Como você explica o trilobita/trilobite? E o celacanto?

ateu: antes de falarmos sobre a Evolução ou abiogênese, vou lhe fazer 4 perguntas. Suponha que você tenha um carro a um certo tempo e que ele comece a apresentar ruídos estranhos. Quem você procuraria para fazer uma revisão: um mecânico de automóveis ou um médium?
criacionista: mecânicos são especialistas no assunto. Então procuraria um mecânico.

ateu: Suponha agora que você tenha um computador. Um vírus é detectado nele mas nem antivírus nem você consegue eliminá-lo. Quem você procuraria para lhe ajudar: um técnico em computação ou um farmacêutico?
criacionista: um técnico de computador.

ateu: Suponha que você tenha um certa quantia em dinheiro que queira aplicar num banco ou corretora; mas que você conheça pouca de ações, títulos indexados a Selic, IGPM, IPC, ou ainda sobre fundos. Quem você procuraria para tirar as dúvidas: um corretor/gerente do banco ou um padre?
criacionista: corretores ou gerentes de banco são especialistas neste assunto. Então procuraria eles.

ateu: Última pergunta. Suponha que você, infelizmente, você seja atropelado e tenha um ferimento grave: uma fratura exposta. Que local pediria para ser levado: um hospital? Ou para o altar de uma igreja ou para um centro espírita?
criacionista: com certeza o hospital.

ateu: Percebeu seu padrão? Em situações de enfermidade séria, risco de perda de dinheiro, máquinas e equipamentos apresentando defeitos, etc, você sempre procura um especialista no assunto. Agora porque não faz o mesmo sobre ateísmo? Por que ao invés de ouvir a explicação de um teísta sobre um ateu por que não pergunta para quem entende, o ateu?

Os teístas/teólogos não são ateus e não querem que você se torne um ateu. Padres, pastores, crédulos, etc. irão omitir informações (por desconhecimento ou medo de que você se torne um ateu), irão também mentir sobre o ateísmo (por desconhecimento ou medo de que você se torne um ateu).

Da mesma fora sobre Teoria da Evolução. Se realmente tiver vontade de aprendê-la, conhecer as explicações sobre os trilobitas, celacanto, etc, procure um biólogo. Se ele tiver pós-graduação é até melhor. Padres, pastores, criacionistas, etc. não são especialistas. Além disso entre eles alguns considerarão perigosa a Evolução e irão portanto descrevê-la de forma errada.
Leandro Da Costa Os ateus tem argumentos e corroboração cientifica, não acreditamos porque não vemos evidencias, nem para o deus bíblico, nem para thor, zeus, jah, alah ou Yemanja...

Quanto ao cristianismo, mesmo depois de eu me tornar ateu, ainda procuro um argumento ou uma base no minimo logica para o cristianismo ser sustentado como verdadeiro.

Alguma evidencia de milagres? alguma prova dos feitos mágicos de jesus? Alguma outra fonte histórica sobre o jesus bíblico?

Porque a religião judaico/cristã é tão parecida com as religiões pagãs?
Sacrifício de cordeiros no antigo testamento, sacrifício de Jesus no novo. Porque o deus cristão é igual aos deuses pagão que existem sacrifício para se acalmarem?
Porque um deus de amor mataria suas criaturas afogadas?
E porque Jesus nasceu de uma virgem igual o deus Horus dos egípcios?
E o diluvio se parece com o poema de poema de gilgamesh?
há 12 horas · Curtir · 1 pessoa

Leandro Da Costa O ateísmo não me oferece nada
Nunca o fez e nunca o fará
Não faz eu me sentir bem nem me conforta
Não está lá para mim quando estou doente
Não intervém no meu tempo de necessidade ou me protege do ódio
Não se importa se eu falho ou venço
Não enxuga as lágrimas dos
meus olhos
Não faz nada quando eu não tenho para onde ir
Não dá palavras sábias ou conselhos
Não tem professores para me ensinar
Não me mostra o que é bom ou ruim
Nunca inspirou ou animou ninguém
Não me ajuda a alcançar meus objetivos
Não me manda parar quando estou me divertindo
Nunca salvou nenhuma alma
Não leva crédito por nada que eu faça
Não me faz cair de joelhos
Não me obriga a acreditar
Não me tortura pela eternidade
Não me ensina a odiar ou desprezar os outros
Não me diz o que é certo ou errado
Não diz a ninguém que eles não podem se amar
Não diz a ninguém que eles estão no lugar errado
Não te faz pensar que a vida vale a pena ser vivida
Não tem nada a me oferecer, é verdade
Mas o motivo que o ateísmo não me oferece nada é porque eu nunca pedi
O ateísmo não oferece nada, porque não precisa
Religião promete tudo porque você quer
Você não precisa de religião ou fé
Você só quer isso porque você precisa se sentir seguro
Eu quero sentir a realidade e nada mais
O atéismo me oferece tudo que a religião um dia roubou.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Pensamento de Steven Pinker: “A história da religião sabe que Deus ordenou que pessoas cometessem todo tipo de atos cruéis e egoístas: massacrar os midianistas e raptar suas mulheres, apedrejar prostitutas, executar hereges e infiéis, jogar protestantes pela janela, negar remédio a crianças moribundas, vandalizar clinicas de aborto, caçar Salman Rushdie, explodir o próprio corpo em mercados e lançar aviões contra edifícios. Lembremos que até Hitler pensava estar executando a vontade de Deus. A recorrência de atos perversos cometidos em nome de Deus mostra que não se trata de perversões aleatórias, uma autoridade onipotente que ninguém pode ver é um esteio útil para líderes mal-intencionados ansiosos por recrutar combatentes devotos. E como as crenças que não se prestam a comprovação têm de ser descobertas no mundo, elas diferem de grupo para grupo e se tornam distintivos que identificam e dividem.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Thomas Jefferson
"Não vejo nada que preste no cristianismo.
O cristianismo é o sistema mais pervertido que o homem já adotou.
Encontramos nas escrituras uma ignorância vulgar, coisas impossíveis, superstição, fanatismo e mentiras.
O dia chegará em que a geração mística de Jesus pelo espirito santo no útero de uma virgem será comparado a geração de Minerva no cérebro de Júpiter.
Milhões de inocentes, desde o começo do cristianismo, foram queimados, torturados, penalizados e presos; no entanto não avançamos nem um centímetro na direção da uniformidade. Qual foi o efeito da coerção? Tornar a metade do mundo hipócrita e a outra metade tolos. Apoiar o erro em toda a Terra.
Venho examinando as superstições do mundo e não vejo nada que redima nossa superstição (o cristianismo). Todas foram fundadas em fabulas e mitos.
Se fazemos algo de bom só pelo amor de Deus e uma crença que o agrada, então de onde vem a moralidade do ateu? É tolice dizer que isso não existe.
O Deus cristão é o mesmo que os deuses de civilizações antigas. Ele é um monstro de três cabeças cruel, vingativo e cheio de caprichos. Se quisermos saber mais sobre este raivoso monstro de três cabeças só precisamos olhar para o tipo de pessoas que dizem ser seus servos. Eles sempre pertencem a duas categorias: Tolos e Hipócritas. "

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Evangelismo: a maior mentira da História
Introdução
Este não é um opúsculo acadêmico, no sentido estrito do termo. E nem mesmo poderia ser: qualquer professor ou pesquisador ligado a uma universidade estaria se expondo a perder sua cadeira ou ajuda de custo para pesquisa, se se atrevesse a publicar algo de teor parecido com esta obra. Pois, de fato, para muitos esta obra será considerada execrável, blasfema, digna de ser queimada após a leitura. E isso, pelo simples fato de que aqui, em não muitas páginas repletas de citações, viemos desmascarar a maior mentira que já foi propagada em toda a história da Humanidade. Fazemos isso não por desconsiderar aquele que teve seus ensinamentos criminosamente deturpados por grupos fanáticos, sedentos de poder, coisa que ele mesmo certamente desaprovaria de forma extremamente veemente.
Estamos, sim, honrando a memória de um número gigantesco de inocentes que foram massacrados num espaço de vários séculos, unicamente porque não queriam se curvar perante a grande mentira. E também em honra a esses heróis inocentes, que decidimos que este trabalho seria lançado apenas virtualmente, no formato de um e-book, podendo ser livremente distribuído por quantos assim o desejem desde que inalterado em seu teor (“sine adulterare“). Num mundo corrompido, em que mercenários se levantam em todos os campos com a única intenção de saciar sua sede por dinheiro, optamos em reverenciar o nobre costume da Velha Tradição, que não permite que se faça da religião um comércio. Estamos certos de que fundamentalistas de todos os matizes não aprovarão esta obra, que certamente tentarão desacreditar como “coisa do demônio”; afinal, estaremos aqui gritando para todo o mundo a respeito do mal que fizeram e ainda fazem à Humanidade. Porém, não serão mais inocentes os fundamentalistas que conseguirem ler todo este trabalho; as mentiras que divulgam, muitas vezes crendo tratarem-se de verdades incontestáveis, caem como castelos de cartas diante do vento poderoso da História das antigas civilizações, notadamente da gloriosa Civilização Egípcia, por razões ligadas estreitamente às mesmas mentiras que tem sido apregoadas há tantos séculos.
Também teremos uma pequena parte demonstrando os métodos utilizados para que a grande mentira fosse imposta à força às populações de todo o mundo, com ênfase na Europa, por termos relatos históricos confiáveis à disposição, e por nos mostrar que, basicamente, os mesmos métodos baixos de caluniação e descrédito estão em uso até hoje contra os que não querem mais seguir a grande mentira. Nos abstivemos deliberadamente de encerrar o presente com uma “conclusão”; não porque nos faltem condições para tal, mas sim para deixar ao leitor espaço para tirar suas próprias conclusões.

O início da trama
É crença muito difundida, e pouco analisada, de que os cinco primeiros livros da Bíblia teriam sido escritos por Moisés. Os próprios teólogos não mais crêem nisso, embora praticamente não se comente a este respeito dentro das igrejas, e quando se comenta, o piedoso objetivo do comentário quase sempre é classificar os teólogos como “hereges”. De acordo com o que em Teologia se chama de “alta crítica” – que trata de questões referentes à autoria e integridade dos textos bíblicos – , os referidos livros foram escritos por volta de 700 a.E.V1, ou seja, muitos séculos depois dos acontecimentos narrados. A respeito de Moisés, o suposto autor desses livros, os pesquisadores Knight e Lomas, em sua obra “A Chave de Hiram”, informam que:
“[...]Mas antes de nos aprofundarmos na questão das datas é importante lembrar aquilo que sabemos sobre esse homem chamado Moisés e o que a Bíblia nos conta sobre os israelitas e seu novo deus. Percebemos que o nome Moisés é verdadeiramente muito revelador. Estranhamente, a Bíblia Católica Romana Douai informa a seus leitores que significa “salvo das águas”, quando na verdade quer simplesmente dizer “nascido de”. Esse nome Moisés sempre requeria um outro nome que o prefixasse, como por exemplo, Thotmoses (nascido de Thot), Ramsés (nascido de Rá) ou Amenmosis (nascido de Amon). Apesar do elemento “moisés” ser soletrado de maneiras diversas em outras línguas que não o egípcio, significa sempre o mesmo, e nos parece provável que o próprio Moisés ou talvez algum escriba posterior tenha abolido da frente de seu nome o nome de algum deus egípcio, alguma coisa assim como tirar o Donald de um nome escocês, deixando-o apenas com o Mc, em vez de McDonald. A definição católica romana está provavelmente errada, mas se existir alguma verdade histórica nessa idéia, pode ser que o nome de Moisés tenha sido nascido do Nilo”, e então ele se chamaria Hapymoses” (grifamos).
“[...]. Qualquer Faraó que desse uma ordem dessas estaria abrindo mão de seu direito a uma vida eterna quando seu coração fosse pesado. Além do mais, em termos práticos teria sido muito desagradável e pouco saudável ter milhares de corpos em decomposição flutuando na praticamente única fonte de água potável da população. De acordo com o Antigo Testamento, a mãe de Moisés estava decidida a não permitir que seu filho morresse, portanto, colocou-o nos juncos da beira do Nilo em uma cesta impermeabilizada com piche, na qual ele foi encontrado pela filha do Faraó. Faz tempo já se percebeu que esse episódio de nascimento é quase idêntico ao de Sargão I, o rei que dominou a Babilônia e a Suméria centenas de anos antes de Moisés. Uma comparação rápida mostra as similaridades óbvias:

Sargão
"Minha inconstante mãe Concebeu-me: e me teve Em segredo Ela me colocou em uma cesta de vime, com betume selando A tampa. Ela me atirou ao rio, Que não me cobriu."

Moisés
"… uma mulher Levita. concebeu e teve um filho… ela o escondeu por três meses. Mas não podia escondê-lo mais. Então ela conseguiu uma cesta de vime, tornou-a impermeável com barro e Piche, colocou-o na cesta. E a colocou nos juncos da Margem do Nilo.“(grifamos)"

Temos, logo de início, três valiosas informações: primeiro, o nome de Moisés estava originalmente ligado ao de uma divindade do panteão egípcio. Os autores sugerem que isso se deva ao fato de que Moisés teria de fato um papel importante na corte egípcia de então. Segundo, a monstruosa ordem atribuída a Faraó no sentido de que todos os bebês hebreus do sexo masculino que nascessem fossem eliminados, estaria em total desacordo com os princípios éticos e religiosos do Egito, e faria com que o Faraó perdesse seu direito à vida eterna. Curiosamente, o Livro dos Mortos egípcio mostra que uma das perguntas do Tribunal de Osíris, que tinham que ser respondidas pelos mortos, era se a pessoa havia sujado as águas do Nilo – que seria então do egípcio que enchesse o Nilo de cadáveres! Em terceiro lugar, temos a constatação da semelhança entre as histórias de Moisés e Sargão I da Babilônia. É interessante notar que o atual alfabeto hebraico é, na verdade, assírio, e foi adquirido exatamente durante o período do exílio na Babilônia. Isso parece reforçar a visão da Alta Crítica segundo a qual os livros do Antigo Testamento foram escritos a partir do ano 700 a.E.V.

A narrativa bíblica diz que Moisés teria libertado o povo hebreu da escravidão do Egito, e que seus pedidos a Faraó eram no sentido de que o povo fosse ao deserto oferecer um sacrifício a Yahweh, o deus do povo de Israel. Porém, a esse respeito a História registra que

"“Após a expulsão dos hicsos, semitas de todos os tipos, ai incluídos os Habiru, devem ter-se tomado bastante impopulares, e isso explicaria porque os sempre amigáveis egípcios subitamente escravizaram muitos ou todos os remanescentes em seu país durante a década de 1560-­1550 a.C. Inscrições dos séculos XVI e XV a.C. foram encontradas dando detalhes desses escravos Habiru e de seus trabalhos forçados. Uma delas conta como era grande o número dessas pessoas forçadas a trabalhar em minas de turquesa o que deve ter sido extremamente perigoso sem ventilação e com archotes queimando todo o oxigênio. Foi interessante perceber que essas minas estavam a muito pouca distância da montanha de Yahweh, o Monte Sinai, nas montanhas ao Sul da península de Sinai. Seria isso uma coincidência, ou poderia ser que o movimento de escravos Habiru tivesse se dado aqui em vez de no próprio Egito? Achamos registros que indicam que apesar desses protojudeus falarem a língua canaanita, eles adoravam deidades egípcias e ergueram monumentos aos deuses Osíris, Ptah e Hator, o que não combina com a imagem dos nobres e escravizados seguidores de Yahweh ansiosos para serem levados a Jerusalém pelo “deus de seus pais” (grifamos)."

Quem quer que já tenha ao menos lido a Bíblia conhece a expressão “Eu sou o SENHOR, que te tirou do Egito”, repetida inúmeras vezes em todo o Antigo Testamento (como em Êxodo 20:2 , Deuteronômio 8:14 e Deuteronômio 20:1 , por exemplo). Esta expressão vem comumente após alguma determinação apresentada como uma ordem direta de Yahweh, que não poderia ser desobedecida. Porém, acabamos de perceber que toda a história de Moisés está extremamente “mal contada”; há a inegável cópia da história de Sargão I da Babilônia, o nome Moisés tem significado totalmente diferente do que fomos acostumados a acreditar e, fato igualmente ou até mesmo mais importante, há registros históricos de que os hebreus (habirus) no Egito não cultuavam Yahweh como seu deus, e sim, as deidades egípcias. Os mesmos autores lembram da divergência existente a respeito da data em que Moisés teria vivido, sem mencionar, porém, uma questão decorrente da narrativa bíblica: segundo a Bíblia, Moisés feriu o Egito com dez pragas devastadoras; pela narrativa, o Egito teria ficado completamente arrasado, devido à natureza e extensão das pragas. Porém, não há nenhum registro na história do Egito que pelo menos sugira que semelhantes calamidades possam ter ocorrido na extensão narrada pela Bíblia; de outra forma, nos parece evidente que teria sido extremamente fácil fixar a época exata da existência de Moisés e do tão falado “êxodo”! Já foi mencionado o fato de que, excetuando-se a praga da morte dos primogênitos, todas as outras nada mais são do que fenômenos naturais, que já foram observados várias outras vezes, inclusive a vermelhidão das águas do Nilo, como mencionado pelo próprio Werner Keller em “A Bíblia tinha razão”.

Estas observações são extremamente importantes, uma vez que os dogmas explicitamente autoritários utilizados como pretexto para se fazer um número absurdamente alto de vítimas de todas as idades, em vários séculos de história2, baseiam-se em narrativas que, à luz de fatos históricos documentados, mostram-se notoriamente manipuladas em seu teor. Não entraremos aqui em investigações sobre os diversos (e possivelmente ímpios e sórdidos) motivos que poderiam ter levado os antigos sacerdotes e escribas a legitimarem tamanha falsificação; nosso objetivo é, antes de mais nada, provocar a reflexão do leitor, despertar o desejo de conhecer a verdade por si próprio, para que o mesmo jamais se deixe levar por “verdades” supostamente absolutas, “reveladas” por algum “profeta” ou “iluminado”. Nem mesmo nos arvoramos em detentores de nenhuma verdade absoluta; o único “título” que nos habilita a falar sobre este assunto é o de ex-seminarista, tendo cursado o primeiro ano do Seminário Teológico Presbiteriano do Rio de Janeiro, com aprovação em todas as disciplinas, durante o ano de 1999 E.V. Outrossim, fazemos questão de citar as fontes das informações aqui reproduzidas, a fim de que qualquer pessoa interessada em desmascarar a presente “obra do diabo” possa descobrir por si mesma onde estão, respectivamente, as verdades e as mentiras.

O grande “mestre iniciado” e incompreendido
É amplamente difundida no mundo a crença em que Jesus era o “cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Evangelho de João 1:29). Já vimos, anteriormente, que a definição de “pecado” está inserida em um contexto dogmático que se baseia em narrativas que, à luz da História, mostram-se comprovadamente deturpadas. Estariam também deturpadas as narrativas que temos a respeito de Jesus?

A maioria das pessoas conhece apenas as narrativas bíblicas sobre Jesus, contidas nos evangelhos atribuídos aos apóstolos Mateus, Marcos, João e Lucas (sendo que Lucas não chegou a conhecer Jesus pessoalmente, como ele mesmo admite), e tende a acreditar que são os únicos relatos disponíveis a respeito do Mestre. Entretanto, isso não é verdade; segundo os próprios teólogos admitem, existem pelo menos mais onzeevangelhos datados da mesma época dos quatro evangelhos chamados canônicos 3. De acordo com os gnósticos, esse número seria de algumas dezenas. Porém, nos limitaremos aos onze mencionados, por estarem já relativamente bem difundidos, inclusive pode-se fazer o download dos mesmos via internet com bastante facilidade. Estes outros evangelhos, doravante chamados aqui de “evangelhos apócrifos”, trazem suas próprias versões da história de vida de Jesus. Alguns episódios lembram bastante os canônicos, porém, há algumas narrativas ligeiramente diferentes, outras completamente estranhas ao contexto bíblico como o conhecemos normalmente. No evangelho de Pedro (que não possui divisões em capítulos e versículos por não se tratar de texto canônico e sim apócrifo) podemos ler as seguintes passagens:

"“[...]Como Maria havia lavado as fraldas do Senhor Jesus e as estendera sobre umas madeiras, o menino possuído pegou uma das fraldas e colocou-a sobre sua cabeça. Imediatamente os demônios fugiram, saindo pela boca, e foram vistos sob a forma de corvos e serpentes. O menino foi curado instantaneamente pelo poder de Jesus Cristo e se pôs a louvar o Senhor que o havia libertado e rendeu-lhe mil ações de graça”."

“Havia lá um filósofo, astrônomo sábio, que perguntou ao Senhor Jesus se ele havia estudado a ciência dos astros. Jesus, respondendo-lhe, expôs o número de esferas e de corpos celestes, sua natureza e sua oposição, seu aspecto trinário, quaternário e sêxtil, sua progressão e seu movimento de leste para oeste, o cômputo e o prognóstico e outras coisas que a razão de nenhum homem escrutou.”

“[...]José concordou e também Maria. Levaram, pois, a criança para o professor e assim que ele o viu, escreveu o alfabeto e pediu-lhe que pronunciasse Aleph. Quando ele o fez, pediu-lhe para dizer Beth. O Senhor Jesus disse-lhe: – Dize-me primeiro o que significa Aleph e aí então eu pronunciarei Beth. O professor preparava-se para chicoteá-lo, mas o Senhor Jesus pôs-se a explicar o significado das letras Aleph e Beth, quais as letras de linhas retas, quais as oblíquas, as que tinhas desenho duplo, as que tinham pontos, aquelas que não tinham e porque tal letra vinha antes da outra, enfim, ele disse muitas coisas que o professor jamais ouvira e que não havia lido em livro algum. O Senhor Jesus disse ao professor: – Presta atenção ao que vou te dizer! E pôs-se a recitar clara e distintamente Aleph, Beth, Ghimel, Daleth, até o fim do alfabeto. O mestre ficou admirado e disse: – Creio que esta criança nasceu antes de Noé. Virando-se para José, acrescentou: – Tu o conduziste para que eu o instruísse, mas esta criança sabe mais que todos os doutores. Depois disse a Maria: Teu filho não precisa de ensinamentos.”

A narrativa de Pedro mostra Jesus versado em Astrologia, apesar da clara e severa proibição da Torah:

Deuteronômio 17:3-5
indo servir outros deuses ou adorando o sol, a lua, ou o exército dos céus – o que eu não mandei -, se te derem aviso disso, logo que o souberes, farás uma investigação minuciosa. Se for verdade o que se disse, se verificares que realmente se cometeu tal abominação em Israel, farás conduzir às, portas da cidade o homem ou a mulher que cometeu essa má ação, e os apedrejarás até que morram.

Em relação às letras do alfabeto hebraico, mostrou também conhecimentos da Kaballah judaica. A primeira passagem é de um notório exagero: as fraldas que Jesus usava quando era um bebê tinham poder sobre espíritos malignos! Isto mostra que estes relatos, tendo sido escritos décadas depois dos acontecimentos, contém diversas imprecisões e mistificações. De qualquer modo, é de se notar que, descontado o exagero de se dizer que Jesus, ainda criança, já era um exímio conhecedor de Astrologia e Kaballah, a menção a esses conhecimentos mostra que ele era certamente um iniciado, ou seja, não era um homem comum. Outro fato digno de nota em relação aos apócrifos é que nem todos mencionam a ressurreição de Jesus, apesar de ser o dogma fundamental do Cristianismo como o conhecemos. Alguns sequer mencionam a crucificação. Eis uma explicação lógica para o fato de que, na própria Bíblia, podemos facilmente verificar que os primeiros cristãos consideravam-se judeus, e porque não havia consenso entre eles em relação à necessidade ou obrigatoriedade de pregar o evangelho aos não judeus: como, de fato, um evento monumental como a ressurreição poderia ter passado despercebido por diversos autores destes evangelhos apócrifos? Como a alegada “grande comissão” de Jesus para que os discípulos pregassem “a toda criatura” poderia, como o próprio Novo Testamento deixa claro, ser notoriamente desconhecida entre vários destes discípulos, se fosse verdadeira?

Podemos considerar, por sinal, que a doutrina conhecida hoje como “cristã” é, na verdade, “Paulina”, ou seja, de autoria ou pelo menos grandemente influenciada por Saulo de Tarso. Bittencourt afirma que

“Logo após a morte de Paulo em Roma por volta do ano 64, surge naquela mesma cidade o Evangelho de Marcos, provavelmente no ano 65, e que serviria de base a duas outras grandes obras futuras. Cópias deste Evangelho logo encontraram seu caminho até as mais distantes partes do império.

Partindo do trabalho de Marcos, cuja conexão com Pedro e com a cidade de Roma lhe dava grande autoridade, Mateus escreve seu Evangelho provavelmente em Antioquia da Síria e Lucas na Grécia, o primeiro entre 80-85 e o último entre 85-90.
E por fim, parecendo desconhecer os outros três, o Quarto Evangelho surge na última década do século, provavelmente em Éfeso”(grifamos).

Podemos inferir claramente deste texto, extraído de um livro de Teologia Cristã, é bom frisar, que Paulo teria exercido uma considerável influência sobre os autores dos quatro evangelhos considerados canônicos pelas igrejas, uma vez que suas cartas teriam sido escritas antes de qualquer um deles. A respeito de Paulo de Tarso, Knight e Lomas nos informam que
O assassinato do Rei dos Judeus pelo procurador romano criou muita publicidade, em toda Israel e mais além, e pessoas começaram a se interessar pelo movimento messiânico. Uma dessas pessoas foi um cidadão romano de nome Saulo, vindo de uma área que hoje é ao sul da Turquia. Seus pais haviam se tornado judeus da Diáspora e ele era um jovem que tinha sido criado como judeu mas sem nenhuma das atitudes e cultura dos puros seguidores de Yahweh em Qumran. A idéia de que seu trabalho era perseguir cristãos é uma insensatez óbvia, porque esse culto não existia nessa época. Os Nazoreanos, agora liderados por Tiago, eram os judeus mais judaicos que é possível imaginar e o trabalho de Saulo era simplesmente, por conta dos romanos, desarticular qualquer movimento remanescente que buscasse a independência.

Os Mandeanos do sul do Iraque, como já discutimos, são Nazoreanos que foram expulsos de Judá e cuja migração pode ser datada com precisão em 37 E.V.: portanto, é quase certo que o homem que os perseguiu foi o próprio Saulo, aliás, Paulo. Saulo deve ter sido o terror do movimento judaico de libertação por dezessete anos, já que era o ano de 60 d.C. quando ele subitamente se viu cego na estrada para Damasco. Hoje em dia se acredita que Saulo não tinha autoridade para prender ativistas em Damasco mesmo se lá houvesse algum, o que parece bastante improvável, e seu destino era, no entender de muitos estudiosos, a Comunidade de Qumran, que era sempre chamada de “Damasco”. Sua cegueira e a recuperação da visão foram simbólicos de sua conversão a um dos partidos da causa Nazoreana. O fato do destino de Saulo ser efetivamente Qumran está claro em Atos 22:14, em que lhe informam que ele seria apresentado ao “Justo”, uma referência óbvia a Tiago. (grifamos)

Logo no primeiro século, a doutrina dos Nazoreanos, os verdadeiros seguidores de Jesus, já havia chegado em vários outros países, inclusive nas Ilhas Britânicas, onde foi estabelecido o chamado Cristianismo Celta. Os cristãos celtas não acreditavam na divindade de Jesus, nem aceitaram a supremacia de Roma e, por estes motivos, seus líderes foram massacrados pela igreja romana. É de se notar, pela leitura das cartas paulinas, que o cristianismo paulino já surgiu com uma evidente vocação para a anatematização de pensamentos discordantes. Sobre isso Knight e Lomas nos esclarecem que

“Uma seita chamada de os Ebionim ou Ebionitas era descendente direta da Igreja de Tiago, seu nome sendo exatamente o mesmo que os Qumranianos usavam para descrever-se – Ebionim, que como sabemos significa “os Pobres”. Esta seita tinha os ensinamentos de Tiago, o Justo, em alta conta, e acreditava que Jesus havia sido um grande mestre mas um homem comum, não um deus. Eles ainda se consideravam como judeus e acreditavam que Jesus tinha sido o Messias após sua “coroação” por João. Há registros que também mostram que eles odiavam a Paulo, a quem viam como o inimigo da verdade. Por muito tempo depois da morte de Jesus e Tiago, os termos Ebionita e Nazoreano eram usados para significar a mesma coisa, e essas pessoas eram condenadas, sob ambos os nomes, como hereges pela Igreja de Roma. No entanto todos os descendentes da Igreja de Jerusalém, exceto o desvio Paulino, acreditavam que Jesus tinha sido um homem e não um deus, portanto, é apenas o próprio e enfeitado Vaticano e seus seguidores que são os verdadeiros pagãos ou “hereges”(grifamos).

As discordâncias entre os cristãos do primeiro século eram notórias, sendo inclusive admitido pelos teólogos que os livros do Novo Testamento foram escritos, entre outros motivos, com o propósito de combater heresias. Esta vocação para amaldiçoar os que crêem de outra forma fez com que a igreja escrevesse algumas das mais infames e vergonhosas páginas de toda a História da Humanidade.

Discípulos envergonhando seu Mestre e sua doutrina
Logo no início da história da igreja, seus seguidores já estavam divididos em vários partidos, sendo que o partido paulino, para infelicidade da Humanidade, acabou prevalecendo sobre os demais e veio a se tornar aquilo que conhecemos como igreja cristã. Outros grupos de seguidores, além dos Nazoreanos, eram os vários grupos gnósticos, sendo que alguns desses já existiam antes de Jesus, e absorveram seus ensinamentos. Os gnósticos também não acreditavam na divindade de Jesus, considerando-o como um iniciado. A ligação entre Jesus e a comunidade de Qmram, bem como seus conhecimentos de Astrologia e Kaballah, demonstrados no evangelho apócrifo de Pedro, mostram que, de fato, ele teria sido um iniciado. Os ensinos contidos em alguns evangelhos apócrifos mostram, entre outras diferenças em relação ao cristianismo conhecido, que a doutrina de Jesus, ao contrário do cristianismo paulino, era tolerante e valorizava as mulheres, considerando-as tão dignas de honra quanto os homens.

Infelizmente, não foram estas as idéias que prevaleceram na igreja, que acabou se transformando numa monstruosa máquina totalitária, exterminando comunidades inteiras, como na cruzada conta os cátaros (uma seita cristã gnóstica) no sul da França do século XIII. Depois de perseguir e quase eliminar os gnósticos, que passaram a praticar suas religiosidades em sociedades secretas, o totalitarismo eclesiástico de Roma voltou-se contra os pagãos, não porque eles realmente praticassem as absurdas torpezas descritas no infame “Malleus Maleficarum“– o famigerado “manual da caça às bruxas” da Inquisição – mas simplesmente porque a Antiga Religião fazia felizes os seus praticantes, que não viram razão para abandoná-la e filiar-se à igreja, apesar das reiteradas e mentirosas pregações no sentido de que os Antigos Deuses nada mais eram do que diabos disfarçados, e que as alegres reuniões pagãs, os sabbaths, eram cultos demoníacos. Nesta insana campanha de perseguição e difamação, as mais grotescas e inverossímeis histórias foram criadas sobre sacrifícios de bebês, transformação de pessoas em animais, e refeições imundas durante as celebrações. Até mesmo animais, supostamente associados ás bruxas, foram considerados amaldiçoados, e ainda hoje há quem acredite, por exemplo, que gatos “trazem má sorte”, que ouvir uivos de cães ou pios de coruja significa que alguém conhecido irá morrer, e outras tolices do mesmo tipo. Porém a despeito do absurdo conteúdo do “Malleus Maleficarum”, ele foi aceito até mesmo pelas igrejas reformadas como “referência” em relação à bruxaria e, em nome dessa estupidez, estima-se que nove milhões de pessoas tenham sido executadas pela Inquisição entre os séculos XV e XVIII. Este nefando livro, certamente uma das mais abomináveis coisas já engendradas pela mente humana, advogava o uso da tortura para obtenção de confissões, e fornece detalhes sobre instrumentos e métodos de tortura a serem utilizados. Sobre o Malleus Maleficarum, seus autores e demais autoridades eclesiásticas que apoiaram esta obra hedionda, cabe o comentário de Gardner que “enquanto existirem padres assim não haverá necessidade de se evocar demônios”. Gardner reproduz o comentário de um piedoso clérigo que reclamava que, numa região da Europa, “ninguém comentava sobre outra coisa a não ser o último sabbath, e não se esperava outra coisa que não fosse o próximo”.

Em nome de um “Mestre Iniciado” que jamais pregou a violência ou o extermínio de seguidores de quaisquer outros cultos, pessoas inocentes foram, durante vários séculos, cruelmente torturadas e assassinadas, pelo simples fato de seguirem outra religião. Comunidades inteiras foram exterminadas. Culturas inteiras perderam-se totalmente, sem que nenhum registro seja conhecido, devido ao vandalismo e à intolerância dos missionários. Em nome de um Mestre Iniciado que jamais amaldiçoou seguidores de outras crenças, quaisquer que elas fossem, seus pretensos seguidores, ainda hoje, espalham o veneno da intolerância religiosa, inclusive utilizando-se dos mais modernos meios de comunicação para essa hedionda tarefa. Em nome de um Mestre Iniciado que ensinou seus discípulos a serem verdadeiros, seus atuais seguidores não hesitam em mentir descaradamente a respeito de outras religiões, a fim de apresentá-las como “enganos do diabo” e, dessa forma tão pouco digna, conseguir novos adeptos. Não somente os espíritas, esotéricos e praticantes das religiões afro são assim caluniados: até mesmo o catolicismo tem sido reiteradamente atacado por outras igrejas, que o consideram “idólatra”, sem considerar a “idolatria” que tem sido praticada e divulgada, com ampla cobertura de mídia e dentro destas mesmas igrejas, em relação aos “artistas gospel”, e mesmo em relação a alguns pastores “famosos”.

Em nome de um “Mestre Iniciado” que teve seus primeiros discípulos entre os mais pobres de Israel, sendo ele mesmo um dos pobres, as atuais lideranças religiosas que dizem “seguir seus ensinamentos” utilizam-se de diversas formas de pressão psicológica sobre seus desventurados rebanhos, a fim de amealhar a maior quantia de dinheiro possível. Não se contentam com o mandamento bíblico do dízimo, certamente insuficiente para financiar o escandalosamente milionário estilo de vida de muitos dos atuais líderes religiosos: utilizam-se dos mais variados, absurdos e às vezes manifestamente ridículos pretextos para “levantar ofertas”, fazem permanentes “campanhas de associação”, divulgadas através de programas de televisão e de emissoras de rádio adquiridas por essas lideranças, campanhas estas com os mais variados nomes, porém, todas com o intuito em comum de arrecadar mais dinheiro.

Em nome de um “Mestre Iniciado” que teria ensinado certa vez seus discípulos a “dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, seus atuais seguidores, pretensos “representantes de Deus na Terra”, desenvolvem cada vez mais uma obsessão pelo poder político, muitas vezes deixando clara a intenção de legislar no sentido de impor a observância de seus dogmas a toda a sociedade, desprezando o conceito de separação entre Estado e Religião. A atuação de vários destes pretensos “representantes divinos” na política se caracteriza por uma repulsiva desfaçatez, sendo que vários se envolveram em escândalos de corrupção política.
Em nome de um “Mestre Iniciado” que ensinou seus discípulos a serem fiéis á verdade dos fatos, alguns de seus pretensos seguidores, logo no início da história do cristianismo, não hesitaram em falsificar deliberadamente relatos a fim de fazer parecer que estavam pregando não a doutrina de um grande iniciado, mas do próprio Deus que teria se encarnado na Terra a fim de livrar a Humanidade do “engano dos demônios”, como os atuais seguidores alegam até hoje quando se referem a qualquer religião de origem não cristã. Estes mesmos pretensos seguidores do primeiro século não hesitaram em caluniar nem mesmo seus próprios companheiros, estes sim, discípulos verdadeiros, mas que eram considerados “hereges” e acabaram sendo perseguidos e anatematizados pelos falsificadores da doutrina.

Em nome de um “Mestre Iniciado” que, segundo os seus atuais seguidores, veio para libertar, prega-se abertamente contra a liberdade humana, e aqueles que se colocam a favor da liberdade são considerados “hereges”, “blasfemos”, “inimigos de Deus”. Formas novas de expressão, novos estilos musicais, livros e filmes tem sido reiteradamente apontados como “obras do diabo”, unicamente por apregoarem a liberdade. A pregação insistente de que manifestações artísticas populares, não cristãs, são necessariamente “demoníacas”, com a conseqûente e pouco disfarçada interdição da apreciação destas manifestações por membros de várias igrejas, não somente é uma maneira hipócrita de criar um “mercado alternativo” para que “artistas” de talento muitas vezes questionável possam ter seu público, mas mostra também que o caráter totalitário ainda está bem presente nas mesmas.

Em nome de um “Mestre Iniciado” que, segundo se diz, curava todas as doenças, ainda se insiste em condenar o uso de preservativos, mesmo diante da epidemia mundial de AIDS, e a se condenar o sexo antes do casamento, sem se levar em conta que nos tempos antigos as pessoas casavam-se praticamente ainda na adolescência e não desenvolviam os problemas psicológicos que podem surgir, decorrentes de um adiamento da experiência sexual em uma espera muitas vezes longa e absolutamente contrária à natureza humana.

Em nome de um “Mestre Iniciado” que, segundo afirmam, teria prometido o derramamento do “Espírito Santo” e dons espirituais genuínos a todos os que cressem, vemos hoje em inúmeras comunidades cristãs pessoas enfrentando problemas seríssimos causados por médiuns exatamente iguais aos médiuns espíritas, sujeitos exatamente aos mesmos acertos ou erros; porém, ao contrário dos médiuns espíritasconscientes e sérios, estes são extremamente pretensiosos, ignorantes e irresponsáveis. São tão ou até mais perigosos do que alguns médiuns espíritas mal orientados, pois estes nem sequer sabem que são simplesmente médiuns, conhecimento que certamente faria um grande bem às suas almas, embora possa certamente fazer um grande mal a seus enormes egos. Tais pessoas se julgam revestidas de santidade e, consequentemente, investidas de infalibilidade, “profetizando” curas e bênçãos de todos os tipos para pessoas que continuam, porém, doentes e cada vez mais distantes das bênçãos anunciadas pela própria mente do “profeta” ou por espíritos zombadores, que encontram amplo terreno para se manifestar livremente em um meio onde muitas pessoas, geralmente detendo um baixo nível de instrução, se consideram “espiritualmente infalíveis”, simplesmente por se dedicarem a práticas absolutamente inócuas e manifestamente ineficazes contra a empáfia dos mesmos, como jejuns regulares, e orações prolongadas no alto de morros tidos como “locais consagrados à oração”.

Em nome de um “Mestre Iniciado”, que segundo se diz, pregou a humildade, seus atuais discípulos fazem questão de ostentar vestuário dito “social”, numa tola demonstração de vaidade que, muitas vezes, compromete parte considerável dos rendimentos destes mesmos discípulos. É de se notar que, apesar de ninguém saber exatamente como os primeiros cristãos se trajavam, ainda existem muitos que julgam seus companheiros de crença em função do vestuário utilizado. Existe atualmente, em boa parte das igrejas cristãs, uma crescente obsessão por uma “prosperidade” que, em muitos casos, não passa de mal disfarçada megalomania, a qual muitas vezes leva a pessoa a uma situação financeira pior, às vezes até mesmo desastrosa. Apesar disso, e em flagrante contraste com o conceito de humildade, esta obsessão por bens materiais é estimulada de forma deselegantemente explícita por muitos chamados “líderes” de comunidades cristãs.

Em nome de um “Mestre Iniciado”, que enfrentou e escandalizou os hipócritas do seu tempo afirmando que meretrizes os precediam no “Reino dos Céus”, muitos dos seus atuais pretensos discípulos, demonstrando total ignorância em relação à misericórdia de tal afirmação, ainda agem exatamente como os falsos religiosos daquele tempo. Ainda hoje há frequentadores de comunidades cristãs de diversas orientações que se julgam membros de uma casta superior, desprezando e referindo-se às pessoas de outras religiões, às vezes até mesmo de outras comunidades cristãs, como se fossem “seres inferiores”.

Em nome de um “Mestre Iniciado”, que teria dito a seus discípulos que eles conheceriam a verdade e ela os libertaria, “líderes” totalmente despreparados, sem um mínimo de cultura, ou seja, conhecimento (em algumas comunidades ditas cristãs, há “líderes” e “autoridades da igreja” que mal sabem ler!), nem um mínimo de condições emocionais para cargos de liderança, oprimem seus rebanhos, impondo-lhes de forma despótica suas próprias opiniões como verdades absolutas, cujo questionamento ou é ameaçado com o “fogo do inferno”, ou dá lugar a uma sumária e piedosa exclusão da comunidade em questão

Notas e referências
1 – ALMEIDA, Prof. João Luiz Carvalho – INTRODUÇÃO E ANÁLISE DO ANTIGO TESTAMENTO – ed. do autor para uso no Seminário Teológico Presbiteriano do Rio de Janeiro.
2 – É bom lembrar que, embora em escala um pouco menor, ainda hoje os mesmos dogmas são utilizados para legitimar discriminações contra pessoas que não seguem cegamente as ordens das lideranças das religiões dominantes, e.g., a proibição pelo Vaticano do uso de preservativos e do sexo antes do casamento.
3 – BITTENCOURT, B. P. – O NOVO TESTAMENTO Cânon Língua Texto Rio de Janeiro e São Paulo, JUERP/ASTE