sexta-feira, 10 de novembro de 2017
Cientistas desenvolvem nova teoria da evolução molecular
A teoria oferece novos conhecimentos sobre como e por que a vida evoluiu em um nível básico.
Por Douglas Rodrigues Aguiar de Oliveira -nov 3, 20171
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Créditos: Adobe Stock.
Pesquisadores do Campus Médico da Universidade do Colorado e da Universidade de Londres desenvolveram uma nova teoria da evolução molecular, que oferece informações sobre como os genes funcionam, como as taxas de divergência evolutiva são previstas e como as mutações nocivas ocorrem em um nível básico.
“As moléculas são a base de toda a vida e queremos descobrir por que as moléculas evoluem do jeito que fazem”, afirmou o coautor David Pollock, PhD, professor de bioquímica e genética molecular da CU School of Medicine.
Pollock e seu colega Richard Goldstein, PhD, professor de infecção e imunidade na Universidade de Londres, publicou o estudo no dia 23 de outubro de 2017, na revista Nature Ecology and Evolution.
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Sua teoria da mecânica evolutiva transforma os sistemas moleculares em evolução em um quadro onde as ferramentas da mecânica estatística podem ser aplicadas, abrindo uma nova janela para a evolução da proteína.
“A abordagem baseia-se na compreensão das proteínas como sistemas integrados”, disse Goldstein. “Muitas vezes, ignoramos as interações entre as diferentes partes de uma proteína, mas sabemos que as mudanças em uma parte da proteína afetam as mudanças subsequentes em outras partes. Isso é realmente importante para entender por que essas moléculas evoluem do jeito que fazem”.
As proteínas mudam constantemente à medida que as mutações são fixas ou eliminadas, dependendo de sua estrutura, função e estabilidade. Isso depende das interações de aminoácidos em toda a proteína que causam a evolução em um local para alterar a chance de evolução em outros locais.
Os cientistas descobriram que poderiam prever taxas de evolução de proteínas com base em suas propriedades bioquímicas.
“Isso foi uma verdadeira surpresa”, disse Pollock. “Nossa teoria explica os conhecidos efeitos da genética populacional, como a força de seleção e o tamanho efetivo da população, que são deduzidas a partir das equações finais que preveem a taxa de evolução molecular”.
Durante anos, os pesquisadores enfrentam problemas com os modelos padrão da evolução molecular utilizados no estudo das relações evolutivas entre as espécies. Isso trouxe dificuldades na reconstrução de importantes eventos evolutivos em organismos ancestrais.
Esses padrões de convergência molecular foram encontrados para mudar regularmente ao longo do tempo evolutivo de formas que indicavam continuamente restrições flutuantes em diferentes partes das proteínas.
“Isso gira em torno da ideia usual de que os aminoácidos serão ajustados às exigências do resto da proteína”, disse Goldstein. “Mas não pudemos explicar exatamente por que isso aconteceu, ou se houve alguma regularidade no processo”.
Mas uma vez que o sistema foi colocado em uma estrutura de mecânica estatística, a magnitude do enraizamento de aminoácidos foi vista como central para a compreensão das taxas de divergência evolutiva.
Os pesquisadores disseram que a força de seleção na evolução da proteína é equilibrada pela sequência de entropia da dobradura, o número de sequências que fornecem uma proteína com um determinado grau de estabilidade.
“Gostamos de pensar nos outros aminoácidos como um bando de crianças pulando em um colchão de espuma de memória, enquanto você tenta caminhar sobre ele”, disse Pollock. “Na maioria das vezes, seus pés afundam no colchão e você não pode dar um passo adiante, mas, de vez em quando, as crianças criam uma cavidade no colchão que permite que você prossiga”.
Referência
Goldstein, R. A., & Pollock, D. D. (2017). Sequence entropy of folding and the absolute rate of amino acid substitutions. Nature ecology & evolution.
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
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Carl Vaz
30 de outubro às 13:51 ·
12 falsas profecias da Nossa Senhora Adventista de Todos os Sonhos
“Estimado irmão Ennis Meier
Não há dúvidas de que a lição da Escola Sabatina deste trimestre (jan/fev/mar/2009) tem sido útil em nos incentivar a pesquisar mais a fundo os assuntos por ela abordados. Visitando o próprio site do White State, descobre-se muitas coisas. Uma delas é sobre as profecias de Ellen White que não tiveram cumprimento.
Envio-lhe mais essa pesquisa como contribuição para o seu site.
12 Profecias de Ellen White que não se cumpriram
Para quem está estudando a lição da Escola Sabatina deste trimestre, transparecerá a idéia de que Ellen White fez uma ou duas profecias que não se cumpriram porque eram condicionais. (Observe isso na página 71 da Lição do Professor). A realidade, porém é outra. Foram mais de dez.
Porém, é necessário fazer uma análise mais ampla do que é considerado profecia nos escritos de Ellen White.
Um profeta algumas vezes faz afirmações com relação ao futuro que encontram cumprimento em seu tempo ou após sua morte. Via de regra, esta é uma das principais indicações do caráter divino da obra de um profeta. Também é verdade que existem profecias condicionais. Mas essa análise deve ser feita com sabedoria.
1. Ellen G. White predisse que a Inglaterra declararia guerra contra os Estados Unidos. Sua profecia com relação a Inglaterra dizia respeito à Guerra Civil americana e não se cumpriu. (Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p. 259).
2. Ellen G. White predisse que Jerusalém jamais seria reconstruída. A cidade de Jerusalém foi reconstruída e Israel voltou a existir como país. (Primeiros Escritos, p. 75).
3. Ellen G. White, baseando-se equivocadamente em outros autores, predisse que a Turquia deixaria de existir. A Turquia continua a existir e atualmente não parece haver possibilidades de que venha a deixar de ser um país tão cedo. (Ver Josiah Litch, “The Rise and Progress of Adventism,” The Advent Shield and Review, maio de 1844, p. 92, citado em Seventh-day Adventist Bible Students’ Source Book, p. 513). (Ver The Seventh-day Adventist Encyclopedia , vol. 11, pp. 51 e 52).
4. Ellen G. White profetizou que alguns que estavam vivos em 1856 estariam vivos por ocasião do retorno de Cristo. (O Testemunho de Jesus, p. 108). Ela se referia a pessoas que estavam presentes em uma reunião da Igreja Adventista e por já haverem morrido todos, essa profecia também não se cumpriu.
5. Ellen G. White afirmou em 1850 que Cristo retornaria em poucos meses. (Primeiros Escritos 58, 64, 67).
6. Ellen G. White afirmou que a Guerra Civil Americana era um sinal de que Cristo iria logo retornar. (Testimonies For The Church, T.1:260). A Guerra Civil americana terminou em 1865.
7. Ellen G. White profetizou que Cristo voltaria antes da escravidão ser abolida. (Early Writings, pp 35).
8. Ellen G. White profetizou que a escravidão seria restabelecida nos estados do sul dos Estados Unidos. (Spalding, Magan Collection, page 21 et 2 MR #153, page 300). O contexto da sua declaração era também por ocasião da Guerra civil Americana e essa profecia não se cumpriu. Talvez possa se cumprir no futuro.
9. Ellen G. White profetizou que a “Terra será logo despovoada” se Jesus demorar a voltar. (Testimony” #8, p.94, in Spiritual Gifts III-IV – Battle Creek: Steam Press, 1864). A despeito de tantas guerras, fomes e epidemias, o que vemos é que a Terra está cada vez mais povoada a medida que o tempo passa.
10. Ellen White predisse que os senhores dos escravos dos seus dias experimentariam as sete últimas pragas descritas no livro do Apocalipse. (Early Writings, p. 276). Todos os senhores dos escravos de seu tempo já estão mortos.
11. Ellen G. White profetizou que estaria viva quando Jesus regressasse. (Early Writings, pp. 15-16).
Às vezes Sra. White fazia predições específicas que envolviam certas pessoas. Uma delas foi o pioneiro adventista Moses Hull. Em 1862 Hull estava no processo de perder sua fé no adventismo. Parece que o casal White desistiu de argumentar com ele e agora Ellen G. White recorre ao apelo de profetizar sobre o terrível futuro que o aguardava se ele saísse do povo do advento: “Se você procede do modo que você começou, miséria e aflição estão diante de você. A mão de Deus o prenderá até o ponto em que você não poderá vestir-se. A ira dele não dormirá. Testemunhos, Vol. 1, pp. 430-431. Isto nunca aconteceu. Apesar das advertências da sra. White, ele abandonou o adventismo e procedeu “como ele tinha começado”. E é um fato que o “sr. Hull se manteve bem por muitos longos anos até uma idade avançada e nada do que foi predito aconteceu”. (D.M. Canright, Life of E.G. White, cap. 15).
12. Ellen G. White afirmou que a “a enfermidade” do irmão C. Carlstedt “não era para morte, mas para a glória de Deus”. (C. Carlstedt estava gravemente enfermo de febre tifóide e parecia que não viveria muito tempo mais). Ele morreu dois dias depois. (Charles Lee, Three Important Questions for Seventh-Day Adventists to Consider).
13. Embora tenha predito a destruição de São Francisco, ela não fez nenhuma menção de terremoto e incêndio como possíveis causas. Na mesma profecia ela incluiu a cidade de Oakland que praticamente não foi atingida. (Ms 30, 1903). Mais tarde ela escreveu sobre Oakland: “São Francisco foi visitada com duros juizos, mas Oakland foi misericordiosamente preservada.” (Manuscrito 25; Ev. 296).
No site do White State (ellengwhite.org), bem como no do Centro White do Brasil (centrowhite.org.br) há uma tentativa de explicar porque algumas destas profecias não se cumpriram.
Irmão John Clophas – SC – Brasil”
Fonte: http://www.adventistas.ws/profecias8.htm
Postado por Luciano Sena do http://mcapologetico.blogspot.com.br/
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
Como o cristianismo se tornou uma religião que Jesus teria rejeitado.
Por Richard Hagenston
“Quando eu era um pastor da Igreja Metodista Unida, aprendi uma coisa perturbadora com as minhas próprias experiências e com as de alguns colegas que servem outras igrejas: Muitos ministros guardam segredos sobre a Bíblia, para que as coisas que aprenderam no seminário (ou em outras fontes) não prejudiquem a frequência à igreja e a oferta dominical.”
“Isso colocou alguns amigos meus em um dilema terrível, forçados a dizer coisas no púlpito porque eram doutrinariamente exigidas, mas que já tinham questionado em particular. Quanto a mim, resolvi o assunto deixando o pastorado. Quando o fiz, recebi telefonemas de parabéns de dois ministros próximos. Um desses telefonemas foi especialmente pungente. Disse-me que eu era afortunado por ter outras habilidades de minha experiência de trabalho anterior, mas que tudo o que ele tinha sido treinado para fazer, era ser um ministro. E que ele se sentia preso ao púlpito, dizendo coisas em que ele não acreditava mais, a fim de continuar a sustentar sua família.”
É hora de revelar nossos segredos sobre a Bíblia. É hora de os cristãos saberem o que seus pastores nunca lhes dirão.
1 - Os Apóstolos de Jesus não sabiam nada sobre um nascimento virginal
A menção mais antiga do nascimento de Jesus não são as histórias da natividade nos evangelhos de Mateus e Lucas, mas alguns versículos na carta de Paulo aos romanos. Ele disse que a escreveu depois de ter se encontrado com Pedro e outros que tinham conhecido pessoalmente não só a Jesus, mas também a sua mãe e irmãos, MAS NENHUM APÓSTOLO JAMAIS FALOU UMA LINHA SOBRE PAULO. Apesar afirmar que aprendeu com eles tudo o que eles poderiam dizer sobre Jesus, Paulo não mostra nenhum sinal de ter ouvido falar de um nascimento virginal. Em vez disso, ele escreveu que Jesus "descendia de Davi de acordo com a carne" (O que é impossível, já que ele é filho de Maria com o Espírito Santo e se não tem sangue de José, não é descendente carnal de Davi) e foi declarado ser o Filho de Deus não por qualquer nascimento especial que Paulo menciona, mas por sua ressurreição (Romanos 1:3-4).
• Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus. O qual antes prometeu pelos seus profetas nas santas escrituras, Acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne, Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dentre os mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor, Romanos 1:1-4
As histórias de natividade em Mateus e Lucas, sugerindo que Jesus teve um nascimento virginal em Belém (o local de nascimento de Davi), foram inventadas mais tarde e nem mesmo seus próprios apóstolos mostraram qualquer indicação de saber algo sobre isso.
Fora isso, nestes poucos versículo Paulo também mente descaradamente sobre ter sido chamado para apóstolo, pois jamais foi mencionado nos evangelhos como apóstolo de Jesus (ele usa a fórmula do delírio psicótico para se autodeclarar apóstolo, como fez Isaías) , mente também sobre os profetas terem falado de Jesus. Nenhum profeta do Antigo Testamento fez qualquer referência a um messias semelhante Jesus Cristo.
2 - Jesus disse que não queria ter gentios como seguidores
O fato de o cristianismo se ter tornado uma religião de gentios que literalmente adoram Jesus, é uma grande ironia porque em seu ministério, Jesus disse que não pretendia oferecer nada aos gentios. Mateus 10: 5 mostra Jesus dando a seus discípulos instruções duras para que " Não se dirijam aos gentios ".
• Jesus enviou estes doze com as seguintes instruções: "Não se dirijam aos gentios, nem entrem em cidade alguma dos samaritanos. Mateus 10:5
É verdade que o capítulo 8 de Mateus e o capítulo 7 de Lucas mostram Jesus curando o servo de um soldado romano. No entanto, isso só aconteceu depois que o soldado disse que era indigno da atenção de Jesus. Assim como seu falso pai, Jesus exige que as pessoas se humilhem diante dele.
Também é possível que Jesus tenha atendido o pedido do romano porque pensou que o servo era judeu, porque, como mostrado em Mateus 15:21-28, quando uma mulher indiscutivelmente gentia, pedia cura para sua filha, Jesus inicialmente a ignorou. Ela era tão persistente com suas súplicas que seus apóstolos tentavam silenciá-la. Mas eles não pediram a Jesus que se livrasse dela, ajudando-a. Em vez disso, sabendo de sua atitude contra os gentios, eles pediram-lhe para mandá-la embora. Quando ela finalmente se ajoelhou diante de Jesus, tornando impossível continuar a ignorá-la, ele disse que foi enviado "apenas para as ovelhas perdidas da casa de Israel." Ele então deixou claro que os gentios não eram melhores que um cão e que não era justo tirar o alimento dos filhos (judeus) e dá-los aos cães (gentios). Somente após a mulher argumentar que mesmo os cães comem as migalhas que caem da mesa de seus donos, Jesus a elogiou por sua fé e deu a ajuda que ela procurava. Outra evidência de que Jesus odiava os gentios vem da resistência de seus discípulos aos esforços de Paulo na conversão dos gentios, segundo Paulo:
• Gálatas 2:11-14 - Quando, porém, Pedro veio a Antióquia, enfrentei-o face a face, por sua atitude condenável. Pois, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, ele comia com os gentios. Quando, porém, eles chegaram, afastou-se e separou-se dos gentios, temendo os que eram da circuncisão. Os demais judeus também se uniram a ele nessa hipocrisia, de modo que até Barnabé se deixou levar. Quando vi que não estavam andando de acordo com a verdade do evangelho, declarei a Pedro, diante de todos: "Você é judeu, mas vive como gentio e não como judeu. Portanto, como pode obrigar gentios a viverem como judeus?
Estas são mentiras de Paulo, pois nenhum apóstolo jamais relatou qualquer encontro com Paulo ou sequer citaram seu nome.
O cristianismo acabou se tornando uma religião dos gentios, não por causa de qualquer contato pessoal deles com Jesus durante sua vida, mas por causa da obra de Paulo e do fato de que a maioria dos judeus, a quem Jesus se apresentava, rejeitou. Mas a verdade pode ser bem outra: os judeus não o rejeitaram, simplesmente não o conheceram.
3 - Nos três primeiros evangelhos, Jesus diz a todos para não pensarem nele como Deus
O Evangelho de João mostra repetidamente Jesus fazendo afirmações sobre sua divindade. Mas em nenhum lugar dos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, amplamente reconhecidos como escritos anteriores ao de João e, portanto, mais próximos dos eventos que eles descrevem, Jesus afirma ser uma divindade.
Na verdade, todos os três primeiros evangelhos mostram Jesus repreendendo que nunca deveria ser visto como Deus. Em Marcos 10:18 Jesus diz: " Respondeu-lhe Jesus: "Por que você me chama bom? Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus." Obviamente, ele se ofendeu com o simples pensamento de que ele poderia ser considerado como tendo a mesma justiça que Deus. Ele diz a mesma coisa em Lucas 18:19 e Mateus 19:17.
4 - As aparições pós-ressurreição têm contradições irreconciliáveis
Os relatos dos evangelhos sobre as aparições de Jesus após sua ressurreição diferem substancialmente, inclusive sobre o local onde ele teria aparecido aos seus apóstolos. Os evangelhos de Mateus e Marcos dizem que as aparições foram na Galileia. Já Lucas e Atos que foram apenas no entorno de Jerusalém. Para aumentar a confusão, João diz que apareceu em ambas localidades: Galileia e Jerusalém. Mais um milagre de Jesus?
Para aumentar a confusão, o Evangelho de João mostra Jesus aparecendo na Galiléia e em Jerusalém. A aparição real de um Jesus ressuscitado teria sido tão impressionante que levanta a questão da inexistência de sequer um registro de tal evento; que teria causado impressão suficiente para ser transmitido em todos os evangelhos.
5 - Jesus era contra a oração pública PRATICADA POR CATÓLICOS E PROTESTANTES
Ou seja, para Jesus, até mesmo nos templos não se deve rezar em voz alta. Mas em Timóteo temos isto:
Aqueles que defendem a oração pública em contextos tão diversos como reuniões governamentais e jogos de futebol não parecem conhecer a Bíblia. Se o conhecessem, perceberiam que Jesus é contra isso. Mateus 6:1-4, ele adverte contra a pratica da caridade diante dos outros, dizendo que aqueles que o fazem "não terão recompensa do Pai celestial".
Mateus 6:1-4 - Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente.
Em Mateus 6: 6, como um prefácio à Oração do Senhor, ele diz que para orar deve-se entrar em seu quarto, fechar a porta e orar em segredo. Na verdade, a Versão King James da Bíblia traduz isso como entrar em um “closet”, algo ainda mais escondido para orar.
Mateus 6:6-8 - Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lhe pedirdes.
Talvez ainda mais significativo seja o fato de que em Mateus 6: 5 Jesus critica duramente aqueles que oram em sinagogas, os locais de adoração de seu tempo. Com base nisso, parece possível, por mais chocante que seja, que ele também tenha desaprovado a oração pública nas igrejas, muito menos nas reuniões do governo, como é comum no Brasil, nas câmaras de vereadores.
Mateus 6:5 - E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
É preciso notar com especial atenção o versículo Mateus 6:8:
Mateus 6:8 - Não vos assemelheis, pois, a eles (os que rezam nas sinagogas, templos e em público); porque VOSSO PAI SABE O QUE VOS É NECESSÁRIO, ANTES DE VÓS LHE PEDIRDES.
Este versículo entra em contradição brutal com os seguintes e os anteriores , pois nele Jesus deixa claro que qualquer tipo de oração é desnecessário, já que Deus sabe tudo antes que os crentes peçam. Este versículo descarta mesmo a oração privada. Mas logo depois ensina a rezar o pai nosso. Parece que os versículos ensinando a orar são falsificações feitas pela igreja. POIS SE DEUS SABE O QUE OS CRENTES NECESSITAM, QUALQUER FORMA DE ORAÇÃO É ABSOLUTAMENTE DESNECESSÁRIA E INÚTIL.
Paulo, falso apóstolo mentiroso e ladrão que prega tudo ao contrário de Jesus, contraria ainda mais as orientações de Jesus e as falsificações da Igreja, pois em Timóteo ensina o contrário de tudo:
1 Timóteo 2:8 - Quero, pois, que os homens OREM EM TODO O LUGAR, levantando mãos santas, sem ira nem contenda.
Contradições absurdas como estas tornam impossível ver qualquer credibilidade ou coerência no texto bíblico.
6 - Alguns livros da Bíblia são falsos
Meus professores de seminário mencionaram que alguns livros da Bíblia, especialmente algumas cartas atribuídas a Paulo, provavelmente foram escritos por pessoas que mentiram sobre o que Paulo tinha pregado para dar a autoridade de Paulo às suas próprias ideias. Mas eles nunca dizem isso sem rodeios. Eles nem sequer conseguem usar a palavra "falsificações". Em vez disso, eles usam "pseudepigrafia", uma palavra extravagante para textos antigos, aos quais é atribuída falsa autoria, que é uma forma de disfarsar as falsificações.
Especialmente suspeitas são as chamadas epístolas pastorais, 1 e 2 Timóteo e Tito. Como eles fizeram isso na Bíblia sob o nome de Paulo, alguns acham razões para insistir que devem ser autênticos. No entanto, existe um amplo consenso entre muitos estudiosos da Bíblia de que eles diferem tanto do vocabulário, estilo e ensinamentos de Paulo, que não poderiam ser escritos por ele.
Tudo isso levanta a questão de quanta autoridade se deseja dar aos escritos daqueles que não eram verdadeiros sobre quem eles eram. Por exemplo, em contraste com o respeito que Paulo mostrou às mulheres, o autor de 1 Timóteo pensava muito diferente. Em:
1 Timóteo 2:11-15 ele diz: 11 A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. 12 Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. 13 Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. 14 E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. 15 Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecer com modéstia na fé, no amor e na santificação.
Um ponto semelhante aparece em uma carta (supostamente) autêntica de Paulo em 1 Coríntios 14:34-35:
“As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja.”
No entanto, esses versos quebram profundamente o fluxo da passagem em que aparecem e são tão contrários a outras coisas que Paulo escreve, que parecem ser uma inserção (interpolação) posterior feita por outra pessoa querendo reivindicar a autoridade de Paulo para suas ideias repressivas em relação às mulheres.
Ainda assim, esses versículos em 1 Timóteo e 1 Coríntios, aparentemente escritos por pessoas que fingiram ser alguém que não eram, são usados até hoje para justificar a limitação dos papéis de liderança das mulheres em algumas igrejas.
7 - Partes da Bíblia foram intencionalmente escritas para discordar de outras partes
A Bíblia não só tem muitas contradições, Mas algumas delas são claramente intencionais.
Um exemplo do Antigo Testamento é encontrado no Salmo 51. Esse salmo foi escrito depois que Babilônia destruiu Jerusalém (e seu Templo que tinha sido construído por Salomão) e levou os habitantes da cidade para o exílio. Visto que o Templo não estava mais disponível para o sacrifício, o autor do Salmo 51 oferece conforto nos versículos 16 e 17, dizendo que Deus nem sequer deseja sacrifício, mas apenas um coração contrito.
Mas então, em uma contradição claramente intencional, alguém que discordou com isso, acrescentou imediatamente depois, os versículos 18 e 19 dizendo que Deus ficaria feliz com os sacrifícios que se seguiria uma reconstrução de Jerusalém.
Salmos 51:16-19
Pois NÃO DESEJAS SACRIFÍCIOS, SENÃO EU OS DARIA; TU NÃO TE DELEITAS EM HOLOCAUSTOS. 17 - Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus. 18 - Faze o bem a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica os muros de Jerusalém. 19 - Então TE AGRADARÁS DOS SACRIFÍCIOS DE JUSTIÇA, DOS HOLOCAUSTOS E DAS OFERTAS QUEIMADAS; ENTÃO SE OFERECERÃO NOVILHOS SOBRE O TEU ALTAR.
Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas descrevem um episódio em que João Batista oferece um batismo em troca de perdão dos pecados por intermédio do arrependimento. Mas, escrevendo mais tarde, o autor do Evangelho de João não gostou nada disso porque, para ele, o perdão só pode ser concedido através de sacrifício — o sacrifício de sangue do próprio Jesus.
Marcos 1:4,5
Apareceu JOÃO BATIZANDO NO DESERTO, E PREGANDO O BATISMO DE ARREPENDIMENTO, PARA REMISSÃO DOS PECADOS. E toda a província da Judéia e os de Jerusalém iam ter com ele; e todos eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados.
João 1:29
No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
João 1:36
E, vendo passar a Jesus, disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus.
Contradições como as no Salmo 51 e o que os evangelhos dizem sobre João Batista e outras do Antigo e Novo Testamento, mostram que muito do que diz a Bíblia é um jogo de escritos de diferentes correntes de seguidores de Jesus, as quais muitas vezes entram em conflito umas com as outras.
8 - Apóstolos que viveram com Jesus não concordavam com Paulo
O apóstolo Paulo era um homem constantemente atacado por suas crenças. Em Gálatas 1: 6-9 ele se queixa daqueles que pensavam que seu evangelho estava errado e estavam levando as pessoas a se afastassem do que ele lhes havia ensinado. Não querendo dar voz à oposição, ele não menciona as questões em disputa nem se consideram culpado pelo surgimento delas. Mas ao contrário, diz:
Gálatas 1:6-9
Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho que, na realidade, não é o evangelho. O que ocorre é que algumas pessoas os estão perturbando, querendo perverter o evangelho de Cristo. Mas ainda que nós ou um anjo do céu pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado! Como já dissemos, agora repito: SE ALGUÉM LHES ANUNCIA UM EVANGELHO DIFERENTE DAQUELE QUE JÁ RECEBERAM, QUE SEJA AMALDIÇOADO!
Quanto à identidade dos adversários de Paulo, em 2Coríntios 11:13 ele os chama de "falsos apóstolos, obreiros enganosos, disfarçando-se como apóstolos de Cristo". Mas quem eram eles? Em 2Coríntios 11:5 ele sarcasticamente os chama de "super-apóstolos". Naquela época, os "super-apóstolos" poderiam ter significado apenas uma coisa: os apóstolos originais.
2 Coríntios 11:13
Pois tais homens são falsos apóstolos, obreiros enganosos, fingindo-se apóstolos de Cristo.
2 Coríntios 11:15
Portanto, não é surpresa que os seus servos finjam que são servos da justiça. O fim deles será o que as suas ações merecem.
ISSO LEVA A UMA PERGUNTA: UMA VEZ QUE OS ENSINAMENTOS DE PAULO SE TORNARAM A BASE DA FÉ CRISTÃ DE HOJE, JESUS TERIA APROVADO A RELIGIÃO QUE HOJE É PROCLAMADA EM SEU NOME? Responder a essa pergunta é a base do meu livro Fabricating Faith.
“Ainda sou cristão, mas não creio que devamos nos esconder dos fatos sobre nossa própria fé. Quantos pastores sabem sobre esses problemas, mas nunca mencionam em um sermão? Quantos deles estão privando suas congregações de uma compreensão mais completa e profunda de sua fé, com todas as suas complexidades? Devemos estar dispostos a abraçar algumas verdades desconfortáveis. ” Ex-pastor Hagenston.
Referências:
Baseado no texo do ex-Pastor Metodista Hagenston, da Igreja United Methodist Church, para o site Patheos, de seu livro Fabricating Faith: How Christianity Became a Religion Jesus Would Have Rejected (Fabricando a fé: Como o cristianismo se tornou uma religião que Jesus teria rejeitado)
1. http://www.patheos.com/…/8-things-your-pastor-will-never-t…/
2. Fabricating Faith: How Christianity Became a Religion Jesus Would Have Rejected
3. https://www.scribd.com/us…/31810001/Colecao-Fabulas-Biblicas Ana Burke
Inconsistência dos chamados castigos divinos
O homem primitivo viu nas forças da natureza, raios, terremotos, vulcões, vendavais, etc., a manifestação da ira divina contra o mundo. Esse pensamento primevo transpôs a Pré-História, a Idade Clássica, a Idade Média, a Moderna e a Contemporânea. E, por incrível que pareça, essa visão pré-histórica se mantém viva nas mentes de muita gente após dois milênios de cristianismo. Quando se questiona sobre os destinatários desses castigos, os fiéis respondem com frases pouco racionais, como, “não entendemos os desígnios divinos”; "Deus escreve certo por linhas tortas”; etc. Todavia, uma visão bem racional dos fatos só vislumbra escritas mais tortas do que as linhas.
“No século 18, a invenção do pára-raios, por Benjamin Franklin, foi condenada pela Igreja como invenção do diabo. Sendo o raio expressão da cólera do Senhor, só podia ser tentação do demo impedir que o castigo divino caísse sobre o mundo. Na França, a "excomunhão" foi levada a sério: em Saint-Omer, Vissery de Bois foi processado por heresia, por instalar um pára-raios em sua casa”. (AlmanaqueZAZ)
Em 1912, milhares de pessoas expiraram nas gélidas águas do Atlântico Norte, com o naufrágio do Titanic. Afirmam cristãos que foi um castigo contra quem dissera: “nem Deus afunda o Titanic”. Um deus bom, justo, perfeito... levaria tanta gente inocente como vingança contra um indivíduo blasfemo? Ou seriam bons aqueles que se salvaram do acidente, e ruins os que se afogaram? A mim não parece ter havido nenhuma justiça divina no fato.
Em 1755, no sacratíssimo “dia de todos os santos”, o monstruoso Terremoto de Lisboa fez um tremendo estrago. Para Ellen Gould White (O Grande Conflito), foi a reprovação divina àqueles idólatras. Seria isso obra de um deus sábio e justo? Se o catolicismo era a besta do Apocalipse, como consta das obras de E. G. White, Uriah Smith e outros, não seria mais adequado que Deus sepultasse em um terremoto o papa, o cabeça da Igreja? Não! Na realidade, o ser imaginário nada faz, e a natureza não escolhe entre pecadores e inocentes!
Quase todos anos, as nossas rádios e TVs anunciam graves acidentes com ônibus de romeiros. Só no ano de 1999, uma batida envolveu, entre outros carros, dois ônibus de romeiros, resultando veículos incendiados e muitas vítimas. Sabemos que são pessoas devotas, que estão executando um ato de fé. Para os cristãos anticatólicos, isso tem externado o desagrado divino pela adoração “da criatura em vez do criador”. Que nada! Se fosse um deus onipotente, sábio, bom e justo a castigar a idolatria, ele enviaria um raio que partisse a Basílica de Aparecida do Norte, como prova de que detesta esses ritos abomináveis, sem fazer perecer os pobres que não sabem o que fazem.
Nesse mesmo ano, o desabamento do teto de um dos templos da Igreja Universal do Reino de Deus, em Osasco, matou 23 pessoas e feriu 560. Cerca de 1.500 fiéis estavam em vigília de orações no momento do acidente. Não faltou quem visse aí o furor divino contra a igreja de um aproveitador da boa-fé do povo. Que incoerência!!! Fosse ação divina, o teto teria desabado sobre a cabeça do fundador da igreja, não sobre os humildes fiéis, que acreditavam estar ao lado da verdade.
Por que Deus não trouxe um daqueles terremotos sobre Santiago quando Augusto Pinochet assassinava cruelmente tantos dissidentes? Por que não despejou um saraivada sobre a China quando Mao-Tse-Tung cometia atrocidades contra seu povo? E o Socialismo ateu da União Soviética? Por que lá não ocorreu nenhum desastroso fenômeno natural enviado pelo Senhor dos céus? Ah, esses castigos divinos não me convencem!
Pensando por esse lado religioso, nós, os brasileiros, somos o seleto povo de Deus nos últimos séculos. Deixando de lado a marginalidade, as corrupções, as imoralidades políticas de que somos vítimas, tudo obra do Diabo, nós não precisamos nos preocupar com terremotos; não se tem conhecimento histórico de quando ocorreu um vulcão em nosso solo; nosso clima é bom; não temos uma guerra há mais de século; enquanto aqui ao lado nossos vizinhos chilenos têm sido alvo da ira divina através de terremotos; os colombianos, aí bem próximo, tem sofrido a fúria infernal das lavas vulcânicas; os norte-americanos, de vez em quando, em um canto ou outro, são aterrorizados com as chamas do inferno, sacudidos por fortes terremotos e violentos furacões; os filipinos, os japoneses e outros povos do Oriente - pobres rejeitados de Deus! -, sobre eles tem pesado a mão divina por meio desses catastróficos e incontroláveis fenômenos; os israelenses, que se diz terem-se apartado de Jeová, florescem economicamente; todavia, de quando em quando, estão às voltas com o terror impingido pelos servos de Alá. A Irlanda do Norte, como sofre com uma longa guerra intracristã! Não é à toa que alguns dizem que “Deus é brasileiro”. Estamos mesmo divinamente privilegiados.
Pensando em tudo isso, eu questiono: Seriam os habitantes das zonas geográficas do “Círculo do Fogo” povos ímpios, merecedores da repreensão do todo-poderoso? Os indonésios, que cometeram tantas barbaridades contra crianças timorenses, não mereciam receber a justa medida do cálice transbordante da ira do Rei dos Reis? Como poderia eu crer que agentes divinos fossem os autores de afirmações capazes de provocar a horripilante morte de Giordano Bruno, a proibição do livro científico de Copérnico e a retratação de Galileu Galilei, que não quis ter o mesmo fim de seu antecessor Bruno? Sei que o nosso planeta pode sofrer a colisão de algum corpo espacial; mas as estrelas do céu caírem “pela terra como a figueira, quando abalada por vento forte, lança seus figos verdes”, isso não tenho como entender. Uma pequena estrela tem milhares de vezes o tamanho da Terra. Como se poderiam lançar todos os elefantes africanos e todas as baleias dos oceanos sobre um mosquito? Ah, assim só posso continuar ateu, graças a Deus!
Que pai, por mau que fosse, no momento de ira, atiraria uma bomba entre todos os seus filhos só por que alguns deles o desonraram? Um pai sábio castigaria os filhos inocentes, esquecendo-se dos maus enquanto estivessem executando suas maldades? Não venham com essa de escrever certo por linhas tortas! Pois mais tortas estão as escritas! Não há como entender mesmo desígnios divinos tão aleatórios! Não tem qualquer lógica a crença em castigos divinos.
LHC provou a inexistência de fantasmas
O colisor de partículas já foi capaz de provar muitas teorias emocionantes, testemunhar a criação do plasma quark-glúon (a matéria mais densa fora dos buracos negros), encontrar evidências-chave contra a supersimetria e descobrir o famoso bóson de Higgs, resultado que gerou um Prêmio Nobel de Física.
Muitas pessoas, no entanto, não têm sequer conhecimento de todas essas maravilhas que o LHC está desempenhando, em geral porque mal podem soletrar “quark-glúon”.
Porém, uma certa conclusão que o LHC nos permite tirar pode agarrar a atenção do público: pelo menos um físico sustenta que ele, de fato, refutou a existência de fantasmas.
Atividade paranormal: o que há por trás dela?
Como é que é?!
O físico em questão é Brian Cox, pesquisador de física de partículas na Universidade de Manchester, no Reino Unido. Em uma transmissão recente feita pela BBC, os convidados do programa “The Infinite Monkey Cage” estavam discutindo a ciência e o paranormal, quando Cox afirmou o seguinte:
“Antes de fazermos a primeira pergunta, eu vou dar uma declaração: não estamos aqui para debater a existência de fantasmas porque eles não existem. Se queremos que algum tipo de padrão que carrega informações sobre nossas células vivas persista, então precisamos especificar exatamente qual meio carrega esse padrão e como ele interage com as partículas de matéria a partir das quais os nossos corpos são feitos. Temos que, em outras palavras, inventar uma extensão para o Modelo Padrão de Física de Partículas que escapou à detecção no Grande Colisor de Hádrons. Isso é quase inconcebível nas escalas de energia típicas das interações de partículas em nossos corpos”.
Não entendeu nada? Pois é. Cox usou alguns termos científicos que podem confundir leigos como nós, de forma que o astrofísico Neil deGrasse Tyson, que também estava no programa, pressionou o cientista para esclarecer sua declaração.
“Se eu entendi o que você acabou de declarar, você afirmou que o CERN, o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, refutou a existência de fantasmas”.
“Sim”, respondeu Cox.
5 Fenômenos paranormais famosos facilmente desmascarados pela ciência
Cadê?
O físico explicou que, se houvesse algum tipo de substância “dirigindo” nossos corpos (algo que poderia virar um fantasma depois da nossa morte, e mover nossas pernas e braços), então deveria interagir com as partículas das quais nossos corpos são feitos.
Dado o fato de que o LHC já fez medidas de alta precisão sobre as maneiras como as partículas interagem, Cox concluiu: “Minha afirmação é que não pode haver nada, tipo uma fonte de energia, que está dirigindo nossos corpos”.
Embora existam inúmeras explicações científicas que refutam e desacreditam o paranormal, a declaração de Cox parece nova.
As 10 piores farsas paranormais da história
A ideia é mais simples do que sua explicação sugere: se fantasmas existem, eles são feitos de partículas, não é mesmo? Logo, se eles estivessem mesmo invadindo o mundo físico, então certamente seus “rastros” seriam detectados pelo LHC. Isso não aconteceu. [RealClearScience]
Seis explicações para entender o Big Bang.
SEIS EXPLICAÇÕES FUNDAMENTAIS PARA ENTENDER O BIG BANG
08 Jun 2016 Escrito por Emerson Borges Publicado em COSMOLOGIA Lido 21713 vezes Imprimir E-mail Seis explicações fundamentais para entender o Big Bang
A grande maioria dos Ateus aceitam a teoria do Big Bang, pois, até o momento é a teoria mais plausível para a origem do universo de acordo com o conhecimento atual da humanidade. Obviamente, novos fatos podem surgir e novas teorias podem ser formuladas, mas, até o presente momento, o Big Bang é a teoria mais plausível. Alguns detalhes são importantes serem ressaltados devido à grande confusão que as pessoas fazem sobre esta teoria, principalmente devido à falta de informação.
Primeiro, a Teoria do Big Bang não postula que o universo surgiu do nada, mas sim em concomitância com tempo. Sendo assim, não existe um momento anterior ao Big Bang, uma vez que "antes" pressupõe tempo. O Big Bang criou o espaço-tempo, sendo assim não havia "antes", pois o Big Bang é o tempo=0.
Segundo, o nada cria sim reações quando reage com o nada. Na mecânica quântica, por exemplo, partículas subatômicas surgem e desaparecem simplesmente do nada a todo instante. Esta ideia de que nada surge do nada (que é uma ideia de filósofos antigos como Aristóteles) já caiu por terra na década de 50.
Terceiro, na verdade, a teoria do Big Bang, não diz que o universo se originou de uma explosão propriamente dita, porque a ocorrência de uma explosão pressupõe a existência de alguma coisa anterior que explodiu em um meio preexistente. E, no caso do universo, tudo o que existe surgiu desse ponto inicial. Além disso, não teve "Bang" (explosão) no Big Bang, porque a expansão não fez barulho - não existe som no vácuo
Quarto, o Big Bang não gerou os planetas e as galáxias como nós conhecemos, a explosão que se deu de um ponto minúsculo continha a energia que daria origem após o resfriamento da mesma, as primeiras matérias. Hawking demonstrou que um buraco negro (singularidade) pode explodir liberando energia, a ciência não pode dizer ainda o que houve antes desta “explosão” ou o que gerou (se é que se pode dizer isso) o ponto superdenso que se precipitou, mas podemos dizer o que houve depois e entender tudo isto através de estudos e análises.
Quinto, as singularidades (como a que originou o Big Bang) existem hoje mesmo. E são mais comuns do que parecem. Há um monte delas acima de nós agora mesmo. Dez milhões só na nossa galáxia. É que você as conhece por outro nome: buracos negros. Esses ralos cósmicos que sugam tudo o que aparece em seu caminho são basicamente pontos onde a força gravitacional é infinita. Para entender melhor um buraco negro, o melhor jeito é aprender a receita para construir um. Primeira parte: pegue 1 milhão de planetas Terra e funda todos eles até formar uma bolona, com massa equivalente à de 3 Sóis. Quanto maior a massa de alguma coisa, maior a gravidade. No caso da nossa bola, ela teria uma força gravitacional tão poderosa que nada teria como ficar em sua superfície sem começar a ser tragado para dentro do solo. Até a própria superfície começaria a ser engolida. Isso realmente acontece com as estrelas gigantes, bem maiores que o Sol, quando elas morrem. Nesse processo digestivo, a bola vai diminuindo de tamanho e fica cada vez mais densa. A força gravitacional também se concentra, puxando mais matéria ainda para o centro da bola. Uma hora a gravidade vai ter sugado tudo. Mas não vai deixar de existir. Será um ponto de dimensão zero. Uma singularidade, assim como a que originou o Big Bang.
Sexto, crer no Big Bang, átomos e fenômenos astronômicos é crer no que eu vejo. Eu vejo o Big Bang e fenômenos astronômicos quando meço o efeito doppler em galáxias e vejo blueshifts (decréscimo no comprimento de onda [aumento da frequência]) em quase todas, quando vejo uma supernova, uma estrela anã branca, vejo em todo lugar. Eu vejo o Big Bang quando estudo um buraco negro. Eu vejo o Átomo quando a espectroscopia me mostra o comportamento da molécula e consigo comprova-lo por equações como a Equação de Schrodinger, o princípio da incerteza de Heiseberg e a Equação de Le Broglie. Eu vejo milhões e milhões de anos de evolução quando faço a datação de carbono 14 e datações radiométricas em fósseis e muitas outras estruturas geológicas e vejo que o universo não tem apenas alguns milhares de anos, mas sim, 13 BILHÕES de anos. O Big Bang é explicado pela mecânica quântica, portanto, aceitar que o Big Bang é verdadeiro não é questão de fé, antes, uma questão de evidências descobertas pela ciência.
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