sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Segunda Lei da Termodinâmica e o Criacionismo
Uma panorâmica do pseudo-argumento dos criacionistas sobre a entropia
Neste artigo, transferimos uma série de observações que seriam postadas em nosso blog, e acrescentamos referências e explicações sobre diversas questões de Termodinâmica relacionadas à vida e seu processo evolutivo.
Conteúdo
A típica argumentação criacionista
Histórico
Tratando a questão inicialmente, e sob Física
Consequências da termodinâmica dos criacionistas para a vida (e o mundo)
Observações finais
menosmaisQuiumento, Francisco. Segunda Lei da Termodinâmica e o Criacionismo:Uma panorâmica do pseudo-argumento dos criacionistas sobre a entropia [internet]. Versão 11. Knol. 2009 out 9. Disponível em: http://knol.google.com/k/francisco-quiumento/segunda-lei-da-termodinâmica-e-o/2tlel7k7dcy4s/62.
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A típica argumentação criacionista

"O universo caminha de níveis organizados para níveis cada vez mais desorganizados"

Dentro do criacionismo esta lei é aceita porque propõe que Deus criou um mundo perfeito, entretanto, o pecado ao se instalar no mundo iniciou um processo de destruição, desorganização das espécies, isto torna o criacionismo aceito dentro da lei da termodinâmica, enquanto o evolocionismo não pode ser aceito porque diz que o universo caminha de níveis desorganizados para níveis organizados.




Histórico

Consta, pelo The TalkOrigins Archive que a idéia errônea de que entropia da termodinâmica seja o mesmo de desordem foi primeiro divulgada por Duane T.Gish, do Institute for Creation Research (Instituto para Pesquisa da Criação).

Tratando a questão inicialmente, e sob Física

Tendo lido no passado inúmeras vezes sobre o "argumento da segunda lei da termodinâmica", escrevi já há anos um texto, chamado por alguns e por mim de "o postão insuportável", que é o núcleo do que agora apresento:

A Primeira Lei da Termodinâmica é dada por:



(Variação da Energia Interna é Igual A Variação da Quantidade de Calor mais Trabalho Realizado (sobre o Sistema)

Ela é afirmada pela nossa plena confiança na Lei da Conservação da Energia da Mecânica Newtoniana, que diz:

O somatório das Energias de um Sistema é constante. (E com esta muitas vezes confundida.)

Que conjuntamente ao Princípio da Conservação das Massas de Lavoisier, conjuntamente a Teoria Geral da Relatividade, resulta:

Num sistema isolado a energia relativística (massa-energia) total é conservada, quando medida em qualquer sistema inercial dado.

A Segunda Lei da Termodinâmica é descrita por:

É impossível qualquer processo que envolva nada mais do que a transferência de calor de um corpo frio para outro quente. (Enunciado de Clausius).

Ou:

Não é possível qualquer processo no qual ocorra apenas a conversão de energia térmica de um único reservatório em trabalho macroscópico. (Enunciado de Kelvin-Planck)

Ou simples e mas grosseiramente: “Calor sempre passa de um corpo mais quente para outro mais frio.”

Agora entendamos o seguinte: A Primeira Lei é o que chamamos em Ciência de "lei", de um "princípio universal", ou seja, jamais foi evidenciado evento ou experimento que a contradiga, nem existe modelo físico-matemático possível apresentado que a contradiga ao menos em teoria, logo, podemos estruturar toda a Física relacionada nela, temos nela “altíssima confiança”. Eu a chamaria de “Popperianamente Absoluta”.

Já a Segunda Lei é uma tendência probabilística, ela expressa uma "certeza estatística" (uma alta tendência para que os resultados, processos, sejam estes) para eventos “multi-partículas”. Não é uma tendência geral da natureza, apenas temos confiança nela para sistemas de grande número de partículas, como a matéria normalmente se apresenta na maioria dos casos na Físico-Química, Engenharia, etc.

Mas trata-se de uma má interpretação até corrente que a segunda lei da termodinâmica indica (ou determina) que a entropia termodinâmica de um sistema jamais decresça. Como dizemos, indica só uma tendência do sistema, em outras palavras, apenas indica que é extremamente improvável que a entropia de um sistema fechado decresça em um instante (ou até período de tempo) dado.

Como a entropia da termodinâmica está relacionada ao número de configurações de mesma energia que um dado sistema pode possuir, os físicos se valem do conceito subjetivo de desordem para facilitar a compreensão da segunda lei (embora entropia da termodinâmica, como vimos, não seja essencialmente desordem). Ou seja, a segunda lei pelo que mostramos, afirma, de maneira muito genérica e grosseira, que a desordem de um sistema isolado só pode crescer ou permanecer igual.

Entendido isso, coloquemos:

Toda a vida na Terra, obedeceu, na sua “Criação” ou “Evolução” como queiram, certamente, a Primeira Lei. O somatório de todos as alimentações, mais todas as excreções, todas as respirações, todas as sínteses de componentes, todo o calor absorvido ou gerado, todas as fossilizações, todos os descendentes, quer evoluam, mutem ou se alterem, na história da terra, independentemente deste período de tempo, é constante (dentro do universo, evidentemente, pois a vida perde energia, juntamente com a Terra e o próprio sistema solar, para o espaço exterior), simplesmente isso!

Quanto a Segunda Lei podemos fazer algumas observações.

Desde o surgimento (não interessa se por “Criação” ou Biopoeise --do grego bio, vida, mais poiéo, produzir, fazer, criar), não interessando Evolução, os seres vivos, que são sistemas multi-moleculares, obrigatoriamente, e antes de tudo, toda grande molécula é multi-atômica, tenderam à Segunda Lei. Todo o calor absorvido pelos animais foi perdido para o ambiente quando este mais frio e todo o calor gerado por estes também.

Obs.: Temos um problema não com o modelo Criacionista do ponto de vista biológico, mas também geológico, quando do criacionismo de "Terra Jovem"*, quando evidenciamos que o esfriamento das placas tectônicas implica necessariamente num tempo plenamente explicado pela Termodinâmica, num conceito que chamo (e não só eu) de “Inércia Térmica”, que é o conceito por trás do que seja esfriamento, mas esta abordagem é por demais extensa para este primeiro enfoque.

*Aquele que afirma que a Terra e o próprio universo tem em torno de 6000 anos.

Novamente no tema desta artigo, tentar usar Termodinâmica para “justificar” o Criacionismo é improfícuo num primeiro momento e desastroso num segundo, como em breve pretendo demonstrar.

Sem mais, um conselho metafórico aos Criacionistas:

Tentar usar a Termodinâmica para atacar a evolução como fato e a Teoria da Evolução, como modelo que o trata (aquilo que até erroneamente é chamado de "evolucionismo"), pode ser como tentar tirar um cisco do olho com um faca, pode não ter bom resultado...

Consequências da termodinâmica dos criacionistas para a vida (e o mundo)

Nota: Quem ler o texto a seguir, perceberá nitidamente a semelhança de partes do texto com o artigo da Wikipédia em português sobre tal tema, mas não se assustem, pois o texto da Wiki é basicamente, meu.

Tratemos como exemplo que o "fenômeno miraculoso da criação" contraria a segunda lei da termodinâmica com os exemplos cristalinos de que os ursos polares no Ártico, os pinguins e as destacadas focas de Weddell, o animal que vive mais ao extremo sul, nas mais baixas temperaturas da Terra, na Antártica, com seus correspondentes surgimentos miraculosos, com temperaturas corporais altas, com sua complexa organização a partir do "nada" em meio a um ambiente completamente frio.

Este argumento poderia ser estendido para praticamente todos os animais homeotermos, que em geral, habitam ambientes de temperaturas mais baixas que a temperatura estável de seus corpos.

Igualmente, se como alegam os criacionistas, fosse a 2a lei, igualmente poderia ocorrer a vida, pois seria impossível a síntese de proteínas, sua polimerização a partir de aminoácidos (partindo de moléculas "simples", gerando complexas), a síntese/duplicação do RNA/DNA, a produção de glicose a partir de dióxido de carbono e água, duas moléculas coincidentemente com três átomos que reagindo produzem moléculas de 24 átomos e a consequente polimerização da glicose, seja em dextrinas, em amidos ou na longa celulose.

Também seria impossível a organização de células a partir da divisão de um óvulo fecundado, ou mesmo qualquer organização das diversas fases dos embriões.

Certos seres vivos, como as hidras, seriam impossíveis de se desenvolverem, pois não poderiam organizar animais completos, complexos, a partir de partes suas, simples (e notemos que todos os animais mais complexos fazem o mesmo, com variações).

Também seria impossível toda a organização de seres relativamente simples como os insetos em sus colônias que apresentam "inteligência coletiva", como as formigas, as abelhas e os cupins, a partir de um simples casal de um macho e a "rainha".

Por estes mesmos exemplos, que são extensão de um raciocínio fiundamental, que a liberdade dos componentes dos seres vivos permite a complexação, a geração de ordem, igualmente poderíamos fazer afirmações similares sobre a matéria não viva (ainda que tal fronteira clara e específica, estanque, não existe), e a argumentação absurda dos criacionistas impediria a formação de cristais, a agregação dos corpos celestes e até as mais simples reações químicas, dentre as quais, os exemplos mais pueris já mostra complexidade crescente, havendo mecanismos de reações químicas que o permita:

H2O + CO2 → H2CO3

H2O + SO2 → H2SO3

H2O + SO3 → H2SO4

Nestas reações simples duas moléculas de três ou quatro átomos formam uma mais complexa de seis ou sete e em nenhuma outra combinação a não ser sob condições extremas de energia, logo, as moléculas podem perfeitamente tender à complexação, além de não reagirem pela aleatoriedade, e sim, por mecanismos de reação química específicos. E estes mecanismos de reação específicos são exatamente aqueles que assim como permitem a complexação no inorgânico, permitem no biológico, como apresentamos acima.

Ou ainda impossibilitaria as inúmeras polimerizações, como a do ácido adípico com a hexametilendiamina, produzindo nylon, aliás, intimamente relacionada com a síntese de proteínas, ou do ácido tereftálico e o etileno glicol, produzindo o PET de nossas garrafas de refrigerante. Aqui, como já escrevi noutro texto de meu blog Scientia Est Potentia, se eu quisesse e não considerasse um total e completo desperdício até do tempo de quem me lê, poderia jogar quase a obra clássica inteira iniciada por Fieser, já em 23 volumes nesta edição, ou o site Organic Synthesis.

E resumindo, como fiz neste mesmo texto:

Moléculas geram complexidade por si, doa ao amador em química em esperneio insano que seja.

Como somos arranjo de moléculas, é exatamente este crescendo de complexação possível que permite que um óvulo e um espermatozóide produzam um urso, uma ovelha ou um elefante, que são animais mais complexos que um ser humano, fato sempre esquecido pelos criacionistas, que consideram-se o último produto de uma termodinâmica absurda, quanto mais de uma biologia inexistente, e de geração em geração, por modificações entre as gerações, evolução, inclusive, nem sempre, aumento de complexidade, tanto celular, quanto química.

Mas a segunda lei da termodinâmica não faz tais afirmações sobre limitações de complexação, pois a entropia termodinâmica não mede o aumento ou diminuição da complexidade dos sistemas, nem seu aumento ou diminuição de ordem. A segunda lei apenas afirma que calor não flui espontaneamente de um corpo a mais baixa temperatura para um corpo de mais alta (o ambiente gelado não aquece um urso polar), equivalentemente, que a energia que pode efetivamente ser transformada em trabalho, em um sistema fechado, nunca aumenta. O mesmo urso polar tem de consumir gordura, pois sempre perde calor para o ambiente, além de gastar energia em seu metabolismo e movimentos, e neste consumo, sempre perde um tanto de energia que não aproveita em nenhuma das atividades, pois os animais são extremamente eficientes, mas exatamente pela entropia termodinâmica, que implica em ineficiência, por mínima que seja.

Visto que o planeta Terra (assim como qualquer outro) não é um sistema fechado (e é de se observar que sistemas fechados não existem na prática), a entropia termodinâmica pode diminuir. A radiação do Sol (com baixa entropia) ilumina e aquece a Terra (com alta entropia). Desse fluxo de energia, somado as mudanças de entropia termodinâmica que o acompanha, podem e de fato permitem que a entropia diminua localmente na Terra.

Apesar de entropia e desordem serem muitas vezes correspondentes, nem sempre o são. Algumas vezes a ordem aumenta junto com a entropia, como mostrou o trabalho de Helim Aranda-Espinoza e outros, Electrostatic Repulsion of Positively Charged Vesicles and Negatively Charged Objects; Science 16 July 1999: Vol. 285. no. 5426, pp. 394 - 397; DOI: 10.1126/science.285.5426.394.

Neste trabalho os pesquisadores evidenciaram que uma carga positiva, misturada em um nicho (por eles tratado como "vesícula") de duas camadas na presença de superfícies carregadas (por exemplo, partículas coloidais, aquelas extremamente divididas, microscópicas) pode espontaneamente apresentar distribuição em uma zona de adesão de área definida e outra zona que apresente repelência à objetos negativos. Embora a membrana em si tenha carga não negativa na zona repulsiva, os íons chamados counterions negativos no interior da vesícula espontaneamente agregam-se ali e apresentam uma rede de carga negativa ao exterior. Além do resultado fundamental que objetos carregados opostamente possam repelir-se, este mecanismo ajuda a explicar certos fenômenos em vesículas surfactantes.

Surfactante é todo composto ou sistema químico que causa uma caracterização entre partes polares, com moléculas dispostas com polos, como a água ou os ácidos, álcalis, ou a imensa maioria dos sais, ou como apolares, isentos de polos, a imensa maior parte dos derivados de petróleo, inúmeros plásticos e nas formas de vida os óleos, gorduras eceras vegetais, entre diversas outras substâncias, proporcionando atividade de superfície, como o dissolver de gordura em roupa suja, gordura em louça ou permitir a formação de bolhas para a mistura água e sabão, por alteração da tensão superficial, de onde também, na maior parte dos casos, são chamados também de tensoativos.

O aumento de entropia pode até produzir ordem, como ordenar moléculas por seu tamanho, incluindo o próprio DNA dos seres vivos como apresentado no trabalho de J. Han e H. G. Craighead ; Separation of Long DNA Molecules in a Microfabricated Entropic Trap Array; Science 12 May 2000: Vol. 288. no. 5468, pp. 1026 - 1029; DOI: 10.1126/science.288.5468.1026, no qual um aparato com um canal nanofluidico, consistindo de muitas armadilhas entrópicas, foi desenhado e fabricado para a separação de moléculas de DNA longas. O canal compreende constrições estreitas e regiões mais largas que causam o aprisionamento com armadilhas seletiva de tamanho DNA em cada início de constrição. Este processo cria diferenças de mobilidade eletroforética (de eletroforese, a atração de determinadas substâncias por determinadas cargas elétricas), permitindo assim separação eficiente sem o uso de uma matriz de gel ou campo elétrico pulsado. Amostras de moléculas longas de DNA (de 5000 a aproximadamente 160 mil pares de bases) foram eficientemente separadas em faixas de canais de comprimento de 15 milímetros. Neste trabalho dispositivos de canais múltiplos que operam-se paralelamente foram demonstrados em operação, com sua eficiência, densidade, e facilidade da fabricação do dispositivo sugerindo a possibilidade de sistemas de análise integrados de DNA mais práticos.
Mesmo em um sistema considerado para efeitos práticos fechado (fortemente isolado), regiões de baixa entropia podem se formar se eles estão separados de outros locais com alta entropia no sistema, como citado na obra Biological Thermodynamics, de Donalt T. Haynie, Cambridge: Cambridge University Press (2001). ISBN 0-521-79549-4. (Páginas 319 e 320)

Nesta obra está exatamente o ponto de confusão, pouco entendimento ou simplesmente desonestidade. segunda lei da trmodinãmica não afirma que todos os sistemas, todas as partículas tendam à desordem, mas que o cômputo geral da ordem, estabelecida como a energia disponível para se realizar trabalho, seja permanentemente decrescente, pois o universo é dissipativo. Mas as regiões que permite que uma zebra seja mais complexa que um peixe, um peixe mais que um protozoário, e todos estes guardem ancestralidade, são perfeitamente possíveis localmente.

Observações finais


A questão se a vida se opõe a Segunda Lei, no que os físicos apelidam de "milagres termodinâmicos", nos "nichos de reação" (vide acima o trabalho de Aranda-Espinoza), dos catalisadores da bioquímica, que são as enzimas, é terreno ainda de Bio-Física e Bio-Química (os hífens aqui são propositais), assim como da Catálise Química de "vanguarda", e não apresenta estrutura plausível de ser considerado Teoria, é ainda um grande número de indagações e conjecturas.

Mas de forma nenhuma se ou não estruturadas e confirmadas, tais abordagens abalarão a evolução como fato, nem tampouco a Teoria da Evolução como seu modelo, até porque se destinam a explicar os mecanismos de síntese das moléculas bioquímicas, jamais diretamente nas alterações nas gerações dos seres vivos.

CRIADOS OU NÃO!

ESTE ARTIGO ESTÁ EM CONSTRUÇÃO

domingo, 4 de outubro de 2009

30 perguntas que lhe tornaram um ateu

1. Se Satanás consegue entrar até nas igrejas e fazer com que as pessoas tenham pensamentos impuros durante os cultos, como os cristãos podem ter tanta certeza de que ele não influenciou a redação e a composição da Bíblia segundo seus interesses?

2. Deus pensa? Por que um ser que já sabe de tudo precisaria pensar?

3. Se Deus é ominisciente, como ele poderia ter se arrependido de sua criação?

4. Por que Deus mandou o dilúvio para eliminar o mal da Terra? Não funcionou! O mal voltou logo em
seguida. Deus já deveria saber que isto iria acontecer, então por que ele se deu ao trabalho?

5. Se Deus é imutável, porque ele precisou “mudar as regras” enviando-se Jesus na Terra?

6. Se tudo é “parte do plano de Deus”, como dizem os crentes, então Deus planejou todas as desgraças, todas as catástrofes e todos os nossos pecados e não precisamos sentir culpa por nada nem fazer nada para corrigir as coisas.

7. Se Deus não é a causa da confusão, o que dizer da Torre de Babel?

8. Como Deus pode ter emoções (ciúme, raiva, tristeza, amor…) se ele é omnipotente, omnisciente e omnipresente? Emoções são uma reação, mas como Deus pode reagir a algo que ele já sabia que iria acontecer e até planejou?

9. Deus nunca me deu os brinquedos que pedi quando criança, mas, se eu pedir para ir para o inferno, será que ele vai me atender?

10. Por que Deus permite que uma criança nasça se ele já sabe que ela vai para o inferno? Onde está seu amor infinito?

11. Como podemos ser felizes no céu sabendo que pessoas que amamos estão sofrendo no inferno? Um crente me disse que as memórias que temos dos entes queridos são apagadas para não sofrermos no céu. Mas se perdemos nossa memória, não deixamos de ser nós mesmo?

12. Muitas pessoas acreditam em fantasmas. Então porque as pessoas só vêem fantasmas de pessoas ou bichos de estimação mortos? Porque não Neanderthais ou dinossauros? Não haveria um baita fantasma de um brontossauro para quem pudesse ver?

13. Por que dizem que temos livre arbítrio se só há duas opções: seguir a Deus e ir para o céu ou desobedecer e ir para o inferno?

14. Em Isaías 40:28 diz “Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga?”. Então como é que os católicos dizem que Deus descansou no sétimo dia no Gênesis?

15. Judeus tradicionais dizem que o nome de Deus é impronunciável e por isso o chamam de Javé ou JHVH. Como é que então alguém pode ser acusado de falar seu nome em vão se ninguém sabe qual é?

16. Por que Deus é do sexo masculino?

17. Se o homem é feito imagem de Deus, então Deus tem pênis?

18. Por que precisamos rezar se Deus já sabe de tudo o que vamos dizer e do que precisamos? Será que ele gosta que nos humilhemos diante dele?

19. Cristãos adoram dizer o quanto Jesus se sacrificou por nós. Mas se ele era Deus, então como ele não sabia que em 3 dias estaria no céu para nos governar? Se ele está lá e vivo, o que exatamente ele sacrificou?

20. Como Adão e Eva podiam saber que era errado comer da Fruta do Conhecimento se só ao comê-la saberiam o que era bom e mal, certo e errado?

20. Como podemos ofender a Deus se não é possível surpreendê-lo?

21. Em 1 Coríntos 15:50 diz “Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção”. Como Jesus pôde então ascender ao reino de Deus se ele mesmo é carne e sangue?

22. Por que Deus criou o Mal (Isaías 45:6-7) se ele não quer que o pratiquemos? Por ele cria as pessoas que já sabem vão para o inferno?

23. Por que Deus não aparece a todo mundo e nos convence de sua existência? Por que ele só se revela de maneira tão duvidosa e tão obscura?
24. De acordo com Mateus 5:17, Jesus não veio abolir a Lei e os profetas, apenas completá-los, e que nem uma vírgula deverá ser alterada enquanto existirem céu e terra. Como Jesus ainda não voltou, a Lei ainda está valendo, portanto, por que não saímos por aí queimando bruxas, apedrejando adúlteras e crianças desobedientes, matando homossexuais, excluindo gente que trabalha aos sábados (enfermeiras, médicos etc.), aspergindo sangue nos altares, arrando a cabeça de passarinhos e sacrificando pessoas a Deus (Levítico 27:28) ?

25. Se os crentes aceitam que Deus sempre existiu, por que eles não aceitam que o universo sempre existiu?

27. Que deus de infinito amor aceitaria sacrifícios humanos, inclusive de seu próprio filho e dos filhos de suas criaturas?

28. Se Jesus era Deus em forma humana, ele morreu para nos salvar dele mesmo?

29. Por que Deus criaria gente que não acredita nele e depois os puniria por ser aquilo que ele os fez?

30. O que é o “plano de Deus”? Um deus omnipotente e omnisciente não precisa planejar nada. Isto é coisa de criaturas limitadas, que não conhecem o futuro. Se Deus tem um plano, então ele é limitado como nós.

31. Por que precisamos de um corpo se nossas almas podem fazer tudo o que fazemos e até melhor?

32. . Como Deus julga os que viveram antes de a Bíblia ser escrita?

33. Se tudo faz parte do plano de Deus, que diferença faz rezar ou não?

34. Porque Deus possui quase todas as características de algo que não existe? Por exemplo: imaterial, incorpóreo, incompreensível, invisível, inexplendorável, etc…

35Como pode um deus de infinito amor e misericórdia assistir a bilhões de seus filhos queimar por toda a eternidade?

Créditos:
Autor: The Infidel Guy
Tradutores: Fernando Silva e Alenônimo
Fonte: http://ateusdobrasil.com.br/artigos/criticas/60-perguntas-que-farao-de-voce-um-ateu/

sábado, 3 de outubro de 2009

CONTRIBUIÇÃO BÍBLICA PARA CIÊNCIA
Biologia:

Gênesis, 30: 37-43 Jacó não precisou de sofisticado laboratório, mas apenas de varas descascadas para alterar a estrutura genética do gado

Gênesis, 30 : 35-42 Manchas e listras no pelo de animais são diretamente determinados por ornamentos no ambiente.

Levítico 11
- Lebres ruminam.
- Há Insetos Alados que andam sobre 4 patas.
- Morcegos são aves.

Matemática:
I Reis 7:23 – II Crônicas 4:2 – O valor de PI é 3 exato!

Química:
Tiago 5:3 Ouro enferruja!
Apocalipse 21:21 E pode ser transparente como vidro!

Saúde:
Levítico 12- Nascendo um menino, a mãe é considerada imunda por 40 dias, se for menina, imunda por 80 dias.
Levítico 14- Sangue de animais sacrificados esterilizam doenças.
Levítico 15- A mulher menstruada é tratada como leprosa, tendo que ficar isolada por 7 dias.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Quem escreveu a Bíblia?
A história de Deus foi escrita pelos homens. Mas quem é o autor do livro mais influente de todos os tempos? As respostas são surpreendentes - e vão mudar sua maneira de ver as Escrituras
por Texto José Francisco Botelho
Em algum lugar do Oriente Médio, por volta do século 10 a.C., uma pessoa decidiu escrever um livro. Pegou uma pena, nanquim e folhas de papiro (uma planta importada do Egito) e começou a contar uma história mágica, diferente de tudo o que já havia sido escrito. Era tão forte, mas tão forte, que virou uma obsessão. Durante os 1 000 anos seguintes, outras pessoas continuariam reescrevendo, rasurando e compilando aquele texto, que viria a se tornar o maior best seller de todos os tempos: a Bíblia. Ela apresentou uma teoria para o surgimento do homem, trouxe os fundamentos do judaísmo e do cristianismo, influenciou o surgimento do islã, mudou a história da arte – sem a Bíblia, não existiriam os afrescos de Michelangelo nem os quadros de Leonardo da Vinci – e nos legou noções básicas da vida moderna, como os direitos humanos e o livre-arbítrio. Mas quem escreveu, afinal, o livro mais importante que a humanidade já viu? Quem eram e o que pensavam essas pessoas? Como criaram o enredo, e quem ditou a voz e o estilo de Deus? O que está na Bíblia deve ser levado ao pé da letra, o que até hoje provoca conflitos armados? A resposta tradicional você já conhece: segundo a tradição judaico-cristã, o autor da Bíblia é o próprio Todo-Poderoso. E ponto final. Mas a verdade é um pouco mais complexa que isso.

A própria Igreja admite que a revelação divina só veio até nós por meio de mãos humanas. A palavra do Senhor é sagrada, mas foi escrita por reles mortais. Como não sobraram vestígios nem evidências concretas da maioria deles, a chave para encontrá-los está na própria Bíblia. Mas ela não é um simples livro: imagine as Escrituras como uma biblioteca inteira, que guarda textos montados pelo tempo, pela história e pela fé. Aliás, o termo “Bíblia”, que usamos no singular, vem do plural grego ta biblia ta hagia – “os livros sagrados”. A tradição religiosa sempre sustentou que cada livro bíblico foi escrito por um autor claramente identificável. Os 5 primeiros livros do Antigo Testamento (que no judaísmo se chamam Torá e no catolicismo Pentateuco) teriam sido escritos pelo profeta Moisés por volta de 1200 a.C. Os Salmos seriam obra do rei Davi, o autor de Juízes seria o profeta Samuel, e assim por diante. Hoje, a maioria dos estudiosos acredita que os livros sagrados foram um trabalho coletivo. E há uma boa explicação para isso.

As histórias da Bíblia derivam de lendas surgidas na chamada Terra de Canaã, que hoje corresponde a Líbano, Palestina, Israel e pedaços da Jordânia, do Egito e da Síria. Durante séculos acreditou-se que Canaã fora dominada pelos hebreus. Mas descobertas recentes da arqueologia revelam que, na maior parte do tempo, Canaã não foi um Estado, mas uma terra sem fronteiras habitada por diversos povos – os hebreus eram apenas uma entre muitas tribos que andavam por ali. Por isso, sua cultura e seus escritos foram fortemente influenciadas por vizinhos como os cananeus, que viviam ali desde o ano 5000 a.C. E eles não foram os únicos a influenciar as histórias do livro sagrado.

As raízes da árvore bíblica também remontam aos sumérios, antigos habitantes do atual Iraque, que no 3o milênio a.C. escreveram a Epopéia de Gilgamesh. Essa história, protagonizada pelo semideus Gilgamesh, menciona uma enchente que devasta o mundo (e da qual algumas pessoas se salvam construindo um barco). Notou semelhanças com a Bíblia e seus textos sobre o dilúvio, a arca de Noé, o fato de Cristo ser humano e divino ao mesmo tempo? Não é mera coincidência. “A Bíblia era uma obra aberta, com influências de muitas culturas”, afirma o especialista em história antiga Anderson Zalewsky Vargas, da UFRGS.

Foi entre os séculos 10 e 9 a.C. que os escritores hebreus começaram a colocar essa sopa multicultural no papel. Isso aconteceu após o reinado de Davi, que teria unificado as tribos hebraicas num pequeno e frágil reino por volta do ano 1000 a.C. A primeira versão das Escrituras foi redigida nessa época e corresponde à maior parte do que hoje são o Gênesis e o Êxodo. Nesses livros, o tema principal é a relação passional (e às vezes conflituosa) entre Deus e os homens. Só que, logo no começo da Beeblia, já existiu uma divergência sobre o papel do homem e do Senhor na história toda. Isso porque o personagem principal, Deus, é tratado por dois nomes diferentes.

Em alguns trechos ele é chamado pelo nome próprio, Yahweh – traduzido em português como Javé ou Jeová. É um tratamento informal, como se o autor fosse íntimo de Deus. Em outros pontos, o Todo-Poderoso é chamado de Elohim, um título respeitoso e distante (que pode ser traduzido simplesmente como “Deus”). Como se explica isso? Para os fundamentalistas, não tem conversa: Moisés escreveu tudo sozinho e usou os dois nomes simplesmente porque quis. Só que um trecho desse texto narra a morte do próprio Moisés. Isso indica que ele não é o único autor. Os historiadores e a maioria dos religiosos aceitam outra teoria: esses textos tiveram pelo menos outros dois editores.

Acredita-se que os trechos que falam de Javé sejam os mais antigos, escritos numa época em que a religiosidade era menos formal. Eles contêm uma passagem reveladora: antes da criação do mundo, “Yahweh não derramara chuva sobre a terra, e nem havia homem para lavrar o solo”. Essa frase, “não havia homem para lavrar o solo”, indica que, na primeira versão da Bíblia, o homem não era apenas mais uma criação de Deus – ele desempenha um papel ativo e fundamental na história toda. “Nesse relato, o homem é co-criador do mundo”, diz o teólogo Humberto Gonçalves, do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos, no Rio Grande do Sul.

Pelo nome que usa para se referir a Deus (Javé), o autor desses trechos foi apelidado de Javista. Já o outro autor, que teria vivido por volta de 850 a.C., é apelidado de Eloísta. Mais sisudo e religioso, ele compôs uma narrativa bastante diferente. Ao contrário do Deus-Javé, que fez o mundo num único dia, o Deus-Elohim levou 6 (e descansou no 7o). Nessa história, a criação é um ato exclusivo de Deus, e o homem surge apenas no 6o dia, junto aos animais.

Tempos mais tarde, os dois relatos foram misturados por editores anônimos – e a narrativa do Eloísta, mais comportada, foi parar no início das Escrituras. Começando por aquela frase incrivelmente simples e poderosa, notória até entre quem nunca leu a Bíblia: “E, no início, Deus criou o céu e a terra...”

Em 589 a.C., Jerusalém foi arrasada pelos babilônios, e grande parte da população foi aprisionada e levada para o atual Iraque. Décadas depois, os hebreus foram libertados por Ciro, senhor do Império Persa – um conquistador “esclarecido”, que tinha tolerância religiosa. Aos poucos, os hebreus retornaram a Canaã – mas com sua fé transformada. Agora os sacerdotes judaicos rejeitavam o politeísmo e diziam que Javé era o único e absoluto deus do Universo. “O monoteísmo pode ter surgido pelo contato com os persas – a religião deles, o masdeísmo, pregava a existência de um deus bondoso, Ahura Mazda, em constante combate contra um deus maligno, Arimã. Essa noção se reflete até na idéia cristã de um combate entre Deus e o Diabo”, afirma Zalewsky, da UFRGS.

A versão final do Pentateuco surgiu por volta de 389 a.C. Nessa época, um religioso chamado Esdras liderou um grupo de sacerdotes que mudaram radicalmente o judaísmo – a começar por suas escrituras. Eles editaram os livros anteriores e escreveram a maior parte dos livros Deuteronômio, Números, Levítico e também um dos pontos altos da Bíblia: os 10 Mandamentos. Além de afirmar o monoteísmo sem sombra de dúvidas (“amarás a Deus acima de todas as coisas” é o primeiro mandamento), a reforma conduzida por Esdras impunha leis religiosas bem rígidas, como a proibição do casamento entre hebreus e não-hebreus. Algumas das leis encontradas no Levítico se assemelham à ética moderna dos direitos humanos: “Se um estrangeiro vier morar convosco, não o maltrates. Ama-o como se fosse um de vós”.

Outras passagens, no entanto, descrevem um Senhor belicoso, vingativo e sanguinário, que ordena o extermínio de cidades inteiras – mulheres e crianças incluídas. “Se a religião prega a compaixão, por que os textos sagrados têm tanto ódio?”, pergunta a historiadora americana Karen Armstrong, autora de um novo e provocativo estudo sobre a Bíblia. Para os especialistas, a violência do Antigo Testamento é fruto dos séculos de guerras com os assírios e os babilônios. Os autores do livro sagrado foram influenciados por essa atmosfera de ódio, e daí surgiram as histórias em que Deus se mostra bastante violento e até cruel. Os redatores da Bíblia estavam extravasando sua angústia.

Por volta do ano 200 a.C., o cânone (conjunto de livros sagrados) hebraico já estava finalizado e começou a se alastrar pelo Oriente Médio. A primeira tradução completa do Antigo Testamento é dessa época. Ela foi feita a mando do rei Ptolomeu 2o em Alexandria, no Egito, grande centro cultural da época. Segundo uma lenda, essa tradução (de hebraico para grego) foi realizada por 72 sábios judeus. Por isso, o texto é conhecido como Septuaginta. Além da tradução grega, também surgiram versões do Antigo Testamento no idioma aramaico – que era uma espécie de língua franca do Oriente Médio naquela época.

Dois séculos mais tarde, a Bíblia em aramaico estava bombando: ela era a mais lida na Judéia, na Samária e na Galiléia (províncias que formam os atuais territórios de Israel e da Palestina). Foi aí que um jovem judeu, grande personagem desta história, começou a se destacar. Como Sócrates, Buda e outros pensadores que mudaram o mundo, Jesus de Nazaré nada deixou por escrito – os primeiros textos sobre ele foram produzidos décadas após sua morte.

E o cristianismo já nasceu perseguido: por se recusarem a cultuar os deuses oficiais, os cristãos eram considerados subversivos pelo Império Romano, que dominava boa parte do Oriente Médio desde o século 1 a.C. Foi nesse clima de medo que os cristãos passaram a colocar no papel as histórias de Jesus, que circulavam em aramaico e também em coiné – um dialeto grego falado pelos mais pobres. “Os cristãos queriam compreender suas origens e debater seus problemas de identidade”, diz o teólogo Paulo Nogueira, da Universidade Metodista de São Paulo. Para fazer isso, criaram um novo gênero literário: o evangelho. Esse termo, que vem do grego evangélion (“boa-nova”), é um tipo de narrativa religiosa contando os milagres, os ensinamentos e a vida do Messias.

A maioria dos evangelhos escritos nos séculos 1 e 2 desapareceu. Naquela época, um “livro” era um amontoado de papiros avulsos, enrolados em forma de pergaminho, podendo ser facilmente extraviados e perdidos. Mas alguns evangelhos foram copiados e recopiados à mão, por membros da Igreja. Até que, por volta do século 4, tomaram o formato de códice – um conjunto de folhas de couro encadernadas, ancestral do livro moderno. O problema é que, a essa altura do campeonato, gerações e gerações de copiadores já haviam introduzido alterações nos textos originais – seja por descuido, seja de propósito. “Muitos erros foram feitos nas cópias, erros que às vezes mudaram o sentido dos textos. Em certos casos, tais erros foram também propositais, de acordo com a teologia do escrivão”, afirma o padre e teólogo Luigi Schiavo, da Universidade Católica de Goiás. Quer ver um exemplo?

Sabe aquela famosa cena em que Jesus salva uma adúltera prestes a ser apedrejada? De acordo com especialistas, esse trecho foi inserido no Evangelho de João por algum escriba, por volta do século 3. Isso porque, na época, o cristianismo estava cortando seu cordão umbilical com o judaísmo. E apedrejar adúlteras é uma das leis que os sacerdotes-escritores judeus haviam colocado no Pentateuco. A introdução da cena em que Jesus salva a adúltera passa a idéia de que os ensinamentos de Cristo haviam superado a Torá – e, portanto, os cristãos já não precisavam respeitar ao pé da letra todos os ensinamentos judeus.

A julgar pelo último livro da Bíblia cristã, o Apocalipse (que descreve o fim do mundo), o receio de ter suas narrativas “editadas” era comum entre os autores do Novo Testamento. No versículo 18, lê-se uma terrível ameaça: “Se alguém fizer acréscimos às páginas deste livro, Deus o castigará com as pragas descritas aqui”. Essa ameaça reflete bem o clima dos primeiros séculos do cristianismo: uma verdadeira baderna teológica, com montes de seitas defendendo idéias diferentes sobre Deus e o Messias. A seita dos docetas, por exemplo, acreditava que Jesus não teve um corpo físico. Ele seria um espírito, e sua crucificação e morte não passariam – literalmente – de ilusão de ótica. Já os ebionistas acreditavam que Jesus não nascera Filho de Deus, mas fora adotado, já adulto, pelo Senhor. A primeira tentativa de organizar esse caos das Escrituras ocorreu por volta de 142 – e o responsável não foi um clérigo, mas um rico comerciante de navios chamado Marcião.

A Bíblia segundo Marcião

Ele nasceu na atual Turquia, foi para Roma, converteu-se ao cristianismo, virou um teólogo influente e resolveu montar sua própria seleção de textos sagrados. A Bíblia de Marcião era bem diferente da que conhecemos hoje. Isso porque ele simpatizava com uma seita cristã hoje desaparecida, o gnosticismo. Para os gnósticos, o Deus do Velho Testamento não era o mesmo que enviara Jesus – na verdade, as duas divindades seriam inimigas mortais. O Deus hebraico era monstruoso e sanguinário, e controlava apenas o mundo material. Já o universo espiritual seria dominado por um Deus bondoso, o pai de Jesus. A Bíblia editada por Marcião continha apenas o Evangelho de João, 11 cartas de Paulo e nenhuma página do Velho Testamento. Se as idéias de Marcião tivessem triunfado, hoje as histórias de Adão e Eva no paraíso, a arca de Noé e a travessia do mar Vermelho não fariam parte da cultura ocidental. Mas, por volta de 170, o gnosticismo foi declarado proibido pelas autoridades eclesiásticas, e o primeiro editor da Bíblia cristã acabou excomungado.

Roma, até então pior inimiga dos cristãos, ia se rendendo à nova fé. Em 313, o imperador romano Constantino se aliou à Igreja. Ele pretendia usar a força crescente da nova religião para fortalecer seu império. Para isso, no entanto, precisava de uma fé una e sólida. A pressão de Constantino levou os mais influentes bispos cristãos a se reunirem no Concílio de Nicéia, em 325, para colocar ordem na casa de Deus. Ali, surgiu o cânone do cristianismo – a lista oficial de livros que, segundo a Igreja, realmente haviam sido inspirados por Deus.

“A escolha também era política. Um grupo afirmou seu poder e autoridade sobre os outros”, diz o padre Luigi. Esse grupo era o dos cristãos apostólicos, que ganharam poder ao se aliar com o Império Romano. Os apostólicos eram, por assim dizer, o “partido do governo”. E por isso definiram o que iria entrar, ou ser eliminado, das Escrituras.

Eles escolheram os evangelhos de Marcos, Mateus, Lucas e João para representar a biografia oficial de Cristo, enquanto as invenções dos docetas, dos ebionistas e de outras seitas foram excluídas, e seus autores declarados hereges. Os textos excluídos do cânone ganharam o nome de “apócrifos” – palavra que vem do grego apocrypha, “o que foi ocultado”. A maioria dos apócrifos se perdeu – afinal de contas, os escribas da Igreja não estavam interessados em recopiá-los para a posteridade. Mas, com o surgimento da arqueologia, no século 19, pedaços desses textos foram encontrados nas areias do Oriente Médio. É o caso de um polêmico texto encontrado em 1886 no Egito. Ele é assinado por uma certa “Maria” que muitos acreditam ser a Madalena, discípula de Jesus, presente em vários trechos do Novo Testamento. O evangelho atribuído a ela é bem feminista: Madalena é descrita como uma figura tão importante quanto Pedro e os outros apóstolos. Nos primórdios do cristianismo, as mulheres eram aceitas no clero – e eram, inclusive, consideradas capazes de fazer profecias. Foi só no século 3 que o sacerdócio virou monopólio masculino, o que explicaria a censura da apóstola e seu testemunho. Aliás, tudo indica que Madalena não foi prostituta – idéia que teria surgido por um erro na interpretação do livro sagrado. No ano 591, o papa Gregório fez um sermão dizendo que Madalena e outra mulher, também citada nas Escrituras e essa sim ex-pecadora, na verdade seriam a mesma pessoa (em 1967, o Vaticano desfez o equívoco, limpando a reputação de Maria).

Na evolução da Bíblia, foram aparecendo vários trechos machistas – e suspeitos. É o caso de uma passagem atribuída ao apóstolo Paulo: “A mulher aprenda (...) com toda a sujeição. Não permito à mulher que ensine, nem que tenha domínio sobre o homem (...) porque Adão foi formado primeiro, e depois Eva”. É provável que Paulo jamais tenha escrito essas palavras – porque, na época em que ele viveu, o cristianismo não pregava a submissão da mulher. Acredita-se que essa parte tenha sido adicionada por algum escriba por volta do século 2.

Após a conversão do imperador Constantino, o eixo do cristianismo se deslocou do Oriente Médio para Roma. Só que, para completar a romanização da fé, faltava um passo: traduzir a palavra de Deus para o latim. A missão coube ao teólogo Eusebius Hyeronimus, que mais tarde viria a ser canonizado com o nome de são Jerônimo. Sob ordens do papa Damaso, ele viajou a Jerusalém em 406 para aprender hebraico e traduzir o Antigo e o Novo Testamento. Não foi nada fácil: o trabalho durou 17 anos.

Daí saiu a Vulgata, a Bíblia latina, que até hoje é o texto oficial da Igreja Católica. Essa é a Bíblia que todo mundo conhece. “A Vulgata foi o alicerce da Igreja no Ocidente”, explica o padre Luigi. Ela é tão influente, mas tão influente, que até seus erros de tradução se tornaram clássicos. Ao traduzir uma passagem do Êxodo que descreve o semblante do profeta Moisés, são Jerônimo escreveu em latim: cornuta esse facies sua, ou seja, “sua face tinha chifres”. Esse detalhe esquisito foi levado a sério por artistas como Michelangelo – sua famosa escultura representando Moisés, hoje exposta no Vaticano, está ornada com dois belos corninhos. Tudo porque Jerônimo tropeçou na palavra hebraica karan, que pode significar tanto “chifre” quanto “raio de luz”. A tradução correta está na Septuaginta: o profeta tinha o rosto iluminado, e não chifrudo. Apesar de erros como esse, a Vulgata reinou absoluta ao longo da Idade Média – durante séculos, não houve outras traduções.

O único jeito de disseminar o livro sagrado era copiá-lo à mão, tarefa realizada pelos monges copistas. Eles raramente saíam dos mosteiros e passavam a vida copiando e catalogando manuscritos antigos. Só que, às vezes, também se metiam a fazer o papel de autores.

Após a queda do Império Romano, grande parte da literatura da Antiguidade grega e romana se perdeu – foi graças ao trabalho dos monges copistas que livros como a Ilíada e a Odisséia chegaram até nós. Mas alguns deles eram meio malandros: costumavam interpolar textos nas Escrituras Sagradas para agradar a reis e imperadores. No século 15, por exemplo, monges espanhóis trocaram o termo “babilônios” por “infiéis” no texto do Antigo Testamento – um truque para atacar os muçulmanos, que disputavam com os espanhóis a posse da península Ibérica.

Escrituras em série

Tudo isso mudou após a invenção da imprensa, em 1455. Agora ninguém mais dependia dos copistas para multiplicar os exemplares da Bíblia. Por isso, o grande foco de mudanças no texto sagrado passou a ser outro: as traduções.Em 1522, o pastor Martinho Lutero usou a imprensa para divulgar em massa sua tradução da Bíblia, que tinha feito direto do hebraico e do grego para o alemão. Era a primeira vez que o texto sagrado era vertido numa língua moderna – e a nova versão trouxe várias mudanças, que provocavam a Igreja (veja quadro na pág. 65). Logo depois um britânico, William Tyndale, ousou traduzir a Bíblia para o inglês. No Novo Testamento, ele traduziu a palavra ecclesia por “congregação”, em vez de “igreja”, o termo preferido pelas traduções católicas. A mudança nessa palavrinha era um desafio ao poder dos papas: como era protestante, Tyndale tinha suas diferenças com a Igreja. Resultado? Ele foi queimado como herege em 1536. Mas até hoje seu trabalho é referência para as versões inglesas do livro sagrado.

A Bíblia chegou ao nosso idioma em 1753 – quando foi publicada sua primeira tradução completa para o português, feita pelo protestante João Ferreira de Almeida. Hoje, a tradução considerada oficial é a feita pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e lançada em 2001. Ela é considerada mais simples e coloquial que as traduções anteriores. De lá para cá, a Bíblia ganhou o mundo e as línguas. Já foi vertida para mais de 300 idiomas e continua um dos livros mais influentes do mundo: todos os anos, são publicadas 11 milhões de cópias do texto integral, e 14 milhões só do Novo Testamento.

Depois de tantos séculos de versões e contra-versões, ainda não há consenso sobre a forma certa de traduzi-la. Alguns buscam traduções mais próximas do sentido e da época original – como as passagens traduzidas do hebraico pelo lingüista David Rosenberg na obra O Livro de J, de 1990. Outros acham que a Bíblia deve ser modernizada para atrair leitores. O lingüista Eugene Nida, que verteu a Bíblia na década de 1960, chegou ao extremo de traduzir a palavra “sestércios”, a antiga moeda romana, por “dólares”. Em 2008, duas versões igualmente ousadas estão agitando as Escrituras: a Green Bible (“Bíblia Verde”, ainda sem versão em português), que destaca 1 000 passagens relacionadas à ecologia – como o momento em que Jó fala sobre os animais –, e a Bible Illuminated (‘Bíblia Iluminada”, em inglês), com design ultramoderno e fotos de celebridades como Nelson Mandela e Angelina Jolie.

A Bíblia se transforma, mas uma coisa não muda: cada pessoa, ou grupo de pessoas, a interpreta de uma maneira diferente – às vezes, com propósitos equivocados. Em pleno século 21, pastores fundamentalistas tentam proibir o ensino da Teoria da Evolução nas escolas dos EUA, sendo que a própria Igreja aceita as teorias de Darwin desde a década de 1950. Líderes como o pastor Jerry Falwell defendem o retorno da escravidão e o apedrejamento de adúlteros, e no Oriente Médio rabinos extremistas usam trechos da Torá para justificar a ocupação de terras árabes. Por quê? Porque está na Bíblia, dizem os radicais. Não é nada disso. Hoje, os principais estudiosos afirmam que a Bíblia não deve ser lida como um manual de regras literais – e sim como o relato da jornada, tortuosa e cheia de percalços, do ser humano em busca de Deus. Porque esse é, afinal, o verdadeiro sentido dessa árvore de histórias regada há 3 mil anos por centenas de mãos, cabeças e corações humanos: a crença num sentido transcendente da existência.



Top 5 pragas
I. Quando os hebreus eram escravos no Egito, o Senhor enviou 10 pragas contra os opressores do povo escolhido. A primeira delas foi transformar toda a água do país em sangue (Êxodo 7:21).

II. Como o faraó não libertava os hebreus, o Senhor radicalizou: matou, numa só noite, todos os primogênitos do Egito. “E houve grande clamor no país, pois não havia casa onde não houvesse um morto” (Êxodo 12:30).

III. Desgostoso com os pecados de Sodoma e Gomorra, Deus destruiu as duas cidades com uma chuvarada de fogo e enxofre (Gênesis 19:24).

IV. Para punir as deso­bediências do rei Davi, o Senhor enviou uma doença não identificada, que matou 70 mil homens e 200 mil mulheres e crianças (2 Samuel, 24: 1-13).

V. Quando a nação dos filisteus roubou a arca da Aliança, onde estavam guardados os 10 Mandamentos, o Senhor os castigou com um surto de hemorróidas letais. “Os intestinos lhes saíam para fora e apodreciam” (1 Samuel 5:9) .


Os possíveis autores
1200 a.C. - Moisés

Segundo uma lenda judaica, a Torá (obra precursora da Bíblia) teria sido escrita por ele. Mas há controvérsias, pois existe um trecho da Torá que diz: “Moisés morreu e foi sepultado pelo Senhor próximo a Fegor”. Ora, se Moisés é o autor do texto, como ele poderia ter relatado a própria morte?

1000 a.C. - Javista

Viveu na corte do rei Davi, no antigo reino de Israel, e era um aristocrata. Ou, quem sabe, uma aristocrata: para o crítico Harold Bloom, Javista era mulher. Isso porque os personagens femininos da Bíblia (Eva e Sara, por exemplo) são muito mais elaborados que os masculinos.

Século 4 a.C. - Esdras

Líder religioso que reformou o judaísmo e possível editor do Pentateuco (5 primeiros livros da Bíblia). Vários trechos bíblicos editados por ele pregam a violência: “Derrubareis todos os altares dos povos que ides expropriar, queimareis as casas, e mudareis os nomes desses lugares”.

Século 1 - Paulo

Nunca viu Cristo pessoalmente, mas foi o primeiro a escrever sobre ele. Nascido na Turquia, Paulo viajou e fundou igrejas pelo Oriente Médio. Ele escrevia cartas para essas igrejas, contando a incrível aventura de um tal Jesus – que foi crucificado e ressuscitou.

Século 1 - Maria Madalena

Estava entre os discípulos favoritos de Jesus – e, diferentemente do que o Vaticano sustentou durante séculos, nunca foi prostituta. Pelo contrário: tinha influência no cristianismo e é a suposta autora do Apócrifo de Maria, um livro em que fala sobre sua relação pessoal com Jesus e divulga os ensinamentos dele.

Século 1 - João

Escreveu o 4o evangelho do Novo Testamento (João) e o Livro do Apocalipse, o último da Bíblia. Para ele, Jesus não é apenas um messias – é um ser sobrenatural, a própria encarnação de Deus. Essa interpretação mística marca a ruptura definitiva entre judaísmo e fé cristã.

Século 5 - Jerônimo

Nascido no território da atual Hungria, este padre foi enviado a Jerusalém com uma missão importantíssima: traduzir a Bíblia do grego para o latim. Cometeu alguns erros, como dizer que o profeta Moisés tinha chifres (uma confusão com a palavra hebraica karan, que na verdade significa “raio de luz”).

Século 16 - William Tyndale

Possuir trechos da Bíblia em qualquer idioma que não fosse o latim era crime. O professor Tyndale não quis nem saber, traduziu tudo para o inglês, e acabou na fogueira. Mas seu trabalho foi incrivelmente influente: é a base da chamada “Bíblia do Rei James”, até hoje a tradução mais lida nos países de língua inglesa.


Top 5 matanças
I. Um grupo de meninos malcriados zombou da calvície do profeta Eliseu. Pra quê! Na hora, dois ursos famintos saíram de um bosque e comeram as crianças (2 Reis 2:24).

II. Cercado por um exército de filisteus, o herói Sansão apanhou a mandíbula de um jumento morto. Usando o osso como arma, ele massacrou mil inimigos (Juízes, 15:16).

III. O profeta Elias convidou os sacerdotes do deus Baal para uma competição de orações. Era uma armadilha: Elias incitou o povo, que linchou os pagãos (1 Reis 18:40).

VI. Os judeus haviam perdido a fé e começaram a adorar um bezerro de ouro. Moisés ficou furioso e mandou sacerdotes levitas matar 3 mil infiéis (Êxodo 32:19).

V. A nação dos amalequitas disputava o território de Canaã com os judeus. O Senhor ordena que todos os amalequitas sejam chacinados (1 Samuel 15:18).


Top 5 satanagens
I. Após a destruição de Sodoma, os únicos sobreviventes eram Ló e suas duas filhas. As filhas de Lot embebedaram o pai e tiveram com ele a noite mais incestuosa da Bíblia (Gênesis 19:31).

II. O Cântico dos Cânticos, atribuído ao rei Salomão, é altamente erótico. Um dos trechos: “Teu corpo é como a palmeira, e teus seios, como cachos de uvas” (Cânticos 7:7).

III. Os anjos do Senhor tiveram chamegos ilícitos com mulheres mortais. “Vendo os Filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram-nas como mulheres, tantas quanto desejaram” (Gênesis 6:2).

IV. A Bíblia diz que os antigos egípcios eram muito bem-dotados. Após a fuga para Canaã, a judia Ooliba tem saudades dos tempos em que se prostituía no Egito. Tudo porque “seus amantes (...) ejaculavam como cavalos” (Ezequiel 23:20).

V. O hebreu Onã casou com a viúva de seu irmão, mas não conseguia fazer sexo com ela – preferia o prazer solitário. Do nome dele vem o termo “onanismo”, que significa masturbação (Gênesis 38:9).


As história da história
Como o livro sagrado evoluiu ao longo dos tempos
Tanach - Século 5 a.C.

É a Bíblia judaica, e tem 3 livros: Torá (palavra hebraica que significa “lei”), Nebiim (“profetas”) e Ketuvim (“escritos”). É parecida com a Bíblia atual, pois os católicos copiaram seus escritos. Contém as sementes do monoteísmo e da ética religiosa, mas também pregações de violência. A primeira das bíblias tem trechos ambíguos e misteriosos – algumas passagens dão a entender que Javé não é o único deus do Universo.

Septuaginta - Século 3 a.C.

O Oriente Médio era dominado pelos gregos e pelos macedônios. Muitos judeus viviam em cidades de cultura grega, como Alexandria, e desejavam adaptar sua religião aos novos tempos. Diz a lenda que Ptolomeu, rei do Egito, reuniu um grupo de 72 sábios judeus para traduzir a Tanach – e fizeram tudo em 72 dias. Por isso, o resultado é conhecido como Septuaginta. Inclui textos que não constam da Tanach.

Novo Testamento - Século 1

A língua do Antigo Testamento é o hebraico, mas o Novo Testamento foi escrito num dialeto grego chamado coiné. Contém os relatos sobre vida, milagres, morte e ressurreição de Jesus – os evangelhos. Em alguns trechos, vai deixando evidente a divergência entre cristianismo e judaísmo. É o caso, por exemplo, do Evangelho de João, em que Jesus é descrito como uma encarnação de Deus (coisa na qual os judeus não acreditavam).

Católica - Século 4

Seus autores decidiram incluir 7 livros que os judeus não reconheciam. São os chamados Deuterocanônicos: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, Macabeus 1 e 2 (mais trechos dos livros Daniel e Ester). A Bíblia católica bate na tecla do monoteísmo: a palavra hebraica Elohim, usada na Tanach para designar a divindade, é o plural de El, um deus cananeu. Mas foi traduzida no singular e virou “Senhor”.

Ortodoxa - Por volta do século 4

É baseada na Septuaginta, mas também inclui livros considerados apócrifos por católicos e protestantes: Esdras 1, Macabeus 3 e 4 e o Salmo 151. A tradução é mais exata (nesta Bíblia, Moisés nunca teve chifres, um erro de tradução introduzido pela Bíblia latina), e os escritos não são levados ao pé da letra: para os ortodoxos, o que conta são as interpretações do texto bíblico, feitas por teólogos ao longo dos séculos.

Protestante - Século 16

Ao traduzir a Bíblia para o alemão, Martinho Lutero excluiu os livros Deuterocanônicos e mudou algumas coisas. Um exemplo é a palavra grega metanoia, que na Bíblia católica significa “fazer penitência” – uma referência à confissão dos pecados, um dos sacramentos católicos. Já Lutero traduziu metanoia como “reviravolta”. Para ele, confessar os pecados era inútil. O importante era transformar a vida pela fé.


Top 5 milagres
I. O maior de todos os milagres divinos foi o primeiro: a Criação do mundo, pelo poder da palavra. “E Deus disse: que haja luz. E houve luz” (Gênesis 1:3).

II. Para dar-lhe uma amostra de seus poderes, o Senhor leva Ezequiel a um campo cheio de esqueletos – e os traz de volta à vida. “O vento do Senhor soprou neles, e viveram” (Ezequiel, 37; 1-28).

III. Graças à benção divina, o herói Sansão tinha a força de muitos homens. Certa vez, foi atacado por um leão. “O espírito do Senhor deu-lhe poder, e Sansão destroçou a fera com as próprias mãos, como se matasse um cabrito” (Juízes 14:6).

IV. Josué liderava uma batalha contra os amalequitas, mas o Sol estava se pondo. Como não queria lutar no escuro, o hebreu pediu ajuda divina – e o Sol ficou no céu (Josué 10:13).

V. Para fugir do Egito, os hebreus precisavam atravessar o mar Vermelho. E não tinham navios. Moisés ergueu seu bastão e as águas do mar se dividiram. Após a passagem dos hebreus, o profeta deixou que as ondas se fechassem sobre os exércitos do faraó (Êxodo 14; 21-30).


Para saber mais
A Bíblia: Uma Biografia

Karen Armstrong, Jorge Zahar Editora, 2007.

Who Wrote the Bible?

Richard Elliott Friedman, HarperOne, 1997.

domingo, 13 de setembro de 2009

O UNIVERSO I, II e III - de Stephen Hawking
O UNIVERSO I, II e III - de Stephen Hawking
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O UNIVERSO I
Parte 1. http://www.youtube.com/watch?v=WOIFEPCrN9E
Parte 2. http://www.youtube.com/watch?v=JIG94u0k8hI
Parte 3. http://www.youtube.com/watch?v=yYddjptjLIc
Parte 4. http://www.youtube.com/watch?v=Oz5R7503J9k
Parte 5. http://www.youtube.com/watch?v=4PM-ejtOi24
Parte 6. http://www.youtube.com/watch?v=j6Y_tZ1bsgA
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O UNIVERSO II
Parte 1. http://www.youtube.com/watch?v=EqrCIAcQS7A
Parte 2. http://www.youtube.com/watch?v=o6K4e997zEY
Parte 3. http://www.youtube.com/watch?v=qbK-iQAhM4I
Parte 4. http://www.youtube.com/watch?v=KNi8W3arifI
Parte 5. http://www.youtube.com/watch?v=6nnuR5mbecs
Parte 6. http://www.youtube.com/watch?v=dnSJ9WLVZfo
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O UNIVERSO III
Parte 1. http://www.youtube.com/watch?v=uMFIKMPXJvU
Parte 2. http://www.youtube.com/watch?v=XlQtHYOSB4A
Parte 3. http://www.youtube.com/watch?v=VzlsiXaUbfU
Parte 4. http://www.youtube.com/watch?v=giyzXfd5bwg
Parte 5. http://www.youtube.com/watch?v=Ojz3Jva8GUU
Parte 6. http://www.youtube.com/watch?v=8iAERhHBUio

sábado, 5 de setembro de 2009

Andando Como um Egípcio
James Patrick Holding

De todos os candidatos à cópias pagãs, estes sãos os dois últimos – com exceção de Buda – que parecem representar maior ameaça. Afinal de contas o Egito não está longe da Palestina, e os judeus moraram no Egito; logo, não é teoricamente improvável que eles pudessem roubar uma idéia para inventar um Jesus a partir deste lugar. Mas será que eles fizeram isso? Este campo está cheio de alegações, mas como sempre há muitos exageros envolvendo a questão. Existe uma grande quantidade de termos Cristãos utilizados indevidamente para descrever eventos egípcios (nem todos são usados com más intenções) e uma grande quantidade de fontes não citadas que possam comprovar alegações absurdas. Sendo este o caso, novamente anunciamos aqui que, por um tempo, este será nosso último artigo sobre cópias de deuses pagãos até que alguém no grupo de Acharya, S / Freke e Gandy dê um passo à frente e forneça uma melhor documentação sobre os boatos dos séculos 18 e 19.

Vejamos então algumas destas assertivas. Por questão de conveniência vou unir as alegações sobre Hórus e Osíris. Estas são as declarações contidas no livro The Christ Conspiracy de autoria de Archarya S. [pgs 114-116]; curiosamente Freke e Gandy não acrescentam nada de novo, na verdade apenas complementam algumas destas.

● Osíris
Possuia mais de 200 nomes divinos, incluindo Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, Deus dos Deuses, a Ressurreição e a Vida, Bom Pastor, Pai da Eternidade, o deus que "fez homens e mulheres nascerem de novo."
Sua chegada ao mundo foi anunciada por três Reis Magos: as três estrelas Mintaka, Anilam, e Alnitak no cinturão de Órion, que apontam diretamente para a estrela de Osíris ao leste, Sírius, indicando seu nascimento.
Ele foi uma hóstia simbólica. Seu corpo foi comido numa cerimonia religiosa sob a forma de bolos de trigo, a "planta da Verdade '.
Salmos 23 é uma cópia de um texto egípcio apelando para Osíris o Bom Pastor que conduz o cansado rumo aos "pastos verdejantes" e às "águas tranquilas' das terras de nefer-nefer, a fim de restabelecer a alma e o corpo e, para dar proteção no vale da sombra da morte...
A oração do Pai Nosso foi prefigurada por um hino egípcio à Osiris do início ao fim, “Ó Amém, ó Amém, que estais no céu.” Amém era também citado no final de cada oração.
Os ensinamentos de Jesus e Osíris são maravilhosamente semelhantes. Muitas passagens são idênticamente as mesmas, palavra por palavra.
Tal como o Senhor da vinha, um grande mestre viajante que civilizou o mundo. Soberano e juiz dos mortos.
Em sua paixão, Osíris foi alvo de uma conspiração e mais tarde assassinado por Set e "os 72."
A ressureição de Osíris serviu para dar esperança à todos que também desejam a vida eterna.

● Hórus
Nascido da virgem Ísis-Meri em 25 de dezembro numa caverna/manjedoura, com seu nascimento tendo sido anunciado por uma estrela no Oriente e, visitado por três Reis Magos.
Seu pai terreno chamava-se "Seb" ("José").
Ele era descendente de uma linhagem real.
Aos 12 anos de idade foi uma criança que ensinou no templo e, aos 30 foi batizado, após ter desaparecido por 18 anos.
Foi batizado no rio Eridanus ou Iaurutana (Jordâo) por "Anup o Batizador" (João Batista), que foi decapitado.
Ele teve 12 discípulos, dois dos quais foram suas "testemunhas" e eram chamados "Anup" e "AAn" (os dois "Joãos").
Ele realizou milagres, expulsou demônios e ressucitou El-Azarus ( "El-Osíris") dos mortos.
Hórus andou sobre as águas.
Seu cognome pessoal era "Iusa" o "Filho eterno desejado" de "Ptah", o "Pai". Ele era chamado de "Divino Filho".
Ele pregou um "Sermão da Montanha", e seus seguidores recitaram as "parábolas de Iusa."
Hórus foi transfigurado no monte.
Ele foi crucificado entre dois ladrões, sepultado por três dias em um túmulo e, em seguida ressuscitado.
Títulos: O Caminho; a Verdade; a Luz; Messias; Ungido Filho de Deus; Filho do homem; Bom Pastor; Cordeiro de Deus; Verbo feito carne; Palavra da Verdade.
Ele foi "o Pescador" e era associado com o Peixe ( "Ichthus"), o Cordeiro e o Leão.
Ele veio para cumprir a lei.
Era chamado de "o KRST" ou "Ungido".
Ele deveria reinar por mil anos.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Carlos Magno Diz:
June 22nd, 2009 às 10:55 pm
“não existe duas correntes opostas”.
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Posso até concordar esotericamente, uma vez que na essencialidade de matéria e espírito, na realidade primeva e quintenssenciada, ambos não se encontravam separados. Porém, nos mundos dos fenômenos em que as vidas incursionam e aonde o aspecto energia se concentra em energia-matéria ou energia-forma há outras leis de regência.
*
E como essas leis subsidiárias de regência trabalham para manter a matéria em estado de conservação aparentemente inercial, mas sob forças planetárias centrípetas e centrífugas, num campo de manifestação involutivo, a elas se antepõe o espírito que luta para avançar. É espírito x matéria, tão sibilinamente descrito no Mahabharata onde Arjuna luta no Kurukchetra para se libertar.
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Pela ótica espiritual podemos entender dessa maneira, pois esse estado de oposição é temporário e tanto espírito quanto matéria na sua totalidade estarão um dia remidos e novamente formando a unidade.
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E as ciências também entendem que não há versões oposicionistas, visto para os homens que alavancam o progresso do mundo nessa longa idade do ferro, existir unicamente o mundo material. Então eu não discutiria tão óbvios fundamentos com quem está de acordo comigo, e que sabemos ambos definitivamente existir, mas que na mente científica sequer um dia flertarão!
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Abraços.
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“And I’ll drink from the well to be born once again”.

Livre-Pensador Diz:
June 29th, 2009 às 3:21 am
Achei interessante esse debate, que encontrei por acaso. Interessante por ter começado falando da pessoa Chico Xavier, que não teria sido uma pessoa ignorante como muitos poderiam ter pensado e descambou para um debate ciência X espiritismo. Deixo os temas assim separados para entender bem os lados, por isso não falarei de ciência materialista (ou seja lá que nome possa ter) e ciência espírita. Então me permito expressar opinião. Primeiro o espiritismo: Dizer que não é religião é uma tremenda bobagem; Querer esconder o sol com peneira. É religião sim! Com seus dogmas, rituais, “livros sagrados”, “revelações” e o que mais identifique uma religião; Sendo todo esse conjunto intocável no que concerne as suas “revelações” da verdade. Não pode, nem deve, ser questionado pois foi “revelado” a um “apóstolo” da mais alta honra: Um escolhido.
Depois dele, e se ele pôde…, começaram a aparecer outros “escolhidos”. A porta havia sido aberta. Aí virou festa. Qualquer um com um pouco de inteligência e esperteza podia se aproveitar disso, já que haviam “crentes” para corroborar seus contatos com o além. “Operações” mediúnicas, muitas foram desmascaradas. Prestidigitações… Falar outros idiomas: Temos que acreditar em seus “seguidores” que o médium não os conhece, por isso, sempre se diz que são pessoas com pouca, ou nenhuma instrução, analfabetos ou semi-analfabetos, para corroborar que o que eles fazem é, vamos chamar…, milagroso. Ninguém sabe, de verdade, o que acontece! Temos que CRER… Não se pode duvidar! Sob a pena de ser taxado de descrente (em outras religiões: herege, infiel).
A ciência também tem seus dogmas. Só que esses dogmas estão abertos a investigações de qualquer um com um mínimo de capacidade para tal. Quantos dogmas científicos já não foram derrubados nos últimos 200 anos? Essa é a diferença! A ciência se permite ser investigada e questionada e suas verdades são postas à prova. Repete-se uma experiência o quanto for necessário até se chegar a algo que não possa ser negado. Ou possa. Se erra, se acerta, mas os dados estão lá para quem quiser. É, de tal forma, coerente, que até as religiões a usa para dar veracidade as suas “revelações”… E agora pergunto: Pra quê uma religião precisa da corroboração da ciência? Não bastam suas “revelações”? Esperam com isso dar veracidade e respaldo a suas alegações? Pra mim isso é muito triste e incoerente. Deus e os espíritos precisam da ciência humana para ganhar mais credibilidade! Há algo de podre na Dinamarca… Reconheço, no entanto, que isso parte de pessoas comprometidas, por se encontrarem tomadas, impregnadas, com essas idéias, por acharem que ali se encontra uma verdade inquestionável, possam usar de todos os meio para impôr essa verdade aos outros. E aí começam os conflitos. Mecânica quântica, energia positiva-negativa, plano astral, plasma, ectoplasma, aura, e por aí vai; São termos científicos expropriados por várias correntes religiosas.
Não se pode negar que Saulo de Tarso fez um bom trabalho quando criou o cristianismo, uma vez que toda corrente religiosa que surge depois dele, bebe, de uma forma ou de outra, de forma clara ou disfarçada, em seus dogmas ou filosofia.
Holismo, uma das últimas invenções criadas para acomodar, de uma forma harmônica, todas essas correntes. E aí se abusa dos termos científicos e místicos numa mistura que acaba dando enjoô. Mistura-se tarô com búzios; espiritismo com budismo e tradicional medicina chinesa; astrologia e umbanda; videntes e cristianismo. Ufa!!
No fim… é tudo uma grande bobagem e perda de tempo. Muito tempo com a cabeça num mundo imaginário esquecendo do mundo real. Material. Concreto. Palpável. E o único verdadeiro! Real! Que não deixa qualquer dúvida sobre a sua existência! E que está morrendo com essa falta de preocupação… Toda essa bobagem sobrenatural é… Discutir o sexo dos anjos. Ôpa, desculpem… Esses termos estão como que colados em nossa mente. Um abraço a todos.

Livre-Pensador Diz:
June 29th, 2009 às 3:28 am
Sobre a frase de Eistein: “A ciência sem religião é aleijada, a ciência sem religião é cega”: Não creio que ele acreditasse nisso de verdade. Era uma época dura. Quase tão dura quanto a Idade Média. Imagina se ele se mostrasse como um ateu… Seria, talvez, lançado num ostracismo científico e suas descobertas fossem relegadas a segundo plano, ou se retratar de declarações irreligiosas. As pessoas podem ser muito cruéis, vocês sabem.

Livre-Pensador Diz:
June 29th, 2009 às 3:38 am
Corrigindo a frase de Einsteini: “A ciência sem religião é aleijada, a religião sem ciência é cega”. Desculpem, foi a pressa e o adiantado da hora.

Carlos Magno Diz:
June 29th, 2009 às 9:21 pm
Muito podem achar que o mundo material e concreto é o único e real, e aí eu pergunto aos doutos da materialidade: por que as ciências buscam tão afanosamente descobrir a verdadeira origem da matéria e não descobrem?
*
Por que as ciências não consideram a matéria a causa de tudo, e somente sabem que é o efeito, a consequência de uma energia incrível, invisível e desconhecida na sua abrangência, que concentrada produz todo o concretismo e resultados na própria matéria?
*
E por que a matéria concreta, - fonte e manancial de toda a vida e fenômenos no universo, segundo os cientistas, - se submete às leis autônomas e mecânicas, cósmicas e planetárias, e delas não consegue escapar? Ué, o criador passou a ser dominado pela criação?
*
Quanto à astrologia, mediunidade, umbanda, tarô, acupuntura, etc., é como escolher o melhor alimento para saciar a fome de conhecimentos. Cabe a cada um saber separar as coisas, o que sem dúvida é unicamente questão de exercício de inteligência. E isso não impede que se reconheça a necessidade de conhecer algo das ciências materiais.
*
“Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa!”
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Mas se formos filosofar lá no extremo de cima, muitíssimo acima do Everest, aí o relativismo dança feio e os valores são outros.
*
E quem disse que os dogmas das ciências são tão visíveis que todos podem neles incursionar? Pergunto se a NASA conta tudo o que ocorre nas suas pesquisas espaciais, ou deixa-se investigar pelo amor às ciências? Se os construtores do Larger Hadron Colider abrem os verdadeiros segredos de suas pesquisas a qualquer um? E outras coisas mais.
*
O que os acadêmicos arrumadinhos com guardas-pós sujinhos de giz sabem, é a parcela que os donos das ciências lhes permitem saber, nada mais que isso.
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Já as ciências esotéricas, o espiritismo, o ocultismo, o orientalismo, etc, estão ai mesmo, nas bancas de livrarias, nas ordens e organizações com endereços fixos, e qualquer um pode se instruir, investigar e entender segundo sua capacidade. Nada é proibido. Agora, não saber aonde buscar, ou não entendê-los, não aceitá-los e misturar tudo na cabecinha, é outro departamento.

Livre-Pensador Diz:
June 30th, 2009 às 9:35 pm
Meu prezado Carlos Magno, vou tentar responder às suas perguntas e comentar o que dizes.

O ser humano é assim mesmo, Magno. Quer saber de tudo. Talvez seja um pouco de megalomania. Poder dizer: “Pra mim não existem mistérios, eu explico tudo como é.” O fato de ainda não haver uma resposta sobre a ORIGEM DA VIDA não quer dizer que ela seja sobrenatural. Já está amplamente divulgado, e é aceito como correta, as explicações dadas pelo evolucionismo. Se sabe exatamente como evoluímos de organismos inferiores. Ainda falta explicar como ela surge da matéria inanimada, apesar de já haver algumas teorias sobre isso. Quanto a ORIGEM DA MATÉRIA, apesar de a teoria do big-bang ser aceita pela maioria existem ciêntistas que ainda defendem a teoria do universo eterno, sem origem nem começo. Como eu disse em meu post, o bom da ciência é isso, informações abertas sujeitas a crítica e avaliações constantes. Logo, como não descobrem?! Tens que concordar que muita coisa tida antes como misteriosa e sobrenatural tem hoje explicação plausível e natural. Do jeito que as coisas vão, logo não haverá mais espaço para o sobrenatural. Hoje ele ainda sobrevive nas lacunas do não explicado. Só não entendi bem o “afanosamente”. Só se você quis dizer que a ciência está roubando, “afanando” as verdades sobrenaturais, sendo o afanar com sentido de derrubar. Acho que é isso, não?
*
Não entendi esse “…a matéria como causa de tudo.” Matéria causa a matéria. Ou, tudo é matéria. Matéria é efeito. Efeito de que? “…consequência de uma energia incrível, invisível…”. Sei não, Magno. Me explica: O que é invisível pra você? O ar, uma bactéria, uma célula, um átomo, eletricidade, magnetismo, gravidade; Tudo isso é invisível, não? E, não obstante, são matéria. Não? “…e desconhecida na sua abrangência.” Se é desconhecida, como se sabe que existe? Como se sabe que abrange alguma coisa? Será que estás falando da imaginária energia “imaterial”? É isso? “…energia incrível, invisível…que concentrada…produz…a própria matéria.” Você está dizendo que a energia “imaterial” se concentra, comprime e forma… Matéria! O imaterial transforma-se milagrosamente em matéria! Aliás, o que diabos seria “imaterial”? Você dirá: “coisa sem essência, insubstâncial, sem forma, que nossa consciência não pode entender.” Tá bom, se não posso entender então devo CRER que é verdade… Não dá! Minha mente arejada não consegue isso: crer sem fundamento.
*
Bom, as leis foram escritas pelo homem e não inventadas. Foi uma forma de interpretar como as coisas acontecem em nosso mundo concreto. Acontece que o universo e a matéria não estão nem aí para essa leis. As coisas acontecem e tenta-se entender como acontecem, ou você acha que quando a terra, ou outros dos planetas do sistema solar, por exemplo, quando dão voltas em torno do sol fazem isso porque escolheram fazer, ou sabem o por quê fazem? As leis astronômicas e a ciência explicam porquê estão lá e fazem aquela órbita. É isso. Simples assim. Agora, querer que se acredite que isso é uma coisa sobrenatural é falácia, invencionice de supersticiosos… Entretando, já, também se sabe (é notícia fresquinha) que a matéria, quando vista em seu nível quântico, não está mais sujeita a nenhuma dessas leis, é tudo aleatório, sem nenhum grau de certeza ou previsão. O que o ser humano criou foram as superstições. E foi dominado por elas. E tá difícil de acabar com elas!
*
Ninguém separa nada neste assunto, Magno! Quanto mais junto e misturado, melhor! Um serve de apoio ao outro, se misturam as “teorias” um do outro para dar vazão e amparo as superstições de todos. Só concordo quando falas da necessidade de conhecer ciência e outros assuntos, serve para arejar a mente…
*
Uma coisa é uma coisa e outra coisa … não é nada!
*
Comentário estranho… “…muito acima do Everest… blá blá blá …” Estás falando do “Mundo imaterial”? “…os valores são outros”. Que valores? Os valores morais? Não são relativos? Nem vou discorrer sobre esse assunto, mas se você pensar com mente arejada verá que os valores morais são, sim, relativos. Medite um pouco sobre isso. Vais fazer muitas descobertas. E por você mesmo. Terás dúvidas. Mas as respostas nem sempre são agradáveis. Aliás a verdade nem sempre é agradável. Pode ser muito dura! Ou talvez não se deva querer respostas. O que elas importam para nosso dia-a-dia?
*
Se você procurar ler mais revistas e livros científicos, disponíveis nas boas livrarias, e não somente livros cheios de superstições, verás que há muita informação para todos os que tiverem boa vontade de procurá-las. Agora, nem todas as informações são para todos. Não teriam serventia para o cidadão comum. Ah, o acelerador de partículas ainda não tem dados interpretados para fornecer, já deu até defeito! Estão no início e o que vier a sair de lá podes não gostar, se continuares abraçado à superstições… E deixe de lado essas bobagens de conspirações governamentais para “esconder a verdade” da população… Ainda vivemos em época de caça às bruxas.
*
Falácias… Conspirações… Tudo bobagem de gente supersticiosa que acredita em tudo sem provas.
*
O mesmo vale para a ciência. Publicações científicas também estão disponíveis a todos, como eu já disse antes. As universidades, Centros Científicos e cientistas também têm endereço fixo! “…e qualquer um pode se instruir, investigar e entender segundo sua capacidade. Nada é proibido. Agora, não saber aonde buscar, ou não entendê-los, não aceitá-los e misturar tudo na cabecinha, é outro departamento.”
Um forte abraço.

Livre-Pensador Diz:
June 30th, 2009 às 9:43 pm
Mais uma última coisa que esqueci de colocar acima. Queria terminar meu texto com uma citação, que infelizmente não me lembro quem fez, e por isso peço desculpas: “O verdadeiro obstáculo para a descoberta não é a ignorância, é a ilusão de conhecimento”.

Carlos Magno Diz:
July 1st, 2009 às 1:45 am
Caro Livre Pensador:
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Tive a impressão de já nos conhecermos, não lá do RGS, mas de outros debates. Mas se não, muito prazer.
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Primeiro afanosamente. Do adjetivo afanoso: cheio de afã, trabalhoso, laborioso. Nada de roubo, trapaças ou coisas do gênero. Ok? Entendido agora?

*
Bem, sua fala simplista não me surpreende, é a mesma dos que se dizem céticos, mas o que me surpreende são os seus enganos. Que é mesmo energia? Esse é um dos grandes dogmas das ciências; é usada, mas não se sabe sua verdadeira origem. É matéria? Como? Tem altura, comprimento, profundidade, tem peso, dimensão real, é palpável, é tri-dimensional? Ou é unicamente captada por ondas? Mesmo Einstein não conseguiu saber, mas intentou condicionar um pedacinho pelo E= mc2, onde E= energia, m=massa e c= a velocidade no vácuo. Logo, podemos objetivamente deduzir que energia é uma coisa e massa ou matéria é outra.
*
Energia não pode ser criada nem destruída, e a energia acumulada exibe massa. Embora massa e energia sejam também consideradas duas formas da mesma coisa, e uma não exista sem a outra, a fórmula de Einstein (hoje já contestada por correntes de cientistas dissidentes) é bem clara ao ser denominada Teoria da Relatividade. Ou seja, no mundo das ciências tudo é relativo por existir somente parâmetros, fórmulas planificadas, que geram conclusões. A fórmula de Einstein faz funcionar ou somente tenta explicar? Pois da mesma maneira que as Leis de Newton batiam com o que ele desejava explicar, hoje já não explicam tudo por estarem superadas. E se uma coisa não fica totalmente explicada, não pode se tornar verdade absoluta somente porque bate com um parâmetro temporal e teórico.
*
Mas como explicar que a energia também existe livre no ar, no éter, sem peso ou dimensão, sem massa? Você saberia dizer de onde ela vem, sem subterfúgios?
*
Nas cabeças dos cientistas tudo tem relação, meu caro, do big bang até o homo sapiens sapiens, ou seja, para eles tudo é matéria, o mundo é matéria e a matéria é pai-mãe do universo. Portanto, não sou eu quem afirma, mas as ciências! Alguns desses devaneadores chegam ao absurdo de afirmar que as leis universais se criaram da própria matéria. Como se todos fossemos idiotas em aceitar tudo o que dizem e batessemos cabeça cegamente para adorar a “religião ciências”!
*
Estranho isso, não? Somos todos matéria, fomos criados “homens-matéria”, e a matéria somente para sacanear ela mesma criou o pensamento, a psique, a alma, o espírito e finalmente Deus! Pois se tudo é matéria onde está a lógica dela criar o invisível, o abstrato e também as odiadas religiões? Eta, mundo complicado, a matéria adorando a não-matéria, o real amando o não-real! Coisas realmente doidas…
*
E quem disse que a teoria da evolução (outra teoria!) está comprovada? Absolutamente, ela somente existe nas cabeças dos darwinistas e já faz água desde sua infeliz criação, estando cheia de furos e enganos. As próprias ciências com o avanço da genética já desconstroem esse monstrengo criado por ateus e materialistas que adoram a sua humilhante e suposta verdade de se terem originado do macaco.
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Os criacionistas esotéricos ou religiosos sempre se colocaram contrariamente a Darwin, e assim se mantiveram. As conclusões das próprias ciências nunca foram uniformes, e certo número de pesquisadores, antes defensores de Darwin, hoje já o contradizem, pois os métodos científicos não conduzem a nenhuma conclusão plausível de que a evolução, como pretendida, esteja incursa em parâmetros naturais e concretos. Não há mais consenso de que o homem tenha evoluído do macaco, e nem consenso há de que tenha evoluído de um ancestral comum, conforme reza a cartilha ateísta da modernidade. Verdade mesmo é que a ONU apresentou um documento oficial e atualizado no qual 500 assinaturas de cientistas em âmbito mundial desacreditam da Teoria de Charles Darwin. Há dentre os assinantes, cientistas membros das Academias de Ciências da Rússia e Estados Unidos e dez cientistas britânicos de Universidades de Wales, Coventry, Glasgow, Bristol, Leeds e do Museu Britânico.
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Uma das comprovações dos geneticistas é que a vida na Terra tem e sempre teve exatamente os mesmos elementos genéticos, DNA e ACGT, os nucleotídeos, o que provaria que a diferença entre apenas 1% do genoma do homem para o chipanzé demonstra não ter havido evolução alguma nas espécies.
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E ao expor-se que a ontogenia recapitula a filogenia, se vem rebuscar elementos analógicos do particular para o geral, ou seja, do desenvolvimento do embrião de uma determinada espécie que repete toda a história pregressa da espécie. Da mesma maneira, muitos cientistas repelem essa analogia, mas dentro do quadro do evolucionismo criacionista, particularmente dos esotéricos, todas as formas de vida repetem, em sínteses, os ciclos evolutivos de suas espécies, de milhões de anos, até atingir a idade adulta ou madura, mas não alteram fundamentalmente suas formas, nem recriam outras espécies.
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Esse pensamento, de certo modo, vai ao encontro de a deriva genética, formulada pelos próprios geneticistas, que ao registrar a modificação da freqüência dos alelos nas espécies, - incluindo as populações humanas, - entendem ocorrer alterações em algumas de suas características que, com o tempo, vem gerar as mudanças nas espécies. Em assim sendo, os votos vão ora para os saltacionistas ora para os gradualistas, mas com nenhuma certeza ou precisão. A deriva genética não confirma que as espécies evoluem para outras, mas unicamente expõe acontecer modificações seqüenciadas ou mutações.
*
Enfim, há uma Babel imensa com meias verdades, enganos rotundos, teorias imaginosas e conclusões precipitadas acerca do evolucionismo, e nenhuma conexão que conduza a uma inequívoca estrutura conclusiva de premissas coadunadas ou a fatos permanentes.
*
Fico por aqui. Abraços.

Livre-Pensador Diz:
July 2nd, 2009 às 4:42 am
Meu caro Magno, o prazer é meu em conhecê-lo desta forma tão instrutiva que acho deveria ser mais aproveitada por quem tem o desejo de conhecimento e de debater idéias. Não, não nos conhecemos. Só comecei a participar de fóruns muito recentemente. Mais uma vez, muito prazer.

Vejo que consegui tirá-lo, ainda que só um pouco, do mundo imaginário. Mundo este que se baseia apenas em testemunhos e nenhuma prova cabal da sua existência, e testemunhos sempre serão testemunhos e não provas.

Veja como é bela e coerente a ciência. Está sempre se questionando, experimentando e compartilhando descobertas.

Sobre o afanosamente só estava sendo jocoso, o que cabia em meu raciocínio irônico naquele momento.

O que é energia? Em geral, o conceito e uso da palavra energia se refere “ao potencial inato para executar trabalho ou realizar uma ação”.

A palavra é usada em vários contextos diferentes. O uso científico tem um significado bem definido e preciso enquanto muitos outros não são tão específicos.

O termo energia também pode designar as reações de uma determinada condição de trabalho, por exemplo o calor, trabalho mecânico (movimento) ou luz. Estes que podem ser realizados por uma fonte inanimada (por exemplo motor, caldeira, refrigerador, alto-falante, lâmpada, vento) ou por um organismo vivo (por exemplo os músculos, energia biológica).

A etimologia da palavra tem origem no idioma grego, onde ????? (ergos) significa “trabalho”.

Qualquer coisa que esteja a trabalhar - por exemplo, a mover outro objeto, a aquecê-lo ou a fazê-lo ser atravessado por uma corrente eléctrica - está a “gastar” energia (uma vez que ocorre uma “transferência”, pois nenhuma energia é perdida, e sim transformada ou transferida a outro corpo). Portanto, qualquer coisa que esteja pronta a trabalhar possui energia. Enquanto o trabalho é realizado, ocorre uma transferência de energia.

O conceito de Energia é um dos conceitos essenciais da Física. Nascido no século XIX, pode ser encontrado em todas as disciplinas da Física (mecânica, termodinâmica, eletromagnetismo, mecânica quântica, etc.) assim como em outras disciplinas, particularmente na Química. (se quiser saber mais sobre energia visite o site http://pt.wikipedia.org/wiki/Energia).

Como verás não há nada de sobrenatural nela e qualquer outra afirmação é balela, invencionice, pseudo-conhecimento.

Einstein não inventou a Relatividade, meu caro, ele percebeu que existia e a interpretou matematicamente para que fosse útil, como fez antes Newton. Ela não está sendo questionada coisa nenhuma, se informe mais. Não invente… O que está acontecendo é que surgiram problemas para ela com o advento dos estudos do nível quântico da matéria, como eu disse no post anterior. Parece que distorces os temas para ajustá-los a suas crenças, ou pelo prazer de difamar e passar falsas informações. Como aconteceu com Newton - quando suas descobertas começaram a não explicar certos fenômenos fora da terra, surgiram dúvidas que só foram desfeitas com as descobertas, veja bem, DESCOBERTAS de Einstein; Está acontecendo o mesmo agora em nível quântico. Mas já estão surgindo fórmulas para explicá-las como o Princípio da Incerteza de Eisenberg, formulado inicialmente em 1927 por Werner Heisenberg, impondo restrições à precisão com que se podem efetuar medidas simultâneas de uma classe de pares de observáveis. (wikipedia http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_Incerteza). Um pouco de pesquisa faz bem…

Como vês isso foi logo ali, bem pertinho das descobertas de Einstein, que foram em 1915, mas elas continuam valendo. Qual teoria você acha que é usada nos cálculos quando mandam foguetes e sondas a outros planetas? E pode-se dizer que energia é inerente à matéria sim! É matéria sim! E idiota é aceitar teorias absurdas baseadas em devaneios sobrenaturais que não resistem a um exame mais sério e acurado. Todos os fenômenos sobrenaturais foram de alguma forma desmascarados como farsa. E entre todos os fenômenos mediúnicos. Existe um prêmio de um milhão de dólares para quem provar que eles existem de fato. Até agora nada… E não existe uma religião da ciência, mas não duvido que ignorantes, num tempo que espero não muito distante, quando essas bobagens sobrenaturais ficarem na lembrança, criem uma religião da ciência. Os ignorantes adoram adorar algo sem se aprofundar no assunto.

Por quê o Homem pensa? Um animal pensa? Mas, dirás, o animal não tem consciência própria, é irracional, se for mesmo assim, não se sabe ao certo ainda, bom pra eles. Têm menos com que se preocupar e não tem nenhuma religião ou misticismo, nem adoram algum deus animal, como fazem alguns dotados de raciocínio. Psiquê, alma, espírito e Deus… cai no mesmo saco de gatos. Qual a lógica de criar o invisível? Não tem lógica, é coisa de seres que raciocinam. Prefiro a lógica dos animais.

A teoria da evolução não está comprovada… O que andas lendo, meu caro. Achas que basta levantar uma citação como essa pra ser verdade? E o homem ter evoluído do macaco é um argumento do século XIX!!! Surgiu para difamar a teoria e foi inventada por religiosos que se sentiam ameaçados por elas, e pior, também por CIENTISTAS RELIGIOSOS. Não sei como eles harmonizam duas coisas tão opostas.. Como você mesmo disse, criacionistas esotéricos e religiosos são os que ainda são contrários a ela, ôpa… Espera aí… Criacionistas esotéricos e CRIACIONISTAS RELIGIOSOS!?! Quase que me arrancaste um “Meu Deus do Céu!!!” ou “Ave Maria!!!”. O que que é isso, Magno, se perdendo em seus argumentos? Todo religioso é obrigado a ser criacionista, isso é redundância. E eu nunca disse que as conclusões da ciência eram uniformes, e nisso, finalmente a gente concorda. E, mais uma vez, não faça citações venais como se fossem verdades. Pode não haver consenso mais a maioria já aceita a teoria da evolução. E continuam abertos a novas descobertas que a corroborem ou aperfeiçoem-na. Ou até derrubem. E a falta de consenso, torno a repetir, se deve aos cientistas religiosos, que pelo que disseste, são muito poucos, uns 500. E aposto que essas universidades são católicas ou protestantes, ou melhor cristãs.

Geneticistas religiosos usam argumentos sempre tendenciosos, ouça o outro lado, Leia O Gene Egoísta, de Richard Dawkins, é muito esclarecedor. O fator para as espécies estar tão perto uma da outra só comprova, e não desmerece. O fator tempo é, aí, muito importante e crucial. Foram necessários, mais ou menos, 6 bilhões de anos para surgir a terra, outros 4 para surgir a vida (tens idéia do que sejam 10 bilhões de anos?), e apenas uns 100 mil para surgir a consciência. Não dá para termos idéia nem do que sejam 2000 anos… Quantas gerações não se passaram nesses 4 bilhões de anos… Trilhões de gerações! Tomando como base a espectativa de vida dos seres vivos. Por isso tanta proximidade entre as espécies. As bactérias e vírus não criam resistência aos medicamentos? E de uma forma bem rápida, não? Então evoluem! Espécies novas estão a surgir a todo instante, só não podes ver. E volta e meia se encontram espécies novas de pássaros, peixes. E ainda mais, não há nem consenso na classificação de espécie. Mas se está caminhando.

Na evolução não há certezas, como no mundo quântico, como já concordamos. Quanto ao que dizes: “A deriva genética não confirma que as espécies evoluem para outras, mas unicamente expõe acontecer modificações seqüenciadas ou MUTAÇÕES.”(o crivo é meu) , são exatamente as mutações que causam evolução, mutações que sejam úteis para a perpetuação da espécie, como maior prole, ou maior resistência ao ambiente, são repassadas, as inúteis desaparecem com o indivíduo portador dela, já que não conseguirá acasalar ou morrerá pelas agruras do ambiente ao qual não está adaptado. Entre os humanos esse equilíbrio desaparece pois o humano evita filho, driblando a ditadura genética, e mantendo em seu meio social indivíduos com mutações desfavoráveis, devido a fatores que bem sabes, que passam genes defeituosos adiante. Não estou entrando no mérito de isso ser certo ou errado, só reconhecendo um fato. Não me censures por isso.

Pra terminar e ante ao exposto cito você mesmo outra vez: “Enfim, há uma Babel imensa com meias verdades, enganos rotundos, teorias imaginosas e conclusões precipitadas acerca do CRIACIONISMO, e nenhuma conexão que conduza a uma inequívoca estrutura conclusiva de premissas coadunadas ou a fatos permanentes.”, só troquei a palavra evolucionismo por criacionismo, mas poderia ser mundo espiritual, esoterismo ou qualquer outra bobagem do gênero.

Fico por aqui. Abraço.

Carlos Magno Diz:
July 2nd, 2009 às 9:33 pm
Livre Pensador:
*
Seus pífios argumentos estão todos tão bem copiadinhos, tão coladinho no “control C control V”, que não há a menor graça em debater com uma página fac símile.
*
E ainda me vêm falar de pseudo-conhecimento!
*
Vou definir de uma vez por todas: não estou aqui para convencer ninguém, mas também não vejo qualquer proveito em debater em termos robóticos e rasos como você deseja e faz.
*
Debater onde existe flagrante falta de originalidade e claríssima horizontalidade mecânica das mais comuns, e onde se vê o prazer quase orgástico de negar sempre e agredir, não faz meu gênero. Isto não é ceticismo nem aqui nem na Manchúria.
*
Suas respostas, - se assim deva apelidá-las, - copiadas, ou confusamente misturadas no liquidificador, não estimulam à menor reflexão, principalmente porque a nada se aproximam do que é exposto e a tudo tergiversam. Seria de minha parte exercitar-me sobre a falta de qualidade - pura perda de tempo e nada ganho com isso! Tolice continuar a replicar nesses termos.
*
Passar bem!

Livre-Pensador Diz:
July 3rd, 2009 às 4:33 am
Caro Magno,

Peço que me perdoe se o fiz sentir-se ofendido. Minha intenção não era essa. Quando se debate quase sempre acaba deste jeito.

Também não tenho intenção de convencê-lo a mudar de opinião, pois a própria natureza humana faz com que sejamos incisivos numa batalha contra o que possa parecer um adversário. Não sou seu adversário… Debatíamos idéias. Trocávamos idéias. Num debate quase sempre o que se quer é impor um ponto de vista sobre outro ponto de vista e usei, como sempre, o que tenho informação. Citei as fontes. Não as escondi.

Fiquei um pouco triste com suas palavras; Quase amargas…

Espero que nossa conversa tenha servido para alguma coisa, se não pra você, para um alguém que possa ler o que escrevemos.

Gostaria de me despedir com uma música de Milton Nascimento, que serve tanto pra mim quanto pra você, e acho, engloba o que debatemos:
(Ó… Vai no control C control D, hein… rsrsrsrs)

Caçador de Mim

Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim

Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim

Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim

*
Não esquenta, viu? Vida que segue…

Fique em paz; Sou muito agradecido pela oportunidade.

Um grande abraço.