Dupla americana produziu duas moléculas capazes de se auto-replicar.
Ambas são feitas de RNA, substância que é tida como primo pobre do DNA.
Recriar a origem da vida em laboratório é um dos maiores desafios da ciência. Mais do que a complexidade dos processos envolvidos, o que conta é a falta de tempo: os cientistas não dispõem de vários milhares ou até milhões de anos na bancada para esperar tudo acontecer diante de seus olhos. Por conta disso, o processo todo precisa ser recriado aos pedaços. E o que pode ser o mais importante deles acaba de ser produzido por uma dupla de cientistas americanos.
Tracey Lincoln e Gerald Joyce, do Instituto de Pesquisa Scripps, em La Jolla, na Califórnia, conseguiram ensaiar os primeiros passos do que os cientistas chamam de "mundo de RNA". Traduzindo do cientifiquês para o português, eles produziram moléculas extremamente simples que são capazes de se replicar e carregar um código genético rudimentar. Seus sucessos foram reportados on-line pelo periódico científico americano "Science".
O problema do surgimento da vida é um dos mais intratáveis, do ponto de vista científico. Além da já referida falta de tempo hábil dos cientistas para conduzir os experimentos, há também um dilema adicional: as criaturas atuais fazem emergir a velha dúvida, "quem surgiu primeiro, o ovo ou a galinha?", em versão biomolecular.
Eis a questão: todos os seres vivos conhecidos hoje têm, de um lado, uma molécula específica para guardar suas informações genéticas -- trata-se do famoso DNA, uma espécie de "manual de instruções" para a construção e o metabolismo de um indivíduo vivo. De outro lado, as estruturas e ocorrências que se dão no interior desse indivíduo são propiciadas pelas proteínas, moléculas complexas em geral construídas a partir do código armazenado no DNA.
Ocorre que é improvável que essas duas coisas tenham surgido individualmente ao mesmo tempo e então se reunido para formar a primeira criatura viva. Alguma estratégia, mais simples, deve ter sido precursora do atual "formato" da vida na Terra.
Entra em cena o mundo de RNA
Há uma molécula que, hoje em dia, serve para funções "subalternas" nas células. É o RNA, uma espécie de primo pobre do DNA, posto que é mais instável. Atualmente, ele serve, por exemplo, para transportar a informação contida no DNA, localizado no núcleo da célula, até as fábricas de proteínas, posicionadas fora do núcleo.
Mas os cientistas observaram que, em dadas circunstâncias, o RNA pode fazer mais que ser leva-e-trás de informação genética. Às vezes, ele também pode agir diretamente no metabolismo, "atuando" de forma similar às proteínas. Voilà, pensaram os biólogos, cá está a estratégia mais simples para o início da vida: tudo teria começado com o RNA, trabalhando como um "faz-tudo".
É justamente este modelo que acaba de ganhar uma força imensa, direto da bancada de Lincoln e Joyce. A dupla criou duas pequenas moléculas de RNA que, em parceria, promovem sua própria replicação. E põe replicação nisso: "Essas enzimas de RNA de replicação cruzada passam por amplificação exponencial auto-sustentada na ausência de proteínas e outros materiasi biológicos", descrevem os cientistas em seu artigo na "Science". Eles apontam que a "população" de RNA auto-replicante dobra aproximadamente a cada uma hora -- e continua, indefinidamente, contanto que os recursos estejam disponíveis ao redor.
Evolução em andamento
Outra coisa que os cientistas americanos conseguiram observar foi a seleção natural, tal qual descrita por Charles Darwin, em franca operação.
Várias versões diferentes das moléculas de RNA auto-replicantes foram produzidas e colocadas no mesmo substrato. Após gerações e mais gerações de "reprodução", os cientistas notaram que algumas delas saíram "vencedoras" e dominaram completamente a disputa por recursos.
Com isso, ficou demonstrado também que, além do papel na replicação, as fitas de RNA também tinham papel como um sistema genético, que podia ser submetido à seleção natural.
Sem dúvida, é um passo importante para explicar como a vida pode ter surgido e se apoderado dos recursos da Terra, da forma como fez cerca de 4 bilhões de anos atrás. Mas é a solução do mistério?
Claro que não. De um lado, ainda fica o enigma de como essas fitas de RNA auto-replicantes poderiam ter aparecido, a partir da chamada "sopa primordial" de compostos orgânicos existentes na Terra primitiva.
Na outra ponta, ainda resta explicar como essas precursoras da vida em forma de RNA evoluíram para ganhar tantas estruturas e complexidade, como um sistema genético com DNA e proteínas altamente sofisticadas para "tocar" o metabolismo das células.
sábado, 6 de novembro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
filósofo Alex Castro:
"Se Deus disse o que disse, é porque queria dizer o que disse.
Se quisesse dizer outra coisa, teria dito outra coisa.
Se não disse outra coisa, era porque não queria dizer outra coisa.
Se disse o que disse, querendo e podendo dizer outra coisa, o fez deliberadamente para enganar, agindo de má-fé."
Alex Castro - Digressões Filosóficas (em processo criativo)
"Se Deus disse o que disse, é porque queria dizer o que disse.
Se quisesse dizer outra coisa, teria dito outra coisa.
Se não disse outra coisa, era porque não queria dizer outra coisa.
Se disse o que disse, querendo e podendo dizer outra coisa, o fez deliberadamente para enganar, agindo de má-fé."
Alex Castro - Digressões Filosóficas (em processo criativo)
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
A Origem do Cristianismo
é um livro do escritor Iakov Lentsman, editado em Lisboa pela Caminho, sobre as origens da seita cristã iniciada entre pescadores judeus.
O livro traz o resultado das investigações de teólogos e historiadores sobre os documentos e monumentos que esclareçam as origens da religião cristã.
Surpreendentemente não foi encontrada qualquer documentação ou monumento que comprove os relatos bíblicos, especialmente os relativos ao Novo Testamento e à história de Cristo. Os escritores e historiadores dos povos que conviveram com os cristãos não mencionam nenhum Jesus Cristo, nem se referem aos cristãos na palestina durante os primeiros duzentos anos da era cristã.
Judeus e romanos, povos cultos, contando com escritores e historiadores, nunca poderiam ignorar os fatos narrados no Evangelho, pois fatos menores tiveram registro. Os romanos eram ciosos do seu Direito, o famoso direito romano, entretanto não existe o processo do fundador do cristianismo, Jesus Cristo. O historiador judeu Flávio Josefo foi historiador dedicado que narrou os fatos mais importantes de sua época mas não menciona nenhum Jesus Cristo ou outro profeta cristão morto nas condições descritas no Evangelho. E Flávio Josefo viveu exatamente na época em que Jesus teria vivido e fundado cristianismo.
O único documento existente é o próprio Evangelho escrito e reescrito pelos próprios interessados mais de um século depois dos fatos, mas mesmo os evangelhos não existem mais no original, nem mesmo uma cópia nas línguas originais. As cópias mais antigas datam de 400 anos depois da suposta morte de Jesus e são a cópia da cópia, escolhidas entre inúmeras outras pelos bispos católicos reunidos em concílio. Existe uma cópia no Vaticano de alguns livros e outra na Inglaterra.
Tudo indica que Cristo é um mito criado pelos escravos judeus do Império Romano. Em torno deste mito formou-se uma seita dissidente do judaísmo tradicional. Posteriormente o Império decadente adotou o cristianismo como religião oficial e organizou sua difusão pelo mundo. Difusão que dura até hoje.
É surpreendente que existam pessoas que acreditem em textos de origem duvidosa, escritos muito depois dos fatos que dizem descrever, mencionando personagens que provavelmente nunca existiram; textos cujos originais se perderam e que narram acontecimentos contados como verdadeiros por escravos analfabetos do Império Romano. É estranhíssimo considerar tais escritos como verdade sagrada e absoluta.
O que as pesquisas científicas comprovam é que o cristianismo se originou entre os judeus expulsos da Palestina, residentes na Ásia Menor e no Egito. Não havia, originalmente, cristãos na Palestina, onde são minoria até hoje. Entre os judeus dispersos, escravos do Império Romano, desencantados com o judaísmo, surgiu a seita pregando que o Messias Salvador - esperando mas nunca vindo - era um ser divino - o Cordeiro de Deus. O livro mais antigo do Novo Testamento, o Apocalipse, escrito nesta época, identifica as sete igrejas da Ásia onde a seita cristã nasceu. Interessante é que o livro não menciona Jesus Cristo, justamente porque foi escrito antes do surgimento do mito evangélico. Mesmo contra a vontade da hierarquia eclesiástica o livro foi incluído na Bíblia devido ao respeito que lhe era devido pela maioria dos fiéis.
Os textos do Novo Testamento foram redigidos pelos padres depois que o Cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano, conforme as conveniências do governo imperial. Como religião oficial passou a controlar todo o mundo acadêmico, tornando-se senhora das escolas e controladora do saber científico, filosófico e até militar, através das cruzadas para ocupar a Palestina. Em conseqüência deste controle que durou aproximadamente mil anos, os escritores e cientistas foram forçados a se tornarem religiosos para poder estudar e trabalhar. Sendo assim, os textos evangélicos trazem muitas orientações verdadeiras, muitos bons pensamentos ao lado de muitos preconceitos e falsificações de todo tipo. Era tão freqüente a falsificação que o autor do Apocalipse introduziu no final do texto uma praga contra os copistas que suprimissem ou acrescentassem qualquer palavra ao texto original.
A Origem do Cristianismo, cita os fatos que comprovam a gigantesca farsa que é o mito evangélico. Uma ideologia eficaz para exercer o controle social, transferindo para um "outro mundo" imaginário e futuro, a solução dos problemas reais do mundo do presente.
PE. JEAN MELIER
é um livro do escritor Iakov Lentsman, editado em Lisboa pela Caminho, sobre as origens da seita cristã iniciada entre pescadores judeus.
O livro traz o resultado das investigações de teólogos e historiadores sobre os documentos e monumentos que esclareçam as origens da religião cristã.
Surpreendentemente não foi encontrada qualquer documentação ou monumento que comprove os relatos bíblicos, especialmente os relativos ao Novo Testamento e à história de Cristo. Os escritores e historiadores dos povos que conviveram com os cristãos não mencionam nenhum Jesus Cristo, nem se referem aos cristãos na palestina durante os primeiros duzentos anos da era cristã.
Judeus e romanos, povos cultos, contando com escritores e historiadores, nunca poderiam ignorar os fatos narrados no Evangelho, pois fatos menores tiveram registro. Os romanos eram ciosos do seu Direito, o famoso direito romano, entretanto não existe o processo do fundador do cristianismo, Jesus Cristo. O historiador judeu Flávio Josefo foi historiador dedicado que narrou os fatos mais importantes de sua época mas não menciona nenhum Jesus Cristo ou outro profeta cristão morto nas condições descritas no Evangelho. E Flávio Josefo viveu exatamente na época em que Jesus teria vivido e fundado cristianismo.
O único documento existente é o próprio Evangelho escrito e reescrito pelos próprios interessados mais de um século depois dos fatos, mas mesmo os evangelhos não existem mais no original, nem mesmo uma cópia nas línguas originais. As cópias mais antigas datam de 400 anos depois da suposta morte de Jesus e são a cópia da cópia, escolhidas entre inúmeras outras pelos bispos católicos reunidos em concílio. Existe uma cópia no Vaticano de alguns livros e outra na Inglaterra.
Tudo indica que Cristo é um mito criado pelos escravos judeus do Império Romano. Em torno deste mito formou-se uma seita dissidente do judaísmo tradicional. Posteriormente o Império decadente adotou o cristianismo como religião oficial e organizou sua difusão pelo mundo. Difusão que dura até hoje.
É surpreendente que existam pessoas que acreditem em textos de origem duvidosa, escritos muito depois dos fatos que dizem descrever, mencionando personagens que provavelmente nunca existiram; textos cujos originais se perderam e que narram acontecimentos contados como verdadeiros por escravos analfabetos do Império Romano. É estranhíssimo considerar tais escritos como verdade sagrada e absoluta.
O que as pesquisas científicas comprovam é que o cristianismo se originou entre os judeus expulsos da Palestina, residentes na Ásia Menor e no Egito. Não havia, originalmente, cristãos na Palestina, onde são minoria até hoje. Entre os judeus dispersos, escravos do Império Romano, desencantados com o judaísmo, surgiu a seita pregando que o Messias Salvador - esperando mas nunca vindo - era um ser divino - o Cordeiro de Deus. O livro mais antigo do Novo Testamento, o Apocalipse, escrito nesta época, identifica as sete igrejas da Ásia onde a seita cristã nasceu. Interessante é que o livro não menciona Jesus Cristo, justamente porque foi escrito antes do surgimento do mito evangélico. Mesmo contra a vontade da hierarquia eclesiástica o livro foi incluído na Bíblia devido ao respeito que lhe era devido pela maioria dos fiéis.
Os textos do Novo Testamento foram redigidos pelos padres depois que o Cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano, conforme as conveniências do governo imperial. Como religião oficial passou a controlar todo o mundo acadêmico, tornando-se senhora das escolas e controladora do saber científico, filosófico e até militar, através das cruzadas para ocupar a Palestina. Em conseqüência deste controle que durou aproximadamente mil anos, os escritores e cientistas foram forçados a se tornarem religiosos para poder estudar e trabalhar. Sendo assim, os textos evangélicos trazem muitas orientações verdadeiras, muitos bons pensamentos ao lado de muitos preconceitos e falsificações de todo tipo. Era tão freqüente a falsificação que o autor do Apocalipse introduziu no final do texto uma praga contra os copistas que suprimissem ou acrescentassem qualquer palavra ao texto original.
A Origem do Cristianismo, cita os fatos que comprovam a gigantesca farsa que é o mito evangélico. Uma ideologia eficaz para exercer o controle social, transferindo para um "outro mundo" imaginário e futuro, a solução dos problemas reais do mundo do presente.
PE. JEAN MELIER
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Weiner
caio
De acordo com a introdução, Flew havia em janeiro de 2004, pouco tempo antes da entrevista, declarado a Habermas que ele havia adotado uma postura deísta (CAIO VOCÊ DEVE SABER O SIGNIFICADO DE DEÍSMO, NO CASO DE NÃO SABER, NÃO É O SEU DEUS BÍBLICO). Mais tarde, o texto foi revisto pelos dois participantes ao longo dos meses precedentes à publicação da entrevista. No artigo, Flew afirma que certas considerações filosóficas e científicas o levaram a repensar seu trabalho de toda uma vida em apoio ao ateísmo em favor de um tipo de deísmo, similiar ao defendido por Thomas Jefferson: "Por um lado a razão, principalmente na forma de argumentos pró-design nos assegura que há um Deus, por outro, não há espaço seja para alguma revelação sobrenatural, seja para alguma transação entre tal Deus e seres humanos individuais". A concepção de Deus adotada por Flew, conforme explicada na entrevista, é limitada à ideia de Deus como causa primeira. Ele rejeita a idéia de um pós-vida, ou de Deus como origem do bem e da ressurreição de Jesus como um fato histórico, embora tenha permitido em seu último livro a adição de um breve capítulo argumentando em favor da ressurreição de Cristo. Críticas à mudança de Antony Flew não tardaram a aparecer, como a do jornalista Mark Oppenheimer, que valeu-se da idade do filósofo, então com 84 anos, para sugerir que Flew estivesse sofrendo de algum tipo de leve de demência[9]. Continua...
:
Em 2007, Flew lançou um livro intitulado "There's a God" (Existe um Deus), tendo o escritor Roy Varghese como co-autor. Logo após o lançamento, o jornal The New York Times publicou um artigo reportando que Varghese teria sido quase que inteiramente responsável pela redação do livro e que Flew sofria um acentuado estado de declínio mental, tendo grande dificuldade em recordar figuras chave, idéias e eventos relacionados ao tema do livro. [9] [“Isso é na verdade coisa do Roy [Varghese]”, disse Flew ao jornalista Mark Oppenheimer do New York Times. “Ele mostrou para mim e eu disse tudo bem. Estou muito velho para esse tipo de trabalho!”.][1]
O artigo provocou exclamações públicas em que Varghese foi acusado de manipulador[10] Varghese justificou suas ações, apoiado pelo editor, que divulgou um texto assinado por Flew, onde este reiterava a sua autoria das idéias constantes no livro, respondendo que em função de sua idade já avançada (84 anos na ocasião), o papel de um colaborador na redação do texto, não era apenas justificável como também necessário. Flew insistia ainda que a possibilidade ser manipulado por alguém devido a sua idade era totalmente equivocada.
Usar uma pessoa de 84 anos, senil, só poderia ser feito pelos desonestos cristãos, que querem por que querem impor sua falsa doutrina, independente da verdade, são consciente que cristo jamais existiu, que é uma cópia dos demais deuses-solar.
Você não compreende que Flew, enquanto no pleno domínio mental e de não ter sido manipulado por pessoas inescrupulosas como Varghese, afirmou categoricamente: A concepção de Deus adotada por Flew, conforme explicada na entrevista, é limitada à ideia de Deus como causa primeira. Que ele rejeita um pós vida, ou como origem do bem e da ressurreição de cristo? Você precisa reavaliar suas interpretações sobre os textos que lê.
Onde entra dinheiro acaba a honestidade, é incrível como a fábula, a lenda do cristianismo traz uma renda fabulosa, da exploração de suas ovelhinhas, você acha que a religião irá entregar isto, de mão beijada? Claro que não, vão continuar manipulando e arrecadando enquanto puderem. A Fundação Templeton oferece grande soma em dinheiro para os cientistas que defenderem a religião, algo equivalente a U$200.000,00. Veja isto, já inclui em outros comentários: Do Papa Leão X: "Quantum nobis prodeste haec fabula Christi", traduzindo: "A fábula de Cristo é de tal modo lucrativa que seria loucura advertir os ignorantes de seu erro". Do Papa Pio XII em 1955: "Para os cristãos o problema da existência de Jesus Cristo concerne a fé, e não a história". Os museus estão repletos de fósseis, onde que estão de Adão e Eva, de Abel e Caim, de Moisés, de Abraão, de qualquer um dos principais profetas, e mesmo recentemente, dos apóstolos? Olha, a criação bíblica é plagio da Egípcia, do deus Amon ´Rá, os 10 mandamento do Livro dos Mortos dos egípcios. Finalizando: Inquirido a respeito dos erros das traduções bíblicas, S. Gregorio, Bispo de Nanianzus no Século IV, escreveu: "Um certo jargão é necessário para impor ao povo. Quanto menos compreenderem, mais admirará." O que pensar então das traduções de Lutero e das demais que se fizeram e que chegaram aos dias atuais? É dinheiro demais para deixar escapar pelos vãos dos dedos.
caio
De acordo com a introdução, Flew havia em janeiro de 2004, pouco tempo antes da entrevista, declarado a Habermas que ele havia adotado uma postura deísta (CAIO VOCÊ DEVE SABER O SIGNIFICADO DE DEÍSMO, NO CASO DE NÃO SABER, NÃO É O SEU DEUS BÍBLICO). Mais tarde, o texto foi revisto pelos dois participantes ao longo dos meses precedentes à publicação da entrevista. No artigo, Flew afirma que certas considerações filosóficas e científicas o levaram a repensar seu trabalho de toda uma vida em apoio ao ateísmo em favor de um tipo de deísmo, similiar ao defendido por Thomas Jefferson: "Por um lado a razão, principalmente na forma de argumentos pró-design nos assegura que há um Deus, por outro, não há espaço seja para alguma revelação sobrenatural, seja para alguma transação entre tal Deus e seres humanos individuais". A concepção de Deus adotada por Flew, conforme explicada na entrevista, é limitada à ideia de Deus como causa primeira. Ele rejeita a idéia de um pós-vida, ou de Deus como origem do bem e da ressurreição de Jesus como um fato histórico, embora tenha permitido em seu último livro a adição de um breve capítulo argumentando em favor da ressurreição de Cristo. Críticas à mudança de Antony Flew não tardaram a aparecer, como a do jornalista Mark Oppenheimer, que valeu-se da idade do filósofo, então com 84 anos, para sugerir que Flew estivesse sofrendo de algum tipo de leve de demência[9]. Continua...
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Em 2007, Flew lançou um livro intitulado "There's a God" (Existe um Deus), tendo o escritor Roy Varghese como co-autor. Logo após o lançamento, o jornal The New York Times publicou um artigo reportando que Varghese teria sido quase que inteiramente responsável pela redação do livro e que Flew sofria um acentuado estado de declínio mental, tendo grande dificuldade em recordar figuras chave, idéias e eventos relacionados ao tema do livro. [9] [“Isso é na verdade coisa do Roy [Varghese]”, disse Flew ao jornalista Mark Oppenheimer do New York Times. “Ele mostrou para mim e eu disse tudo bem. Estou muito velho para esse tipo de trabalho!”.][1]
O artigo provocou exclamações públicas em que Varghese foi acusado de manipulador[10] Varghese justificou suas ações, apoiado pelo editor, que divulgou um texto assinado por Flew, onde este reiterava a sua autoria das idéias constantes no livro, respondendo que em função de sua idade já avançada (84 anos na ocasião), o papel de um colaborador na redação do texto, não era apenas justificável como também necessário. Flew insistia ainda que a possibilidade ser manipulado por alguém devido a sua idade era totalmente equivocada.
Usar uma pessoa de 84 anos, senil, só poderia ser feito pelos desonestos cristãos, que querem por que querem impor sua falsa doutrina, independente da verdade, são consciente que cristo jamais existiu, que é uma cópia dos demais deuses-solar.
Você não compreende que Flew, enquanto no pleno domínio mental e de não ter sido manipulado por pessoas inescrupulosas como Varghese, afirmou categoricamente: A concepção de Deus adotada por Flew, conforme explicada na entrevista, é limitada à ideia de Deus como causa primeira. Que ele rejeita um pós vida, ou como origem do bem e da ressurreição de cristo? Você precisa reavaliar suas interpretações sobre os textos que lê.
Onde entra dinheiro acaba a honestidade, é incrível como a fábula, a lenda do cristianismo traz uma renda fabulosa, da exploração de suas ovelhinhas, você acha que a religião irá entregar isto, de mão beijada? Claro que não, vão continuar manipulando e arrecadando enquanto puderem. A Fundação Templeton oferece grande soma em dinheiro para os cientistas que defenderem a religião, algo equivalente a U$200.000,00. Veja isto, já inclui em outros comentários: Do Papa Leão X: "Quantum nobis prodeste haec fabula Christi", traduzindo: "A fábula de Cristo é de tal modo lucrativa que seria loucura advertir os ignorantes de seu erro". Do Papa Pio XII em 1955: "Para os cristãos o problema da existência de Jesus Cristo concerne a fé, e não a história". Os museus estão repletos de fósseis, onde que estão de Adão e Eva, de Abel e Caim, de Moisés, de Abraão, de qualquer um dos principais profetas, e mesmo recentemente, dos apóstolos? Olha, a criação bíblica é plagio da Egípcia, do deus Amon ´Rá, os 10 mandamento do Livro dos Mortos dos egípcios. Finalizando: Inquirido a respeito dos erros das traduções bíblicas, S. Gregorio, Bispo de Nanianzus no Século IV, escreveu: "Um certo jargão é necessário para impor ao povo. Quanto menos compreenderem, mais admirará." O que pensar então das traduções de Lutero e das demais que se fizeram e que chegaram aos dias atuais? É dinheiro demais para deixar escapar pelos vãos dos dedos.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
http://www.youtube.com/watch?v=chBE_hyeiS8
http://www.youtube.com/watch?v=eKPrBVZT43Q
http://www.youtube.com/watch?v=F38CLkOX2FE
http://www.youtube.com/watch?v=p6DQGMdcLdQ
http://www.youtube.com/watch?v=22Bl8xt6dio
http://www.youtube.com/watch?v=gsTs9d4O30g
http://www.youtube.com/watch?v=UjOlG__Nyg0
http://www.youtube.com/watch?v=IuKbLqLRRVQ
http://www.youtube.com/watch?v=9psAUPSzQ98
http://www.youtube.com/watch?v=_zFVlA6F9QI
http://www.youtube.com/watch?v=HIa3DXMuk3I
http://www.youtube.com/watch?v=-hL_GycpvT8
http://www.youtube.com/watch?v=eKPrBVZT43Q
http://www.youtube.com/watch?v=F38CLkOX2FE
http://www.youtube.com/watch?v=p6DQGMdcLdQ
http://www.youtube.com/watch?v=22Bl8xt6dio
http://www.youtube.com/watch?v=gsTs9d4O30g
http://www.youtube.com/watch?v=UjOlG__Nyg0
http://www.youtube.com/watch?v=IuKbLqLRRVQ
http://www.youtube.com/watch?v=9psAUPSzQ98
http://www.youtube.com/watch?v=_zFVlA6F9QI
http://www.youtube.com/watch?v=HIa3DXMuk3I
http://www.youtube.com/watch?v=-hL_GycpvT8
domingo, 22 de agosto de 2010
por Daniel Lopes – “A maioria dos nossos teólogos e alguns dos nossos filósofos se empenham em nos convencer de que Deus existe. Muito amável da parte deles. Mas, afinal, seria mais simples, e mais eficaz, Deus consentir em se mostrar!”, escreveu o filósofo humanista e materialista francês André Comte-Sponville.*
Eis uma questão que ocupa grande parte das elucubrações de crentes e descrentes. A evidência ou não da presença de Deus no nosso mundo é, por assim dizer, uma discordância que une os dois lados.Não foi premeditado, mas as aspas do meu título têm o poder de agradar (ou pelo menos não desagradar) a gregos e troianos. De fato, para os crentes a “invisibilidade” de Deus é apenas aparente (!). E para os ateus ou agnósticos, ela é apenas um eufemismo para a inexistência de um Ser Superior. Tomemos os argumentos de um ateu e de um crente para tornar mais claros os pontos da controvérsia. Em 1996 o cardeal Joseph Ratzinger, hoje papa Bento XVI, teve o seguinte a dizer: Na nossa maneira de viver e de pensar, há tantas interferências perturbadoras que não somos capazes de captar o som, que também se tornou tão estranho para nós que não o reconhecemos como vindo dEle. (…) [Deus fala] através de sinais e dos acontecimentos da vida, e através das outras pessoas. É necessário, pois, ter uma certa vigilância e perseverança para não ser dominado pelas coisas que ocupam o primeiro plano.**
É a velha tática cristã de, em vista das evidência (ou melhor, das não-evidências), pôr a culpa no receptor, ao invés de no suposto Emissor – que nesse caso seria incompetente ou apenas… suposto.
Que Deus não se faça perceber clara e imediatamente, nem mesmo em medida igual a essas “interferências perturbadoras” que deveriam ser periféricas mas que no entanto “ocupam o primeiro plano”, nos faz pensar… O citado André Comte-Sponville conta-nos que, em sua infância católica, certo dia disse ao padre com quem se confessava: “Eu rogo a Deus, mas ele não me responde”. O padre respondeu: “Deus não fala porque ouve”. A seguir, relata André: “Isso me fez pensar por muito tempo. Com o passar deste, porém, esse silêncio me cansou, depois me pareceu suspeito. Como saber se é o silêncio da escuta ou da inexistência?” O argumento mais propagado pelos crentes para explicar por que Deus não é tão visível foi refutado por Comte-Sponville. É aquele estruturado por Kant na Crítica da razão pura. Segundo este filósofo conterrâneo de Ratzinger e muito querido seu, se Deus estivesse “sem cessar diante dos nossos olhos”, isso levaria a humanidade à “heteronomia”, ou seja, à ausência de autonomia. Nos submeteríamos às normas morais, mas meramente por interesse. Kant: “A maioria das ações conformes à lei seriam produzidas pelo temor, somente algumas pela esperança e nenhuma pelo dever”. Em resumo, “o valor moral das ações não existiria mais”. O filósofo ateu encontra três defeitos nesse argumento: 1) Se é verdade que Deus se esconde para nos deixar mais livres, então somos mais livres que o próprio Deus – que não tem a opção de acreditar ou não em sua própria existência – e, por conseguinte, não haveria como termos sido feitos à sua imagem e semelhança, segundo reza o dogma. 2) A teoria kantiana implica que há mais liberdade na ignorância do que no conhecimento, idéia refutada no Ocidente pelo menos desde o Iluminismo. 3) Por fim, se Kant e seus seguidores estivessem corretos, cairia por terra o mito de um “Deus Pai”. “O que vocês pensariam”, nos indaga André, “de um pai que se escondesse dos seus filhos? ‘Não fiz nada para manifestar minha existência, eles nunca me viram, nunca me encontraram’, ele contaria a vocês. ‘Deixei-os crer que eram órfãos ou filhos de pai desconhecido, para que fossem livres de acreditar ou não em mim…’ Vocês achariam que esse pai é um doente, um louco, um monstro. E teriam toda razão. Que Pai seria este para se esconder em Auschwitz, no Gulag, em Ruanda, quando seus filhos são deportados, humilhados, esfaimados, assassinados, torturados?” Joseph Ratzinger também tem algo a dizer sobre a liberdade. Desta feita, em 2001: (…) para o cristão, Deus, por um lado, abarca tudo, sabe tudo, guia o curso da História, mas, por outro lado, dispôs as coisas de tal modo que a liberdade encontra o seu lugar.*** Há uma absurda contradição aí: como eu e meus semelhantes teríamos alguma importância no desenrolar dos fatos se Alguém já “guia o curso da História”? Acrescente-se a isso a informação de que, para o futuro papa, 1)a Igreja é a “Esposa de Cristo” na Terra e 2)seus ditames devem guiar as atitudes individuais mais que a própria consciência de cada um, e teremos enfim uma noção exata do que o senhor Ratzinger entende por “liberdade”.**** Mas voltemos à questão da visibilidade de Deus.Para o chefe da igreja Católica, “Ele [Deus] se manifesta, mas não de forma ruidosa, não necessariamente sob a forma de uma catástrofe natural, embora as catástrofes naturais também possam ser manifestações suas.” Os grifos são meus e levantam questões importantes. Dessa luminosa explicação, conclui-se que há desastres naturais que Deus não pode controlar; assim sendo, não é um Deus onipotente. Se pode e não controla, não é um Deus bom – já que não se sabe como a inexistência de tais eventos lamentáveis poderia atrapalhar nas escolhas que balizam a “liberdade” do homem. No caso de um desastre ser uma manifestação Sua, algum ingênuo poderia perguntar se não dava para o Bom Senhor se fazer notar de uma maneira que causasse menos desgraça e mortes. E será que não dá para o cabeça da “Esposa de Deus” nos listar as catástrofes naturais que são manifestações dos Céus, e quais não? Não seria preciso remontar às catástrofes mais primitivas, como àquelas que ajudaram no surgimento da nossa espécie, mas, digamos, dentre as dos últimos cinco anos, quais foram as que tiveram a mão de Deus? Aliás, não deveríamos nesse caso rebatizá-las para “catástrofes divinas”, em contraposição àquelas naturais, digo, demasiado naturais? Mois: A espécie humana diferencia-se de outras espécies não só pela grande capacidade de raciocínio, mas também pela capacidade de acumular conhecimento ao longo do tempo. No entanto o ser humano,assim como outras espécies, tem seus costumes, e estes também são transferidos os longo do tempo. As religiões são costumes que tem suas origens ainda no processo de formação do homo sapiens sapiens, e naturalmente foram mantidos pela tradição, até porque não havia motivo para que estes costumes desaparecessem. Analisando estes costumes percebemos que em algumas culturas havia culto de um único deus, o deus criador. Porem, libertando-se desta influência cultural que ainda persiste, o que devemos nos perguntar é: porque acreditar em deus? Ou ainda, porque questionamos se existe um deus ou não?
Nos perguntamos simplesmente porque isto faz parte da nossa cultura? Ou porque há alguma evidência que de sentido a esta pergunta?
Evidências sabemos que não há. O que existe é uma crença ainda presente em nossa sociedade e que inevitavelmente influencia qualquer ser humano pertencente a esta sociedade. Mesmo os ateus são influenciados pelos valores religiosos.
Considero portando a existência ou não de deus como um falso dilema. Não há motivação lógica nem para questionarmos se existe ou não um deus. Pois o que há, não é um deus criador, mas um deus criado pelo homem, e tal estudo deveria se restringir à sociologia.
Portando eu não me pergunto se existe ou não um deus, pois como cético, esta pergunta sequer faz sentido. Mas se me perguntarem se existe ou não um deus, eu devolveria imediatamente a pergunta: o que é deus?
Existem deuses em vária culturas, e cada uma tem suas definições para deus. Existem inclusive religiões politeístas e monoteístas. Não há nenhuma lógica em dizer que uma é mais verdadeira que outra. Mas se qualquer uma delas me mostrarem as características que define seu deus, eu posso analisar enfim se deus existe ou não.
Uma definição muito comum, a de que deus é bom, já torna duvidoso tal deus, pois o termo “bom” é um termo relativo, é inerente a uma cultura apenas, e não a toda civilização humana, e muito menos ao universo. Como se o argumento anterior não bastasse, eu continuo: e se deus é bom (segundo a definição da cultura atual), porque puniria alguém que não acredita nele se ele nunca se manifestou? Porque puniria alguém que viveu uma vida que não pediu (pois ninguém pediu para nascer). Os crentes então não precisariam ser prisioneiros desta crença, não teria porque seguir qualquer ritual, e poderia acreditar simplesmente no que vê, ou seja, a inexistência de um deus.
Talvez as únicas características que não são negadas pela lógica são as de que deus é criador do universo, é um ser consciente, inteligente, e capaz de nos observar (pois se fosse apenas criador, poderíamos chamá-lo de Big-Bang). De fato não podemos negar (pelo menos até agora) a existência de um criador, ou que exista algo inteligente que esteja nos observando. Mas também não há nenhuma evidência de que isto exista. Então volto às mesmas perguntas: porque acreditar em deus? Porque questionamos se existe um deus ou não?
Eis uma questão que ocupa grande parte das elucubrações de crentes e descrentes. A evidência ou não da presença de Deus no nosso mundo é, por assim dizer, uma discordância que une os dois lados.Não foi premeditado, mas as aspas do meu título têm o poder de agradar (ou pelo menos não desagradar) a gregos e troianos. De fato, para os crentes a “invisibilidade” de Deus é apenas aparente (!). E para os ateus ou agnósticos, ela é apenas um eufemismo para a inexistência de um Ser Superior. Tomemos os argumentos de um ateu e de um crente para tornar mais claros os pontos da controvérsia. Em 1996 o cardeal Joseph Ratzinger, hoje papa Bento XVI, teve o seguinte a dizer: Na nossa maneira de viver e de pensar, há tantas interferências perturbadoras que não somos capazes de captar o som, que também se tornou tão estranho para nós que não o reconhecemos como vindo dEle. (…) [Deus fala] através de sinais e dos acontecimentos da vida, e através das outras pessoas. É necessário, pois, ter uma certa vigilância e perseverança para não ser dominado pelas coisas que ocupam o primeiro plano.**
É a velha tática cristã de, em vista das evidência (ou melhor, das não-evidências), pôr a culpa no receptor, ao invés de no suposto Emissor – que nesse caso seria incompetente ou apenas… suposto.
Que Deus não se faça perceber clara e imediatamente, nem mesmo em medida igual a essas “interferências perturbadoras” que deveriam ser periféricas mas que no entanto “ocupam o primeiro plano”, nos faz pensar… O citado André Comte-Sponville conta-nos que, em sua infância católica, certo dia disse ao padre com quem se confessava: “Eu rogo a Deus, mas ele não me responde”. O padre respondeu: “Deus não fala porque ouve”. A seguir, relata André: “Isso me fez pensar por muito tempo. Com o passar deste, porém, esse silêncio me cansou, depois me pareceu suspeito. Como saber se é o silêncio da escuta ou da inexistência?” O argumento mais propagado pelos crentes para explicar por que Deus não é tão visível foi refutado por Comte-Sponville. É aquele estruturado por Kant na Crítica da razão pura. Segundo este filósofo conterrâneo de Ratzinger e muito querido seu, se Deus estivesse “sem cessar diante dos nossos olhos”, isso levaria a humanidade à “heteronomia”, ou seja, à ausência de autonomia. Nos submeteríamos às normas morais, mas meramente por interesse. Kant: “A maioria das ações conformes à lei seriam produzidas pelo temor, somente algumas pela esperança e nenhuma pelo dever”. Em resumo, “o valor moral das ações não existiria mais”. O filósofo ateu encontra três defeitos nesse argumento: 1) Se é verdade que Deus se esconde para nos deixar mais livres, então somos mais livres que o próprio Deus – que não tem a opção de acreditar ou não em sua própria existência – e, por conseguinte, não haveria como termos sido feitos à sua imagem e semelhança, segundo reza o dogma. 2) A teoria kantiana implica que há mais liberdade na ignorância do que no conhecimento, idéia refutada no Ocidente pelo menos desde o Iluminismo. 3) Por fim, se Kant e seus seguidores estivessem corretos, cairia por terra o mito de um “Deus Pai”. “O que vocês pensariam”, nos indaga André, “de um pai que se escondesse dos seus filhos? ‘Não fiz nada para manifestar minha existência, eles nunca me viram, nunca me encontraram’, ele contaria a vocês. ‘Deixei-os crer que eram órfãos ou filhos de pai desconhecido, para que fossem livres de acreditar ou não em mim…’ Vocês achariam que esse pai é um doente, um louco, um monstro. E teriam toda razão. Que Pai seria este para se esconder em Auschwitz, no Gulag, em Ruanda, quando seus filhos são deportados, humilhados, esfaimados, assassinados, torturados?” Joseph Ratzinger também tem algo a dizer sobre a liberdade. Desta feita, em 2001: (…) para o cristão, Deus, por um lado, abarca tudo, sabe tudo, guia o curso da História, mas, por outro lado, dispôs as coisas de tal modo que a liberdade encontra o seu lugar.*** Há uma absurda contradição aí: como eu e meus semelhantes teríamos alguma importância no desenrolar dos fatos se Alguém já “guia o curso da História”? Acrescente-se a isso a informação de que, para o futuro papa, 1)a Igreja é a “Esposa de Cristo” na Terra e 2)seus ditames devem guiar as atitudes individuais mais que a própria consciência de cada um, e teremos enfim uma noção exata do que o senhor Ratzinger entende por “liberdade”.**** Mas voltemos à questão da visibilidade de Deus.Para o chefe da igreja Católica, “Ele [Deus] se manifesta, mas não de forma ruidosa, não necessariamente sob a forma de uma catástrofe natural, embora as catástrofes naturais também possam ser manifestações suas.” Os grifos são meus e levantam questões importantes. Dessa luminosa explicação, conclui-se que há desastres naturais que Deus não pode controlar; assim sendo, não é um Deus onipotente. Se pode e não controla, não é um Deus bom – já que não se sabe como a inexistência de tais eventos lamentáveis poderia atrapalhar nas escolhas que balizam a “liberdade” do homem. No caso de um desastre ser uma manifestação Sua, algum ingênuo poderia perguntar se não dava para o Bom Senhor se fazer notar de uma maneira que causasse menos desgraça e mortes. E será que não dá para o cabeça da “Esposa de Deus” nos listar as catástrofes naturais que são manifestações dos Céus, e quais não? Não seria preciso remontar às catástrofes mais primitivas, como àquelas que ajudaram no surgimento da nossa espécie, mas, digamos, dentre as dos últimos cinco anos, quais foram as que tiveram a mão de Deus? Aliás, não deveríamos nesse caso rebatizá-las para “catástrofes divinas”, em contraposição àquelas naturais, digo, demasiado naturais? Mois: A espécie humana diferencia-se de outras espécies não só pela grande capacidade de raciocínio, mas também pela capacidade de acumular conhecimento ao longo do tempo. No entanto o ser humano,assim como outras espécies, tem seus costumes, e estes também são transferidos os longo do tempo. As religiões são costumes que tem suas origens ainda no processo de formação do homo sapiens sapiens, e naturalmente foram mantidos pela tradição, até porque não havia motivo para que estes costumes desaparecessem. Analisando estes costumes percebemos que em algumas culturas havia culto de um único deus, o deus criador. Porem, libertando-se desta influência cultural que ainda persiste, o que devemos nos perguntar é: porque acreditar em deus? Ou ainda, porque questionamos se existe um deus ou não?
Nos perguntamos simplesmente porque isto faz parte da nossa cultura? Ou porque há alguma evidência que de sentido a esta pergunta?
Evidências sabemos que não há. O que existe é uma crença ainda presente em nossa sociedade e que inevitavelmente influencia qualquer ser humano pertencente a esta sociedade. Mesmo os ateus são influenciados pelos valores religiosos.
Considero portando a existência ou não de deus como um falso dilema. Não há motivação lógica nem para questionarmos se existe ou não um deus. Pois o que há, não é um deus criador, mas um deus criado pelo homem, e tal estudo deveria se restringir à sociologia.
Portando eu não me pergunto se existe ou não um deus, pois como cético, esta pergunta sequer faz sentido. Mas se me perguntarem se existe ou não um deus, eu devolveria imediatamente a pergunta: o que é deus?
Existem deuses em vária culturas, e cada uma tem suas definições para deus. Existem inclusive religiões politeístas e monoteístas. Não há nenhuma lógica em dizer que uma é mais verdadeira que outra. Mas se qualquer uma delas me mostrarem as características que define seu deus, eu posso analisar enfim se deus existe ou não.
Uma definição muito comum, a de que deus é bom, já torna duvidoso tal deus, pois o termo “bom” é um termo relativo, é inerente a uma cultura apenas, e não a toda civilização humana, e muito menos ao universo. Como se o argumento anterior não bastasse, eu continuo: e se deus é bom (segundo a definição da cultura atual), porque puniria alguém que não acredita nele se ele nunca se manifestou? Porque puniria alguém que viveu uma vida que não pediu (pois ninguém pediu para nascer). Os crentes então não precisariam ser prisioneiros desta crença, não teria porque seguir qualquer ritual, e poderia acreditar simplesmente no que vê, ou seja, a inexistência de um deus.
Talvez as únicas características que não são negadas pela lógica são as de que deus é criador do universo, é um ser consciente, inteligente, e capaz de nos observar (pois se fosse apenas criador, poderíamos chamá-lo de Big-Bang). De fato não podemos negar (pelo menos até agora) a existência de um criador, ou que exista algo inteligente que esteja nos observando. Mas também não há nenhuma evidência de que isto exista. Então volto às mesmas perguntas: porque acreditar em deus? Porque questionamos se existe um deus ou não?
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